Países de África negra no

Em torno de 25 milhões de pessoas que têm origem africana vivem fora do continente negro, porém há também afrodescentes que nasceram em toda parte do mundo. Prova disto, você confere nesta seleção dos 10 países com maior população negra fora da África. No futuro próximo, a população africana aumentará, atingindo em torno de 40% […] África es un extenso continente con 54 países donde conviven muchas etnias y culturas muy dispares, además, contiene uno de los desiertos más grandes del mundo, el Sáhara, y una enorme variedad de fauna y flora repartida por zonas como la sabana africana. Es una tierra inmensa y muy rica tanto a nivel paisajística como a nivel cultural, por eso, vale la pena descubrirla y saber cuáles ... Países de África por densidad de población (2019) Población de los países de África (2013) Idiomas oficiales de los países de África 81 comentarios Responder. 22/08/2020 jean franco. muy buena informacion la recomiendo 🙂 ... A África Negra, também chamada de África Subsaariana, é a região da África que se encontra ao sul do deserto do Saara.A expressão “África Negra” foi criada no século XIX pelos colonizadores europeus para se referir à região da África cuja população era majoritariamente negra e que ainda não tinha sido totalmente “descoberta” pela civilização ocidental. África Setentrional. Também chamada de África do Norte. É a parte que é limitada pelo Mar Mediterrâneo ao norte, pelo Oceano Atlântico ao noroeste, e abrange a maior parte do Deserto do Saara.. Os países que a constituem são em sua maioria árabes e islâmicos. São países da África Setentrional: Marrocos, Tunísia, Argélia, Líbia e Egito, Saara Ocidental e o Sudão. No passado, era muito usado o termo “África Negra” para esta região, em oposição a “África Branca”, composta pelos países ao norte do Deserto do Saara. Porém, estes termos estão caindo em desuso. Principais características dos países da África Subsaariana: - Maioria da população composta por negros; África negra, también denominada África subsahariana es el término que describe todos los países del continente africano a excepción de aquellos que limitan con el Mar Mediterráneo.Sin embargo si no se hace referencia a las divisiones políticas el término refiere aquellas partes del continente africano habitadas mayoritariamente por personas negras, que comprenden en torno al 85% de ... También conocida como la África Negra, haciendo alusión a que las personas de esta zona son generalmente de color, la África Subsahariana, es una región o del continente de África cuyos países no limitan con el mar Mediterráneo, por su parte, están más abajo, es decir, en el sur del desierto de Sahara, por ello es su nombre de Subsahariana, aunque también se le es llamada por otro ... África Setentrional: também conhecida como Norte da África, abriga países como Argélia, Egito, Sudão, Marrocos, Líbia e Tunísia. Localiza-se próximo do Mar Mediterrâneo e concentra um considerável número de habitantes. África Meridional: conhecida também por África Austral, é a região localizada na parte sul do continente africano.. Integram essa região a África do Sul ... Un poco de África en general. Desde tiempos antiguos, el nombre de África se relacionó con la imagen de tierra cálida y llena de sol. Dicho nombre parece provenir del latín aprica, que quiere decir soleado, o del griego aphriké, que significa sin frío. Por supuesto, una de las características más notables de este continente es el clima caluroso en la mayor parte de su territorio.

Texto de um possível redditor sobre eficácia de violência em protestos

2020.05.31 17:57 Prismatta Texto de um possível redditor sobre eficácia de violência em protestos

AFINAL DE CONTAS, A VIOLÊNCIA É POLITICAMENTE EFICAZ?
TL;DR: terrorismo e guerrilha são relativamente ineficazes; quebra-quebra talvez funcione, talvez não; assassinatos definitivamente funcionam (em ditaduras, não em democracias).
O assassinato do afro-americano George Floyd por policiais de Minneapolis gerou escândalo em todo o mundo e levou a uma onda de manifestações na região. Inicialmente pacíficas, elas foram se tornando mais tumultuosas ao longo dos dias. Delegacias foram atacadas, lojas foram incendiadas e saqueadas. O vandalismo atraiu o opróbio de uma fração significativa do espectro político americano que, francamente, não teria lá muita simpatia pelo movimento de qualquer forma. Por outro lado, não são raros nas redes sociais os comentários elogiosos sobre as táticas agressivas da população de Minneapolis, particularmente em comparação a manifestações mais bem-comportadas, mas em última análise inócuas. No Reddit Brasil, uma foto de um prédio em chamas com a legenda “nota de repúdio em Minneapolis” recebeu 2.900 reações positivas em um dia. O gracejo reflete uma crença comum de que atos de violência, insurreições armadas e depredação de propriedades seriam mais eficientes em coagir as autoridades no poder, extrair concessões e atingir objetivos políticos. Entretanto, uma breve análise da literatura em ciência política sobre o tema revela um quadro um pouco mais ambíguo.
Comecemos com a forma mais ubíqua (e destrutiva) de violência política: o terrorismo. Ao longo da história, grupos políticos de todos os matizes lançaram mão de assaltos, sequestros e atentados na luta contra adversários estatais mais poderosos, direcionando os seus ataques à população civil como uma forma de desmoralizar o governo. A sopa de letrinhas inclui nacionalistas dos quatro cantos do mundo – irlandeses, portorriquenhos, bascos, tâmeis, palestinos – e militantes de ambos os lados do espectro político. O que eles conseguiram?
À primeira vista, é possível observar ganhos limitados conseguidos através de táticas de terror. Ao analisarem os padrões geográficos de ataques a bomba em Israel entre 1988 e 2006, Gould e Klor (2010) mostram que eles aumentaram o apoio da população israelense a concessões territoriais a palestinos, com os efeitos sendo mais fortes entre grupos conservadores. Além disso, segundo Pape (2003), grupos políticos que iniciam ataques suicidas também aumentam as chances de que democracias liberais retirem suas forças de ocupação.
Contudo, o quadro é menos positivo no longo prazo. Abrahms (2006) examinou 28 grupos considerados terroristas pelos Departamento de Estado norte-americano, concluindo que apenas 3 (7%) atingiram os seus objetivos autodeclarados ao longo das décadas. Com um banco de dados de 477 campanhas desde 1968, Cronin (2009) encontra um impressionante índice de fracasso absoluto (ou seja, a incapacidade de alcançar qualquer objetivo estratégico) de 94%, com o grupo terrorista médio durando entre cinco e nove anos. Uma coisa é conseguir a saída temporária de forças de segurança em um território restrito; outra, muito diferente, é separar a Irlanda do Norte do Reino Unido, a Chechênia da Rússia ou instaurar uma utopia anarquista na Europa.
Se a prática de atentados contra civis não parece uma estratégia promissora, talvez poderia ser mais produtivo focar contra as forças de segurança do regime. Chenoweth e Stephan (2011) compilaram 323 campanhas violentas e não-violentas entre 1900 e 2006, encontrando uma taxa de sucesso total ou parcial duas vezes maior entre as segundas do que entre as primeiras (52% x 24%). O resultado permanece mesmo quando se leva em conta fatores como o tipo de regime atingido, as suas capacidades e o nível de repressão. Segundo Chenoweth, campanhas de guerrilha apresentam maiores barreiras físicas, morais e informacionais à participação, que é o aspecto mais importante a definir o sucesso de um movimento. Quanto mais pessoas forem para as ruas, e quanto mais diversos forem os setores que elas representam, maiores as chances de defecção nos setores de apoio de um regime (60% em relação às forças de segurança, no caso das maiores campanhas), backfiring em caso de repressão (que tem uma chance 22% maior de ocorrer se o movimento for pacífico) e sanções internacionais. Também nesse sentido, desafios pacíficos a governos latino-americanos tendem a ser respondidos com concessões, enquanto desafios violentos são reprimidos (FRANKLIN, 2009)
Bom, então não há dúvidas: a violência é definitivamente contraprodutiva, certo? Na verdade, as coisas não são tão simples assim. As pesquisas de Chenoweth fazem uma divisão dicotômica entre grupos insurgentes armados e manifestações pacíficas. A codificação de violência em sua amostra é derivada a partir do conjunto de dados “Correlates of War” (COW), que só inclui conflitos em que todos os combatentes estão armados e ocorrem ao menos mil mortes em batalha. No entanto, atos estratégicos de violência podem ocorrer em meio a movimentos majoritariamente não-violentos, como o arremesso de objetos contra policiais, tumultos e destruição de propriedades públicas e privadas. O estudo desse fenômeno, denominado “violência coletiva desarmada”, ainda é bem incipiente. Analisando 103 regimes não-democráticos entre 1990 e 2004, Kadivar e Ketchley (2018) descobrem que esse tipo de ação é positivamente associada à incidência de abertura política, medida como um aumento de até três pontos no score da Polity IV. Além disso, referindo-se à base de dados de campanhas não-violentas utilizada por Chenoweth, os autores apontam que muitos delas, como os protestos no Chile, na Polônia, na Sérvia e em Madagascar, na verdade fizeram uso extensivo da violência coletiva desarmada.
O trabalho de Kadivar e Ketchley (2018) é confirmado por alguns estudos empíricos, mas não por outros. De acordo com Aidt e Leon (2016), tumultos causados por secas aumentam as chances de redemocratização em países da África subsaariana. Bermeo (1997) descobre que a ocupação violenta de fábricas e depredações generalizadas fortalecem a posição de forças moderadas durante suas negociações com regimes autoritários. No caso de concessões em regimes democráticos, McAdam e Su (2002) concluem que protestos mais extremos contra a Guerra do Vietnã aumentaram a fração de votos de congressistas a favor da paz, apesar de terem tornado o processo legislativo mais vagaroso. Por sua vez, manifestações maiores e pacíficas tiveram o efeito contrário, reduzindo a porcentagem de votos pacifistas, mas acelerando as discussões no Congresso. Na França, há evidências de que atos específicos de violência foram produtivos no contexto de greves (SHORTER E TILLY, 1971); na Itália, os efeitos foram opostos (SNYDER E KELLY, 1976). As pesquisas dos anos 70 sobre o efeito de quebra-quebras nas comunidades negras dos EUA têm resultados contraditórios entre si (GIUGNI, 1998).
Nesse campo, o estudo de Huet-Vaughn (2015) chama a atenção. O autor critica boa parte da literatura citada por não ter utilizado variáveis instrumentais para controlar uma possível relação de endogeneidade. Lançando mão dos índices de pluviosidade e a frequência de feriados na França, que reduziriam a incidência de destruição de propriedade por, respectivamente, desencorajarem a prática de atividades fisicamente exaustivas e afastarem os jovens das manifestações, Huet-Vaughn encontra uma relação negativa entre depredações e índices de mudança de política. Ainda assim, ele reconhece que mais pesquisas são necessárias na área. Portanto, os estudos sobre violência política de baixo nível, quer seja na forma de tumultos generalizados ou de atos de depredação em meio a manifestações predominantemente pacíficas, ainda não permitem uma conclusão muito sólida.
Talvez essa discussão meio bizantina dê vontade de simplesmente pegar um revólver e mandar o presidente para a vala. Vejamos no que isso poderia dar. Jones e Olken (2007) compilaram uma base de dados com todas as tentativas de assassinato de chefes de Estado entre 1875 e 2004 – 278, dos quais apenas 59 resultaram em morte. O assassinato bem-sucedido de ditadores aumenta em 13% a chance de transição democrática em comparação com casos mal-sucedidos; enquanto o assassinato de presidentes democráticos não altera a natureza das instituições políticas. De fato, um tiro bem dado em um autocrata leva a uma probabilidade 19% maior de que transferência de poder no futuro ocorram de forma regular; a morte de um líder democrata, novamente, não tem esse efeito. A tendência maior de democratização pode ser observada até 10 anos depois do ato. Resumindo, portanto, o que a ciência política sabe até agora sobre a eficácia política da violência: Terrorismo contra civis praticamente nunca dá certo.
Guerras de guerrilha malogram em ¾ das ocasiões, com a metade da taxa de sucesso de movimentos primariamente não-violentos.
Atos específicos de depredação no bojo de protestos pacíficos têm efeitos bastante controversos (achei mais estudos que encontravam efeitos positivos do que negativos, mas entre os últimos está aquele que aparenta ser mais metodologicamente rigoroso, embora limitado do ponto de vista geográfico).
Mandar um ditador comer capim pela raiz (o que não é nada fácil, já que tentativas de assassinato têm um índice de fracasso de 75%) aumenta significativamente as chances de redemocratização, mas matar um democrata não tem efeito nenhum.
AVISO: EVITEI POSTAR O NOME DO SUJEITO POR CONTA DA PRIVACIDADE DO AUTOR E DE SEU USUÁRIO, PORÉM SE ELE SENTIR CONFORTÁVEL, POSSO COLOCAR OS CRÉDITOS.
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2020.05.30 23:29 SantRuan Discussão sobre Multiculturalismo

Então pessoal, conversando com uma amiga eu me deparei com esse tema. O motivo pra eu entrar nesse assunto é porque ela veio me mostrar uma "polêmica" chamada "palmitagem" que consiste no ato de uma pessoa negra não poder se relacionar amorasamente com brancos pelo longo histórico de opressão que o povo negro passou.
Obviamente, como um vira-lata caramelo que sou, fiquei indignado e fui atrás de respostas. Eu vou tentar resumir o que eu encontrei sobre o tema.
O vídeo que a garota me mostrou era um "negro" brasileiro explicando porque a comunidade negra deveria seguir seu "purismo racial". Assim, como eu disse, sou um pardo Br e tinha pouco conhecimento sobre o movimento negro, além do fato de saber que eles buscavam a luta contra o racismo .
Como contra argumento, encontrei esse vídeo do Demétrio Magnoli que explica toda essa ideia. Em resumo ele diz.:
*O Brasil decidiu adotar o mito da mestiçagem em contrapartida ao da raça, sendo o único país a fazer isso ao longo do séc XX. (Sim também houve a política de embranquecimento na época do império, mas ele argumenta que pegando o senso de 40 e dos anos 90, nota-se uma diminuiçãi no número de negros e também de BRANCOS o que seria uma resposta brasileira para não ser definido pela cor)
*Como as leis raciais dos Estados Unidos criaram uma forte segregação racial, após o fim delas, nós anos 60, era necessário criar marcadores sociais para definir o que é negro, branco, latino, para manter a estabilidade política.
Eu finalizei minha pesquisa vendo o filme do hotel Rwanda , lendo o livro Uma gota de Sangue: a história do pensamento racial e assistindo o vídeo sobre a escravidão da etnia uigur na China. E minha conclusão se tornou muito próxima da do Demétrio, não encontrei nenhum contra argumento bom para rebatê-lo.
Com isso eu indago:
Vocês acham que é moralmente correto as pessoas se definirem por raças,? Já que isso pode levar a um costume segregatório. (Quem estuda direito sabe que a diferença entre uma lei e um costume é tão fina quanto um papel)
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2020.05.30 23:20 SantRuan Discussão Sobre a Multiculturalismo

Então pessoal, conversando com uma amiga eu me deparei com esse tema. O motivo pra eu entrar nesse assunto é porque ela veio me mostrar uma "polêmica" chamada "palmitagem" que consiste no ato de uma pessoa negra não poder se relacionar amorasamente com brancos pelo longo histórico de opressão que o povo negro passou.
Obviamente, como um vira-lata caramelo que sou, fiquei indignado e fui atrás de respostas. Eu vou tentar resumir o que eu encontrei sobre o tema.
O vídeo que a garota me mostrou era um "negro" brasileiro explicando porque a comunidade negra deveria seguir seu "purismo racial". Assim, como eu disse, sou um pardo Br e tinha pouco conhecimento sobre o movimento negro, além do fato de saber que eles buscavam a luta contra o racismo .
Como contra argumento, encontrei esse vídeo do Demétrio Magnoli que explica toda essa ideia. Em resumo ele diz.:
*O Brasil decidiu adotar o mito da mestiçagem em contrapartida ao da raça, sendo o único país a fazer isso ao longo do séc XX. (Sim também houve a política de embranquecimento na época do império, mas ele argumenta que pegando o senso de 40 e dos anos 90, nota-se uma diminuiçãi no número de negros e também de BRANCOS o que seria uma resposta brasileira para não ser definido pela cor)
*Como as leis raciais dos Estados Unidos criaram uma forte segregação racial, após o fim delas, nós anos 60, era necessário criar marcadores sociais para definir o que é negro, branco, latino, para manter a estabilidade política.
Eu finalizei minha pesquisa vendo o filme do hotel Rwanda , lendo o livro Uma gota de Sangue: a história do pensamento racial e assistindo o vídeo sobre a escravidão da etnia uigur na China. E minha conclusão se tornou muito próxima da do Demétrio, não encontrei nenhum contra argumento bom para rebatê-lo.
Com isso eu indago:
Vocês acham que é moralmente correto as pessoas se definirem por raças,? Já que isso pode levar a um costume segregatório. (Quem estuda direito sabe que a diferença entre uma lei e um costume é tão fina quanto um papel)
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2020.05.30 22:50 SantRuan Discussão sobre multiculturalismo

Então pessoal, conversando com uma amiga eu me deparei com esse tema. O motivo pra eu entrar nesse assunto é porque ela veio me mostrar uma "polêmica" chamada "palmitagem" que consiste no ato de uma pessoa negra não poder se relacionar amorasamente com brancos pelo longo histórico de opressão que o povo negro passou.
Obviamente, como um vira-lata caramelo que sou, fiquei indignado e fui atrás de respostas. Eu vou tentar resumir o que eu encontrei sobre o tema.
O vídeo que a garota me mostrou era um "negro" brasileiro explicando porque a comunidade negra deveria seguir seu "purismo racial". Assim, como eu disse, sou um pardo Br e tinha pouco conhecimento sobre o movimento negro, além do fato de saber que eles buscavam a luta contra o racismo .
Como contra argumento, encontrei esse vídeo do Demétrio Magnoli que explica toda essa ideia. Em resumo ele diz.:
*O Brasil decidiu adotar o mito da mestiçagem em contrapartida ao da raça, sendo o único país a fazer isso ao longo do séc XX. (Sim também houve a política de embranquecimento na época do império, mas ele argumenta que pegando o senso de 40 e dos anos 90, nota-se uma diminuiçãi no número de negros e também de BRANCOS o que seria uma resposta brasileira para não ser definido pela cor)
*Como as leis raciais dos Estados Unidos criaram uma forte segregação racial, após o fim delas, nós anos 60, era necessário criar marcadores sociais para definir o que é negro, branco, latino, para manter a estabilidade política.
Eu finalizei minha pesquisa vendo o filme do hotel Rwanda , lendo o livro Uma gota de Sangue: a história do pensamento racial e assistindo o vídeo sobre a escravidão da etnia uigur na China. E minha conclusão se tornou muito próxima da do Demétrio, não encontrei nenhum contra argumento bom para rebatê-lo.
Com isso eu indago:
Vocês acham que é moralmente correto as pessoas se definirem por raças,? Já que isso pode levar a um costume segregatório. (Quem estuda direito sabe que a diferença entre uma lei e um costume é tão fina quanto um papel)
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2020.04.12 00:35 silveringking A Queda do Império, Parte III, Angola e São Tomé e Príncipe

Finalmente decidi escrever a terceira parte desta série, eu agora lamento não ter começado com Cabo Verde e a Guiné, mas uma pessoa trabalha com aquilo que tem, e eu prometi Angola E São Tomé por isso, vamos lá a isto.
Nota: Este post é bastante grande, mas eu tentei resumi-lo o máximo que pude, acreditem eu cortei bastantes coisas. A África não é bem a minha especialidade, mas farei um esforço, se acharem que falta alguma coisa por favor avisem-me, tentei realmente não falhar nesta história e li muito...

Portugueses que odeiam Mouros
Primeiro de tudo, como verdadeiro português eu odeio mouros, e não, não estou a falar de vocês gente a sul da linha de Coimbra, falo de Mouros verdadeiros. Sabem o que é um mouro? Um mouro é um individuo que originou na presente Mauritânia e que por norma é de religião Islâmica, tecnicamente mesmo que sejam cristãos e tenham nascido na Mauritânia são mouros. E eis aqui outra coisa que talvez não saibam, os mouros eram muito adversos a cristãos, mas isso é um traço cultural que não é partilhado com toda a gente islâmica, há países que seguem o Islamismo e onde os seguidores de Alá e de Cristo se dão bem, mas não os Mouros, e é por esta razão que aqui no Norte vos chamamos aí no Sul de mouros, estamos a comparar-vos a esse povo que se acha superior e que é adverso a nós portugueses. Por essa mesma razão por muito tempo Portugal foi chamado Reino de Portugal e Algarves, tecnicamente o Algarve era um reino diferente com influência moura, por isso eles sempre disseram “Ok, nós somos vossos aliados, mas somos um povo à parte…” e isto durou até à Implantação da Républica.
Agora o que isto tudo tem a ver com Angola? A resposta é muito, porque de Marrocos ao norte da Nigéria era tudo terras Islâmicas no tempo da colonização portuguesa. Eles foram islamizados principalmente por estes mouros, que lhes trouxeram a ideia de que os cristãos eram o demónio, logo toda a gente agia de forma muito agressiva os portugueses que apresentavam uma Cruz nas suas velas. Aliás se quiserem saber um pouco mais sobre estas sociedades leiam sobre as viagens de Ibn Batutta, que era um juiz islâmico que viajou por todo o mundo muçulmano, da Guiné até à India, isto foi um pouco antes da chegada dos Portugueses, mas assim ficam com a ideia.
Eu queria manter isto limpo de insultos, sendo um post educativo e tal por isso vou transmitir-vos o que acho que os portugueses pensaram na altura.
- Oh p*ta que pariu, todo o lugar que aportamos é sempre a mesma m*rda, só mouros a tentar comer o c*.

Kongo, o reino que aceitou ser cristão
E então chegaram ao que hoje é o Congo e Angola e repararam que ninguém era muçulmano aqui. Pelo contrário, a maior parte do pessoal curtia esta nova religião, e os líderes deste reino, cujo o nome era Kongo, adotaram nomes portugueses, a religião cristã, adotaram a nossa língua e a cereja no topo do bolo ajudaram-nos a combater esta “gentalha” islâmica a Norte.
Muitos líderes deste povo vieram a Portugal educar a sua elite, e é por esta razão que muita gente em Lisboa tem ascendência negra e não sabe. Na verdade, muitos vestígios foram apagados com o Terramoto de Lisboa, mas eu acredito pessoalmente que ainda existe muito material genética desta gente na população de Lisboa.
A sul do Reino do Kongo, havia o Reino de Ngola (Angola), cujo o nome foi confundido, o reino não se chamava Angola, Angola era o nome dos líderes desse Reino. Tanto o Reino de Ngola como do Kongo se tornaram vassalos do Reino de Portugal, até a um ponto que se confundiam.

O vício do café…
E agora tenho-vos de falar das primeiras experiências da escravatura em São Tomé, ao inicio a escravatura era puramente um negócio. Ah sim, gostaria de dizer uma coisa antes, a escravatura até esta altura eram proibidas pela religião católica, os primeiros cristãos foram escravos romanos, logo a igreja Católica era muito adversa a este conceito que era a escravidão, quer dizer até ao momento em que os Senhores Padres em Roma perceberam que se podia fazer muito dinheirinho com esta gente negra, se ela pudesse ter um pouco de “incentivo”, um pouco de “reforço negativo”, e foi aí que o papa lançou uma bula permitindo a escravidão de qualquer pessoa negra ou seu descendente.
Mas neste primeiro momento era apenas um negócio comercial, nós usávamos esta gente para produzir açúcar e café que eram muito desejados na Europa, e quando digo muito, digo muito, por exemplo dizem que Voltaire quando estava a escrever o Candide, estava tão viciado em café que bebia 80 chávenas por dia. O pessoal adorava esta bebida, tal como adora agora, e São Tomé era o ponto perfeito para a produzir, por isso importaram escravos do Kongo e de Angola, escravizaram-nos e obrigaram-nos a produzir café e açúcar para sustentar o vício do café e do açúcar, e quando levantaram a questão da escravidão, aí sim o Papa fez a tal bula. Só muito mais tarde o povo negro começara a ser visto como inferior. Por isso e resumindo, isto da escravatura começou com o vício do café e do açúcar.

Super-Rei, mas nem tanto…
Eu podia falar de muita coisa sobre Angola e São Tomé, mas eu vou avançar para o século 19 porque senão nunca mais saímos daqui. Na altura em que o Rei D. Carlos se tornou monarca em Portugal, quase imediatamente os ingleses fizeram um ultimato ao rei, que queria ligar os territórios de Moçambique e Angola, ora o Rei, sendo inexperiente e tendo a Marinha de pantanas herdada do pai, pouco pode fazer e cedeu ao tão famoso “Mapa Cor-de-Rosa”, o que pouca gente sabe é que foi ele que formou a atual Angola e enquanto perdeu a oportunidade de ligar as duas colónias, fez bons ganhos territoriais que hoje fazem parte da Républica Angolana. Ao mesmo tempo (quase), o estado vassalo do Kongo foi extinguido e passou a ser parte integral da colónia Angolana. Agora porque é que Cabinda está separada do resto de Angola? Bem, porque os Belgas tinham o seu próprio Congo e precisavam de um porto para entrar lá, na verdade o Rei Leopoldo II da Bélgica fez do Congo Belga seu jardim de escravos pessoal, mas isso é outra coisa. Os cabindenses de uma certa forma sentem-se os descendentes do reino do Kongo, aliás eles próprios se chamam de “Congo Português”, logo sempre resistiram ao facto de serem anexado pro Angola pois não acreditavam ser o mesmo povo. Quanto à resistência aos portugueses em Angola, sempre houve, aliás um dos símbolos da luta contra os portugueses foi a Rainha Nzinga, mas os esforços portugueses sempre de uma maneira ou de outra levaram a melhor, mas não sei o devido esforço.

As classes…
Relativamente a São Tomé as coisas sempre foram um pouco mais calmas, porque pelo menos aí nós tivemos a decência de criar uma classe intermédia entre os escravos e brancos, os chamados mulatos, palavra que eu não gosto nada, mas que se generalizou. Quem não sabe a palavra mulato vem de mula, que é um híbrido entre um cavalo e um burro, a palavra correta deveria ser filhos da terra, mas pronto. Essa classe intermédia serviu um pouco como a força militar que combatia insurreições. E apesar de um filho de um negro ser tecnicamente ainda escravo, o pai podia libertar o filho quando quisesse, até mesmo assumi-lo, dado que a igreja católica aceitava o cruzamento de raças muito bem. Aliás a sociedade da América Colonial Espanhola (e a um certo ponto a Portuguesa) era bastante estratificada com bastantes castas todas com níveis de cruzamento diferentes, crioulos, castiços, zambos, mestiços… Mas isso falarei quando falarmos sobre o Brasil.

A Guerra e o(s) Estado(s)
Porque é que então houve a questão da Guerra Colonial? Bem isto começou em Angola no final dos anos 50 e inícios dos anos 60, os povos das colónias exigiam cada vez mais autonomia e o Salazar, apesar de ser muito bom em finanças, era um zero à esquerda em politica internacional, o Marcello Caetano (que eu já referi antes ser o padrinho do nosso atual Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa), tentou no finalzinho da Guerra Colonial, tornar as colónias em estados de pleno direito ainda que com alguma ligação a Portugal, mas falhou redondamente, nesta altura o país já estava bastante desgastado na Guerra, e era da opinião de muitos que eventualmente transitaríamos para uma democracia aos poucos e poucos, o 25 de abril só acelerou o processo dando um golpe de misericórdia ao governo fascista…
E o resto penso que já sabem, assim que transitámos o PREC acabou por libertar as colónias todas ao desbarato. E foi assim que nós ficámos com os Retornados, gente que por vezes estava há várias gerações em Angola e que teve de voltar para Portugal com nada para além do que tinha no corpo porque houve uma má política de descolonização.
O resto é história…
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2020.03.18 14:33 kong-dao COVID-19: Lo que los medios de comunicación no comunican

Televisión, radio y periódicos son los medios de comunicación intermediarios entre los mandatarios y los ciudadanos, periodistas que asisten a conferencias de prensa para “transmitir” lo que sectores privados o públicos informan…
Parece ser que durante las últimas semanas la única información que tienen los “medios” es el COVID-19, pero afortunadamente hay una inmensa base de datos llamada Internet, que no solamente guarda lo que los usuarios suben a las redes sociales, sino también noticias.
Quizás usted, lector, lectora, o, lactante de “la media”, sepa que el COVID-19 tuvo epicentro en la capital de Wuhan, ciudad de Hubei, en la Republica Popular China. Lo que la caja negra, el cubo-parlante, o, el papel sin reciclar que “informan las noticias” no recuerdan los siguientes que iré desarrollando:
Para refrescar la memoria de los lactantes mediáticos comenzaré por los acontecimientos más recientes y relacionados al Coronavirus.
2 periodistas chinos desaparecidos por investigar el COVID-19 (ver anexos)
La primer denuncia internacional sobre COVID-19 fue realizada por una ONG: "Defensores de los derechos humanos chinos" (Chinese Human Rights Defenders), que el 31 de Enero del 2020 redactando un escrito que exponía la situación en Wuhan.
En el mes de Febrero, Chen Qiushi y Fang Bin, reporteros independientes, habían investigado lo que el Dr. Li Wenliang destapó sobre COVID-19 durante el mes de Diciembre de 2019. Li Wenlian era un oftalmologo que trabajaba en el Hospital Central de Wuhan, murió por causa del Coronavirus Chen Qiushi es un abogado, activista y periodista independiente que cubrió las marchas y protestas que tuvieron lugar en Hong Kong del 2019 y 2020, ya también cubrió el brote COVID-19 en Wuhan (Actualmente sigue desaparecido después de haber sido detenido por la policía china) Fang Bin es un periodista independiente, activista y hombre de negocios en Wuhan, quien durante el mes de Febrero estuvo subiendo videos a las redes sociales sobre los efectos del COVID-19 (Actualmente sigue desaparecido después de haber sido detenido por la policía china)

Revueltas a nivel mundial: China, Francia, Chile (ver anexos)
Como mencioné arriba, el abogado activista Chen Qiushi estuvo cubriendo la revolución que se llevó a cabo en Hong Kong (casualmente) entre 2019 y comienzos del 2020 (hasta su detención) donde también fue censurado. The Atlantic escribió un curioso articulo llamado “Hong Kong’s Protest and Virus Outbreak Collides” (Las protestas de Hong Kong y el brote de virus chocan”) que muestra la "coincidencia" entre las marchas y el surgimiento del virus del que los medios de comunicación utilizarían para no hablar más del estado democrático que se estaba pidiendo en la República Popular China. Al mismo tiempo que los ciudadanos se hacían eco de las manifestaciones en Hong Kong, en Francia, desde el 2018 y hasta adentrado el 2020, estaban los “chalecos amarillos” (yelow vests) reclamando al gobierno de Macron la reducción de impuestos que habia aprobado durante el green deal generando un aumento del precio en el gasoil pero no de los salarios. Mientras tanto el gobierno de Chile, en Octubre de 2019 declaraba el “estado de emergencia” por las revoluciones que se estaban dando a causa del tarifazo que se dió al transporte público (que también usa gasoil)

Refugiados: La OTAN apoya a Turqía para invadir Siria, Grecia restringe el acceso y la UE apoya la decisión (ver anexos)
Mientras los acontencimientos mencionados estaban siendo lentamente silenciados también se estaba echando tierra sobre la matanza que estaba haciendo el gobierno de Erdogan (Turquía) y Putin (Rusia) con respecto a los refugiados, la guerra previa al 2018 y que sigue en el presente 2020. Por otro lado, Grecia era el punto acordado por la ONU para la entrada de refugiados, gobierno que en el mes de Febrero de 2020 decidió cerrar las fronteras y disparar con munisiones a los que arribaran, mientras los residentes locales se manifiestan en contra de la ola inmigratoria, la situación se les está yendo de las manos luego de que la Comunidad Europea asigne un presupuesto de 700€ millones para reforzar las fronteras con Turquía, y éste último amenace a la UE por esa decisión. Gracia y Turquía son dos naciones que se encuentran cercanas, geograficamente, entre sí, por eso la guerra de quien recibe más (o menos) refugiados.
Quisiera aclarar que la palabra “refugiado” se utiliza para personas que buscan refugio, no porque fueran empujados por familiares o amigos, sino porque en su estado, nación o país los impulsa a irse...en este caso las guerras que hay en: Siria (frontera con Turquía), Irak (frontera con Siria), Afganistan (frontera con Iran), Pakistán (frontera con Iran y Afganistan) y otros países de África como Angola.En esta última región, Africa, es una de las más castigadas por empresas privadas (sector privado) con la exlotación de menores en campos de café y cacao, donde la probeza es el alimento diario en cada casa (igual que en otros países Latinoamericanos como es el caso de Venezuela, Argentina o Brasil) De 5 continentes, 3 están hundidos en crisis financieras, sociales o guerras: Africa, (gran parte de) América, y Asia. ¿Eso es democrácia?
¿La caja negra, el parlante-repetidor o el papel sin reciclar que usa para “informarse de las noticias” le recuerdan algo de esto? ¿De que solidaridad se habla si no se tiene presente lo que al prójimo le pasa hoy día? ¿Sigo?

Brexit: El Reino Unido deja el barco europeo
Crónica de una muerte anunciada no es solamente una novela de Gabriel Garcia Marquez, es también la disolución de un contintente que luego de 2 Guerras donde los ricos se hicieron más ricos y los pobres, más pobres, no podía mantenerse. Luego de que Inglaterra decidiera abandonar el apestoso barco que se estaba siendo “invadido” por una ola inmigratoria de refugiados, con unas negociaciones fallidas en Bruselas, la palabra “Brexit”, fruto de un complot empresarial en el que estaba incluido Facebook, surgió como "salvavidas" hace ya unos años donde las negociaciones se tensan aún más con una Comunidad Eruopea actualmente quebrada por un virus y refugiados.
(Si está interesado en más detalles sobre el Brexit, puede usar Internet...quizás haya virus, pero no mata)

Guerra Comercial: China vs US, Huawei, ZTE, and, Russia
Desde que Trump asumió como presidente las tensiones con China no cesan, los impuestos a las importaciones del país oriental aumentan y el gobierno norteamericano tampoco para con las denuncias a empresas chinas como Huawei y ZTE acusadas de “espionaje” (Esto no es una novela de James Bond, es la realidad) Como si los norteamericanos tampoco espiaran a la gente...el lactante de “la media” puede recordar denuncias publicas a Estados Unidos, como la de Snowden, o, el priodista ganador de varios premios, Julian Assange (Wikileaks) El asunto se sigue tensando, más ahora que el COVID-19 está haciendo bajar los precios del crudo (petróleo) (¿Quien gana? La clase alta ¿Quien pierde? La clase media y baja) Situación que llevo a Francia y Chile a manifestar su desacuerdo, es la clara evidencia de que las mayorías de clases están hartas de las maniobras políticas y que sin embargo no son lo suficientemente fuertes para terminar esta (falta de) "democracia" mundial. Una nueva guerra por la reserva de crudo se está produciendo entre Rusia, China, Arabia Saudi y Estados Unidos. En este link puede ver los usos del petróleo

China deja de comprar los residuos plásticos del mundo (para más detalles ver link)
En 2019 la Republica Popular China dijo “basta”, no compraría más los plásticos generados por el 90% de los países, obligando a que cada nación cree sus plantas recicladoras o se establezcan en otro sitio. Otro golpe duro para Europa y America que vendían su basura al país asiático, el mismo que tenía, entre otras ciudades, una planta recicladora en Wuhan.
¿Qué escuchó recientemente de la caja boba? ¿Qué le dijo aquel cubo hablador? ¿Qué leyó en aquel papel sucio y negro? COVID-19. Es lo único que se escucha, una palabra que se propaga en el boca-a-boca y de idea-a-idea más rápido que el virus de Wuhan, una ciudad donde aún hoy hay dos periodistas desaparecidos por investigar los motivos de lo que más tarde sería una pandemia y haría olvidar a la población mundial sobre los acontecimientos que terminan con más vidas que un "corona"
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Anexos:
2 periodistas desaparecidos por investigar el COVID-19
Factual Ideas: Li Wenliang Bio-Wiki, Age, Death, and Coronavirus
BBC: Coronavirus: Why have two reporters in Wuhan disappeared?
Daily Mail: Chinese citizen journalist who has brought the world the truth on coronavirus emergency disappears from the streets of Wuhan days after whistleblower doctor died
The Blaze: Chinese citizen journalist disappears after exposing horrors of coronavirus the gov't is trying to suppress
Vice: China Arrested a Whistleblower Who Shot Viral Video of Coronavirus Corpses in Wuhan
NBC: Coronavirus: Outspoken Chinese lawyer critical of government missing in Wuhan, family says
The Guardian: Coronavirus: journalist missing in Wuhan as anger towards Chinese authorities grows
The Epoc Times: Citizen Journalist in Coronavirus Epicenter of Wuhan Has Been Detained by Local Police
South China Morning Post: Fang Bin is second Chinese citizen journalist to vanish while reporting from coronavirus epicentre
Vice: China Arrested a Whistleblower Who Shot Viral Video of Coronavirus Corpses in Wuhan
Internationa Business Times: Where is Chen Qiushi? Journalist who reported from Wuhan 'forcibly quarantined'

Revueltas a nivel mundial: China, Francia, Chile
Yahoo: Chinese human rights lawyer ‘safe’ after return from Hong Kong protests trip
The Guardian: What are the Hong Kong protests about?
The Sun: Hong Kong protests – what is happening and why are there riots?
BBC: The Hong Kong protests explained in 100 and 500 words / Why are there protests in Hong Kong? All the context you need
New York Times: France’s Yellow Vest Protests: The Movement That Has Put Paris on Edge
CNBC: Yellow vests, blue vests and red scarves — Here's why the French are protesting
The Guardian: Yellow vests: protesters fight for ideological ownership
La Vanguardia: Revuelta en Chile: Las imágenes de los disturbios por la subida del precio del metro

Refugiados: Turquía, Rusia, OTAN, Grecia
The Daily Beast: Amid Escalating Syrian Carnage, Turkey Shoots Down Assad’s Planes
The Guardian: Russia and Turkey's next moves will define the Syrian war's end / Greece’s refugee plan is inhumane and doomed to fail. The EU must step in / Lesbos refugee camp at centre of Greek misuse of EU funds row
CNBC: 'It's a powder keg ready to explode': In Greek village, tensions simmer between refugees and locals
DW: EU offers Greece migration support amid mounting refugee crisis
Reuters: EU needs to stop bickering, support Greece on refugees - U.N.
RT: Doors SHUT: Greek police stop wave of refugees with closed border gates & tear gas (VIDEOS)
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2020.02.04 23:06 jacaredoacudevelho O brasileiro fala merda, mas é culturalmente tão ignorante quanto um americano

No YouTube, no barzinho, no reddit, ou seja, em qualquer canto eu vejo brasileiros comentando como americanos são burros em questão de geografia, são super americentristas e vivem numa bolha. Mas a real é que o brasileiro é a mesma coisa, ou ainda pior já que é culturamente colonizado por americanos.
Geografia:
O brasileiro ri e xinga o americano porque não sabe quais são os países sulamericanos e porque acham que aqui falamos espanhol ou a nossa capital é Buenos Aires ou o Rio, entretanto se você mostrar um mapa da América Central, Ásia, Leste Europeu ou África e perguntar sobre que país é qual, qual a capital ou qual língua se fala lá ele vai ser tão burro como o americano.
América Latina:
O brasileiro desde sempre se achou superior a todos os seus vizinhos latinoamericanos, sempre disse "nós somos mais parecidos com a europa do que com nossos vizinhos" e sempre cagou pra cultura deles, tendo uma visão superficial e estereotipada. O gosto real do brasileiro por reggaeton e similares só chegou ao Brasil porque descendentes de latinos são uma população expressiva dos EUA e eles começaram a fazer sucesso lá e o Brasil pra variar, importou a tendência. Anteriormente só algumas coisinhas do resto da América Latina realmente fizeram sucesso aqui tipo Chaves/Chapolin. Novelas mexicanas sempre foram zuadas pelo pessoal aqui, RBD e novelas infantis argentinas/mexicanas eram produtos de nicho.
África:
O Brasil é um país que tem muita influência africana, mas o atual intercâmbio cultural entre as duas regiões beira o nulo, no máximo o Brasil exporta coisas pra Angola e Moçambique, mas nada vem de volta. Toda noção de cultura negra que o brasileiro curte ou já é enraizada daqui (o que é normal) ou vem de um único outro canto: EUA. Você não vê a galera comentando de músicos, atores, escritores, filmes ou personalidades africanas, o que é curioso.
Ásia:
O brasileiro só conhece três coisas da Ásia: AliExpress, animes e kpop. Tá, essas são três coisas importantíssimas da cultura da China, Japão e Coreia do Sul, mas ao mesmo tempo são ou superficiais, ou fetichizadas ou de muito nicho.
Cultura pop:
O brasileiro só escuta música em inglês, só assiste filme em inglês, os best-sellers são americanos/ingleses, só consome vlog de americano etc. . O brasileiro acha que tudo que não vem do Brasil ou dos EUA/Inglaterra é estranho.
Xenofobia, racismo etc.:
O brasileiro é extremamente xenofóbico e preconceituoso. O pessoal acha normal chamar chinês de xing xong ou fazer piadas claramente preconceituosas tipo pastel de flango, olho puxado, pau pequeno, zuar africano passando fome, indiano de fedorento, hispanoamericanos de índios, piadas de portugueses, franceses de fedorentos ou frescos etc. A resposta do brasileiro quando é confrontado???? "Tô só zuando, pô" .......................................................................
Dito isto, acho que o brasileiro devia vestir as sandálias da humildade e ser mais aberto ao diferente antes de falar merda de outros países.
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2020.01.02 16:31 kingAnselmo Influência dos países desenvolvidos no meu país.

Sou Africano e vivi no país chamado Moçambique. Bem aqui na África Austral. Somos (nós moçambicanos) e africanos (da África negra) influenciados pela cultura dos países desenvolvidos. De alguns anos para cá, especificamente desde o ano de 2017 até hoje, o uso de cabelos compridos e lisos, vulgo extensões têm sido usados veemente pelas mulheres africanas. É usam de jeito tal que virou obrigatório. Mulher sem esses cabelos importados da Índia, China, etc, é já uma obsessão. As nossas manas cá, se não têm essas perucas ou cabelos amarrados nas suas cabecas não se sentem realizadas ou completas.
Foram-se os tempos em que ver uma mulher africana de cabelos encaracolados, com tranças e trajes africanos a condizer significação o mundo para elas.
Hoje se elas não têm esses cabelos que nem dá Jennifer Lopez ou Beyoncé, não se sentem lindas ou satisfeitas. Mas porquê essa falta de autos estima e de identidade?
Porque é que as nossas manas (mulheres) querem copiar tudo que vêm na TV? Porquê esse desprezo pela cultura delas, nossa? Fico triste.
Elas são capazes de vender até a própria alma só para poder comprar esses cabelos de pessoas mortas e digo que não são baratos.
É triste. Obrigado para os que leram.
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2019.08.16 08:44 Tony_Hunter A imigração portuguesa no Rio de Janeiro

A imigração portuguesa após a independência teve como destino especial a cidade do Rio de Janeiro. O censo brasileiro de 1920 mostrou que, dos 433.577 portugueses residentes no Brasil, 172.338 residiam nessa cidade, 39,74% do total. Incluindo todo o estado do Rio de Janeiro, essa taxa subia para 46,3% dos lusitanos que viviam no Brasil. A presença numérica portuguesa era altíssima, uma vez que constituíam 72% de todos os estrangeiros residentes na capital. As pesquisas censitárias mais antigas também já atestavam a forte presença portuguesa na região. No ano de 1890, imigrantes portugueses compunham 20,36% da população da cidade do Rio de Janeiro (106.461 pessoas). Brasileiros filhos de pai ou mãe portugueses compunham 30,84% da população carioca (161.203 pessoas). Ou seja, portugueses natos ou seus filhos perfaziam, naquele ano, 51,2% dos habitantes do Rio, um total de 267 664 pessoas..
Os imigrantes portugueses figuravam no estrato mais baixo da sociedade do Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX, ao lado de negros e mulatos. Os portugueses e os negros habitavam o mesmo espaço geográfico, frequentemente dividindo o mesmo cortiço e compartilhavam da vivência na cidade. Havia uma proximidade social, econômica e até cultural entre os dois grupos. O processo de abolição da escravatura no Brasil e a consequente falta de mão de obra compeliu o governo da época a estimular a vinda de imigrantes europeus, que frequentemente enfrentavam, no Brasil, situação semelhante de degradação social como aquela enfrentada pelos escravos. No caso da imigração portuguesa para o Rio de Janeiro, ela se intensificou quando o tráfico negreiro ainda estava em pleno funcionamento. Tratava-se, sobretudo, de uma imigração de jovens açorianos com idade entre 13 e 17 anos (a mesma média de idade dos escravos trazidos da África). Na época, havia denúncias de que os navios negreiros também eram usados para trazer esses jovens portugueses para o Brasil, que eram chamados de engajados. Os jovens assinavam um contrato com o capitão do navio no qual, em troca da passagem de navio, se comprometiam a trabalhar para algum senhor no Brasil. O capitão do navio vendia o passe desses portugueses para o senhor, no valor da passagem e, ao pagar, o último adquiria esse trabalhador. Os engajados tinham que pagar a soma do valor da passagem através de trabalho gratuito, cujo tempo era estipulado pelo próprio senhor, muitas vezes chegando a três ou cinco anos. Os imigrantes que se evadissem das terras antes do término do contrato eram tidos como "fugidos". Todas essas características aproximavam os imigrantes portugueses da condição social dos escravos no Brasil.
As péssimas condições a que eram submetidos esses imigrantes portugueses no Brasil se refletiam nas estatísticas. Entre 1850 e 1872, a maioria dos adolescentes portugueses que desembarcavam no Rio de Janeiro morriam três anos após a chegada ao Brasil, vítimas de febre amarela, das más condições de moradia e das jornadas exaustivas de trabalho. Era a denominada "escravidão branca", denunciada pela imprensa da época. A maioria dos imigrantes portugueses na cidade eram adolescentes e jovens do sexo masculino, analfabetos, oriundos de zonas rurais de Portugal, completamente despreparados para enfrentar a vida numa metrópole do porte do Rio de Janeiro. Os portugueses habitavam as zonas mais precárias da cidade, tanto que no censo realizado em 1856, 51,9% dos moradores de cortiços da Corte eram de nacionalidade portuguesa. Os portugueses competiam com a população negra pelo mercado de trabalho. De fato, estavam inseridos num processo de substituição da mão de obra escrava, em um momento em que ela se tornava cada vez mais escassa e cara. Quintandeiro, condutor de bonde, carregador, vendedor de doces, ocupações estas antes associadas ao trabalho escravo, passaram a ser exercidas pelos portugueses na virada do século XIX. Em um ambiente de pobreza e despreparo, os portugueses despontavam como a nacionalidade que mais praticava crimes na cidade do Rio de Janeiro, superando inclusive os próprios brasileiros no período de 1859 a 1864, com destaque para os roubos, assaltos, arrombamentos etc. Já entre 1915 e 1918, 32% dos homens condenados por crimes na cidade eram portugueses, número alto, haja vista que somente 15% da população do Rio era portuguesa. Todavia, a inserção de imigrantes europeus no mundo do crime no Brasil não era fato exclusivo dos portugueses. Em São Paulo, no mesmo período, os italianos eram a nacionalidade que mais praticava crimes.
No Rio de Janeiro, o imigrante português não destoava do resto da população, do ponto de vista educacional, social ou econômico. Em 1906, 48% dos habitantes do Rio eram analfabetos, e 44,3% dos imigrantes portugueses também o eram. Deu-se, portanto, rapidamente a assimilação do elemento luso no Rio de Janeiro, sobretudo dentro das camadas mais humildes da sociedade. Embora mantivessem sentimento de solidariedade, por meio da criação de associações portuguesas, isso nunca obstou o processo de assimilação dos portugueses no ambiente social brasileiro. Tampouco os sentimentos de antilusitanismo e xenofobia que às vezes emergiam contra os portugueses no Brasil, por meio de estereótipos negativos que lhes eram imputados.
Porém, não era só na pobreza que viviam os imigrantes portugueses no Brasil. Havia uma antiga e bem-sucedida comunidade de trabalhadores especializados oriundos de Portugal, que se dedicavam especialmente ao comércio. Estes imigrantes passaram a dominar o comércio retalhista de todas as grandes cidades brasileiras. Assim, uma pesquisa sobre estabelecimentos comerciais no Brasil em 1856-1857 mostrou que os brasileiros eram proprietários de apenas 44% dos estabelecimentos, e os portugueses de 35%.
Apesar de todos os problemas socioeconômicos enfrentados pelos imigrantes, o Brasil continuava a ser a terra de destino preferencial dos portugueses mesmo após a independência. Embora existissem destinos imigratórios mais tentadores, como os Estados Unidos e a Argentina, que ofereciam melhores salários e melhores condições de trabalho do que o Brasil, foi para este último que o fluxo migratório lusitano se concentrou. Por falarem a mesma língua, pelos laços históricos e por oferecer salários mais elevados e melhores perspectivas econômicas do que Portugal, além de já haver uma comunidade comercial lusa bem estabelecida. Assim, dos 1.306.501 portugueses que emigraram entre 1855 e 1914, 78% eram originários do continente. Deste total, 82% foram para o Brasil, 2% para a Argentina e 15% para os Estados Unidos. O ápice se deu entre 1891 e 1911, quando o Brasil atraiu 93% dos portugueses que emigraram. Para concorrer com a Argentina e os Estados Unidos, o Brasil inovava ao oferecer o pagamento da passagem de navio dos europeus. Embora os portugueses também se beneficiassem dessa imigração subsidiada pelo governo brasileiro, a maioria dos portugueses imigravam para o Brasil por conta própria, sem esse auxílio governamental, ao contrário dos italianos, por exemplo. O Brasil foi o principal destino da emigração portuguesa até a década de 1960, quando outros países europeus, em especial a França, passaram a ser destinos preferenciais.
Adaptado do Wikipedia
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2019.02.14 01:38 dt25 Cotas, comitê racial, e tudo isso que está aí

Não vi esse tópico ontem: Pardos protestam após reprovação em comitê racial da UFPE. A universidade afirma que todos eles são brancos.
Lendo hoje, vi a repetição de muitos comentários antigos, os mesmos que já tinham sido feitos antes mesmo de passar a vigorar no Brasil. "Meritocracia", "cotas sociais", etc.
Vou tentar resumir e colocar links das fontes completas:
Sistema de cotas raciais: inclusão em meio à controvérsia
Tatiana Dias 24 Fev 2016
O Brasil adota o sistema de cotas nas universidades de diferentes formas desde o início da década passada. A prática de reservar vagas em cursos superiores para determinado grupo foi implementada sob o argumento de tentar corrigir diferenças históricas que resultaram em padrões desiguais de inclusão social e, mais especificamente, de acesso à educação. Há cotas sociais, para estudantes de escolas públicas e de baixa renda, e as raciais, destinadas a negros (pretos e pardos) e indígenas.
...
A Lei 12.711, de 2012, conhecida como Lei de Cotas, determina que universidades e institutos federais reservem metade de suas vagas para estudantes de escolas públicas - e, dentro dessa porcentagem, outras cotas sejam reservadas por critérios raciais. As cotas para pessoas pretas, pardas ou indígenas devem ser preenchidas de acordo com o percentual dessas etnias em cada Estado.
...
QUAIS são as principais críticas ao sistema de cotas
O conceito de raça
A maior crítica que envolve o tema das cotas raciais é que a raça é um conceito social e não biológico. Por isso, não seria possível separar os candidatos, de forma objetiva, usando apenas o critério racial.
A miscigenação
Mesmo que se leve em conta aspectos biológicos - a tonalidade da pele - críticos dizem que, no Brasil, diferente de outros países como África do Sul e EUA, a comunidade negra não tem limites claros. Por ser um país miscigenado, é difícil estabelecer um padrão de ‘pureza’ para a raça: os limites são difusos.
Possíveis fraudes
Para serem aplicadas, as cotas dependem da autodeclaração do candidato, o que abre espaço para fraudes, ou da avaliação de comitês, o que cria uma espécie de “tribunal racial”, segundo as palavras dos integrantes do DEM, que pediram a inconstitucionalidade das cotas no Supremo Tribunal Federal.
Racismo 'ao contrário'
Outro argumento frequente contrário às cotas é que elas são um racismo reverso - ou seja, privilegiam uma raça (neste caso, a negra) em detrimento de outra (a branca).
Cotas poderiam ‘baixar o nível’
Outra crítica comum é relacionada à admissão dos alunos: reservar vagas subverteria o mérito acadêmico. Para Carlos da Fonseca Brandão, doutor em educação e livre-docente pela Unesp, a inclusão de alunos com escolaridade deficiente formaria classes “com patamar de heterogeneidade maior do que o atual”. Isso, para ele, “acarretaria um nivelamento por baixo dos cursos”.
POR QUE o sistema de cotas pode ser considerado bem-sucedido
Apesar das críticas, no entanto, o sistema de cotas brasileiro pode ser avaliado como bem-sucedido. Isso por que, em primeiro lugar, as cotas já ajudaram a aumentar a inclusão da população negra no Brasil. Dos 1,8% de 1997, a porcentagem de negros no ensino superior saltou para 11,9% em 2011. Além disso, o número de matrículas entre pretos e pardos avança mais rápido do que entre brancos.
Em 2014, a população preta, parda e indígena conseguiu 30,9% das vagas nos institutos federais e 22,4% nas universidades.
Diante dos dados objetivos, alguns dos argumentos contrários às cotas sociais e raciais ficaram sem sustentação. Em geral, o desempenho dos cotistas é semelhante ao dos outros estudantes, tanto no vestibular quanto nas disciplinas ao longo da universidade.
Em 2016, a nota de entrada dos cotistas na Universidade Federal de Minas Gerais foi superior à nota dos não-cotistas em 2013, último ano em que a universidade adotou o vestibular. Hoje a universidade adota o Sisu (Sis­te­ma de Se­le­ção Uni­fi­ca­do) e reserva 50% das vagas para estudantes oriundos de baixa renda, com parcela para negros e indígenas, conforme a determinação da Lei de Cotas.
No Sisu, para as vagas de medicina nas universidades federais, por exemplo, as notas de corte foram de 787,56 pontos. Entre os cotistas, 761,67 - uma diferença de 3%. Na Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), no curso de administração, a média dos cotistas foi bem inferior - 30 contra 56 dos não cotistas - mas, na avaliação do desempenho durante o curso, quem entrou por cotas se saiu ligeiramente melhor: média de 8,07 contra 8,04.
Na mesma universidade, um levantamento interno mostrou que a nota média dos beneficiários das cotas era 6,41; a dos não-beneficiários, 6,37. “Os cotistas derrubaram o mito de que o nível cairia nos cursos. O desempenho deles é ótimo”, disse Teresa Olinda Caminha Bezerra, pesquisadora da UFF (Universidade Federal Fluminense) que analisou o desempenho de cotistas e não-cotistas da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).
Na UFBA (Universidade Federal da Bahia), que reserva 36,5% das vagas a estudantes negros de baixa renda, pesquisadores perceberam que, ao ultrapassar a barreira inicial - o vestibular - o desempenho acadêmico dos estudantes cotistas se igualava ou até mesmo ultrapassava o de não-cotistas, especialmente nas disciplinas de humanas.
https://www.nexojornal.com.bexplicado/2016/02/24/Sistema-de-cotas-raciais-inclus%C3%A3o-em-meio-%C3%A0-controv%C3%A9rsia
Cotas? Melhor tê-las
Luisa Bustamante, Maria Clara Vieira, Rita Loiola Publicado em 12 ago 2017, 06h00
...
...o sistema de cotas parece uma unanimidade, com poucos defeitos. Não é bem assim. Sua implantação é difícil, principalmente quando esbarra na sempre explosiva questão racial. A Uerj e a UnB, duas pioneiras das cotas no Brasil, reservavam uma parcela das vagas para negros vindos de escolas públicas. Desde então, a fórmula foi se tornando mais complexa e mais abrangente, com a diminuição crescente do peso da questão racial — o que é positivo. Primeiro, seleciona-se quem estudou em escola pública, em seguida é feita a análise da renda familiar e, só depois disso, já na última etapa do processo, escolhem-se alunos negros, pardos e indígenas.
O processo seletivo tem distorções que até hoje não foram solucionadas. Uma brecha permite que se qualifique para a reserva de vagas quem estudou em escola privada e, no finzinho do curso, fez um supletivo — e isso vale como carimbo de temporada em escola pública. A falta de limite de renda em uma porção das vagas desvirtua a proposta ao abrir espaço para alunos de nichos de excelência na rede pública, como os colégios militares e de aplicação, que são vinculados às universidades e costumam ser frequentados por muitos estudantes de famílias mais abastadas.
O maior nó do sistema de cotas, porém, está onde sempre esteve: como definir com precisão quem é negro ou pardo, num país multiétnico e tão miscigenado? O problema se escancarou nos primórdios das cotas, em 2007, na UnB. Na época, a seleção era feita por fotos enviadas pelos candidatos. Dois gêmeos idênticos se candidataram. Tinham a aparência do que, no cardápio multicolorido da pele brasileira, se pode chamar de “café com leite”. Cada um enviou a sua foto. Um foi aceito; o outro não. E eles eram, repita-se, idênticos.
Por causa desse disparate, a universidade instituiu uma entrevista presencial diante de uma bancada, um sistema logo apelidado pejorativamente de “tribunal racial”, o que ressaltou sua inadequação. “Era olhar e entender se o fenótipo do estudante reunia as características típicas da discriminação racial”, diz Nelson Inocêncio, 56 anos, negro, que coordenou a comissão composta de “especialistas em relações raciais” e é totalmente a favor do método. Para seu desgosto, a comissão foi desativada em 2013, por um motivo elementar: não há “tribunal” capaz de concordar em 100% dos casos sobre a “raça” dos alunos. Voltou-se à era da autodeclaração — vale o que o candidato diz que é. “Em um país movido a jeitinho, a burla, a autodeclaração produz injustiça. Muito branco ocupa vagas reservadas a negros”, critica Inocêncio, com razão.
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), adepta das cotas desde 2008, fez o caminho inverso ao criar recentemente um comitê para, com base em cor da pele e formato de nariz e boca, bater o martelo sobre quem pode ser contemplado. Motivo: quase 400 fraudes apontadas nos últimos dois anos. A volta do “tribunal racial” pode até evitar trapaceiros, mas não tem como contornar o fulcro da questão: definir com precisão científica quem é branco, pardo ou negro, simplesmente porque, a rigor, raça é uma invenção social. Apesar dos pesares, e por falta de uma alternativa melhor, a autodeclaração é o critério estabelecido na maior parte das reservas de vagas para negros e pardos (será a fórmula adotada, inclusive, pela USP). Cabe à escola abrir uma investigação interna diante de suspeitas de fraude.
...
O argumento-chave a favor das cotas raciais é o combate à discriminação: entre um branco pobre e um negro pobre, o negro sempre teve e terá menos chances, enquanto a ordem das coisas for a que é. “A cota não veio para atender quem quer desenterrar um bisavô negro, mas para os que sofrem racismo”, diz frei David Santos, fundador da ONG Educafro. O problema está em sua imprecisão ancestral. O geneticista Sérgio Danilo Pena afirma que não faz sentido algum, do ponto de vista genético, separar brasileiros em grupos de cor porque todos os humanos têm ancestralidade tripla — ameríndia, africana e europeia. “Ações afirmativas são importantes, mas devem seguir critérios sociais, em vez de elementos fenotípicos. A separação pela cor retoma práticas ultrapassadas e perigosas de valorização de traços físicos”, alerta Pena. A própria ideia da compensação aos discriminados é combatida. “O certo não é pagar pelo passado. É ajudar as pessoas que são injustiçadas hoje. A política pública que decide quem ganha e quem perde em função da cor da pele é um equívoco completo”, fulmina o sociólogo Simon Schwartzman, especialista em educação. Também o economista americano Thomas Sowell, professor de Stanford e um dos mais renomados estudiosos de ações afirmativas, é crítico do sistema de cotas, que, para ele, aviva “ressentimentos entre os grupos” — o que, no caso brasileiro, no entanto, parece não ter ocorrido.
Tudo mostra que cotas raciais não são uma solução ideal, tampouco atacam o cerne da discriminação: ela está na origem escolar, no ensino fundamental. A política de cotas ajuda aqueles poucos negros e pobres que conseguiram chegar às portas da universidade, mas nada faz pela enorme massa que nem passa das fases iniciais da vida acadêmica. Ainda assim, na sua limitação, o sistema tem funcionado e beneficiado quem precisa. O acesso à universidade vem reduzindo, inclusive, a inibição com a cor da pele. O economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas, observa que o índice de gente que se autodeclara negra nas classes A, B e C subiu de 37%, em 2004, para 67%, em 2014. Que ninguém se iluda: o sistema de cotas é complexo, não faz milagres, e a discriminação não está nem perto de acabar. Mas, no mínimo, ele tem a força de uma oportunidade, o que já é um grande passo.
Com reportagem de Isabela Izidro, Guilherme Venaglia, Julia de Moura, Letícia Fuentes, Mariana Oliveira e Roberta Bordoni
https://veja.abril.com.brevista-veja/cotas-melhor-te-las-2/
Outros textos que falam mais sobre as cotas:
A cor da elite
Os 10 Mitos Sobre As Cotas
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2018.10.18 19:27 edesur El candombe, la comparsa, la murga y el carnaval.

Para muchos en Argentina ya no quedan eco de llamadas, y esto les hace suponer que somos un pais que carece de negritud.
Lo cierto es que nuestro país fue parte de ese horror que era costumbre vergonzante de una epoca, elpuerto de Buenos Aires recibio desde fines del siglo XV, miles de esclavos traidos de Africa forzados a desembarcar en el Río de la Plata.
Lentamente –aunque ya quedan lejos en el tiempo la libertad de vientras ordenada por la Asamblea del Año XVIII y la abolición de la esclavitud incluída en la Constitución de 1853–, el período oscuro de la invisibilización, agitada por los prejuicios y las prácticas racistas, discriminadoras y xenófobas, va quedando atrás y abren sus puertas a la comunidad distintas organizaciones –como Diáspora Africana de la Argentina, Casa de África y Agrupación Afro Xangó–, dedicadas a reivindicar su identidad afroargentina y dispuestas a dar a conocer sus tradiciones, usos y costumbres.
El último censo nacional registra casi 150 mil afrodescendientes en la población del país. Ellos son los protagonistas centrales de los actos que se organizan cada 8 de noviembre, desde que en 2013 el Congreso argentino sancionó la Ley Nacional 26.852, que instituye esa fecha como “Día de los Afroargentinos y la Cultura Afro”.
En este informe se sugiere un itinerario posible, que permite rastrear la presencia afrodescendiente en la ciudad de Buenos Aires y varias provincias del país, como para aprender, informarse y compartir los matices de una cultura tan variada como multiétnica. En definitiva, un componente esencial de la propia identidad americana.
CIUDAD DE BUENOS AIRES
San Telmo. Los primeros pobladores africanos se asentaron en la zona costera del Río de la Plata del sur de la ciudad. Por eso, la cultura afro se mantiene viva hasta hoy en los barrios de Monserrat, San Telmo, Barracas, La Boca y San Cristóbal. En Defensa 535 –pleno corazón de San Telmo–, Movimiento Afrocultural es un espacio de difusión de muy diversas expresiones culturales, aunque se especializa en candombe afroArgentino. Mientras sus integrantes preparan un encuentro popular para el 21 de marzo (“Día Internacional contra el Racismo”) y un gran acto cultural para el 5 de abril por el vigésimo aniversario de la muerte del militante José Delfín Acosta Martínez, en el salón principal desarrollan sus propuestas la Escuela Integral de Candombe Bonga, el Profesorado de Danzas Afrobrasileñas, talleres de candombe y de capoeira.
Los sábados de 14 a 19 se puede visitar el Museo Afro, donde se exhiben obras de artistas plásticos afrodescendientes, trajes de comparsas, tambores y un mapa que identifica los lugares de asentamiento de afrodescendientes en el sur de la ciudad, como la casa de Herrera 313, en Barracas, donde funcionaba el último kilombo (de la lengua bantú de Angola, refiere a la comunidad políticamente organizada por los esclavos que lograban liberarse en Latinoamérica en los siglos XVII y XVIII) de la ciudad de Buenos Aires. Los domingos se desarrollan actividades culturales –animados por recitales de grupos musicales– y funciona un buffet. El espectáculo continuado se estira hasta el atardecer, cuando suenan los parches para anunciar el inicio de un circuito guiado a pie, encabezado por una comparsa, que conduce a los turistas hasta 20 puntos emblemáticos de la cultura afro.
Dock Sud. Las antiguas tradiciones de los nativos de Cabo Verde y sus descendientes afincados desde la segunda mitad del siglo XIX en Dock Sud (partido de Avellaneda) son preservados con celo por la Sociedad de Socorros Caboverdeana, una organización especializada en la ayuda mutua, la promoción cultural y la lucha contra la discriminación. Su presidenta, Mirya
Gomes, es un referente insoslayable para interiorizarse sobre literatura africana en portugués. La prestigiosa docente también es una pieza vital para la adaptación de los inmigrantes arribados en los últimos años desde Senegal, Mauritania, Liberia, Sierra Leona, Malí y Nigeria.
Ensenada. Fundada en 1927, la Asociación Caboverdeana de Ensenada es la más antigua entre las instituciones que nuclean a oriundos del archipiélago de Cabo Verde en el exterior. En su sede de Moreno 118 se organizan muestras de arte y se dictan clases de danzas y música. La comunidad también participa todos los años en la tradicional Fiesta de las Colectividades de Berisso.
Chascomús. Una de las escalas clásicas del recorrido por los sitios de interés turísticos de Chascomús es la Capilla de la Hermandad de los Morenos, más conocida como “Capilla de los negros”. El templo conserva el piso de tierra y las paredes de barro y cal. El cuidado de la capilla está a cargo de afrochascomunenses, descendientes de Eloísa González de Luis. Es el último testimonio de la presencia africana a orillas de la laguna durante el siglo XVIII.
Mientras eran empleados como criados o esclavos de las familias terratenientes, se dedicaban a realizar artesanías en madera y celebrar el Carnaval a través del candombe, en el barrio Del Tambor. Entre 1866 y 1867, durante la epidemia de cólera que azotó Chascomús, la capilla se transformó en lazareto.
www.chascomus.gob.ar
Ciudad Evita. Desde su fundación en 2008, la Asociación Misibamba procura promover el intercambio y la integración sociocultural y educativa entre los integrantes de la diáspora africana del país y sus países de origen, además de difundiar trabajos de investigación sobre la esclavituid en la Argentina. Con ese propósito fue creada la Comisión Permenente de Estudios Afroargentinos. En cuanto a las manifestaciones artísticas, la Asociación cobija la comparsa Negros Argentinos y el grupo de candombe porteño, rumba abierta y canciones en idiomas ancestrales Bum Ke Bum.
www.misibamba.org
SANTA FE
Santa Fe capital. Educación no formal, teatro, danza, interculturalidad y lucha contra la discriminación son los pilares que sostienen la Casa de la Cultura Indoafroamericana, fundada en 1988 en la capital santafesina y presidida por Lucía Molina. Entre sus principales actividades abiertas a la comunidad se destacan las Jornadas Federales de Cultura Negra y las emisiones del programa “Indoafroamerica”, los sábados a las 17 por Radio Nacional Santa Fe. En el barrio Parque Juan de Garay, la biblioteca Lucas Fernandez reúne amplia información sobre la presencia africana en el Litoral.
Rosario. Con su primera participación en el Encuentro y Fiesta Nacional de las Colectividades (en 2015), el festival de música “Africa party” y el seminario “Danzas y simbologías afrobahianas”, la Asociación Africana se dio a conocer ante la sociedad rosarina. Ciudadanos de de Nigeria, Senegal, Guinea, Tanzania, Ghana, Burundi y Costa de Marfil se proponen difundir su cultura a través de danzas, música, comidas y tragos típicos.
ENTRE RÍOS
Paraná. La huella africana en Paraná, resguardada y difundida por la Comunidad Indoafroamericana, se percibe con fuerza en el barrio El Tambor, donde los esclavos celebraban sus fiestas y encuentros batiendo palmas, tambores y otros instrumentos de percusión. Actualmente, las calles de ese antiguo sector de la ciudad son recorridas por las Llamadas que participan del “Contrafestejo” por la llegada de los conquistadores españoles al continente. Dos de los más destacados artistas que interpretan la música africana local son Enrique Badaracco y Pablo Suárez, que forman el dúo Tambores del Litoral y grabaron el cd “Tangó del Litoral”.
CHACO
Resistencia. Cada 6 de enero (“Día del afrolitoraleño”), la Comunidad Afrodescendiente de Chaco celebra San Baltasar, considerado “Santo Rey del Candombe”. Ese día se realiza la Llamada de Candombe con tambores y danzas, en la laguna Argüello de Resistencia. La cartelera de actividades tiene uno de sus puntos máximos en la obra musical “África y el Paraná en la sangre”, que presenta el Colectivo Danza Identidad.
CORRIENTES
Corrientes capital. La impronta africana en la capital correntina remite a Camba Cuá, el humilde barrio extendido sobre las barrancas costeras donde se asentaron los esclavos liberados durante el siglo XIX. Como en la orilla opuesta del Paraná, el festejo de San Baltasar convoca multitudes, que pugnan por reconstruir la identidad correntina originaria, recuperar su identificación con la cultura guaraní y destacar el valioso aporte afroamericano y criollo.
SANTIAGO DEL ESTERO
San Félix. A unos 130 kilómetros de Santiago capital por la ruta 34, un polvoriento desvío de tierra conduce hasta San Félix, el único pueblo del país íntegramente habitado por afrodescendientes. Son no más de cuarenta familias. En muchos mapas apenas figura Uturungo, el nombre de la estancia del terrateniente que explotaba a los inmigrantes de África en el Camino Real al Alto Perú. Lo más recomendable es visitar este solitario paraje sin dejar de ver el excelente documental de Alberto Masliah sobre la inmigración africana en Santiago del Estero “El último quilombo”. Es la provincia argentina que llegó a tener el mayor componente africano en su población: en el siglo XIX sumaba el 70 por ciento.
CÓRDOBA
Córdoba capital. Impulsada por la comunidad haitiana, la cultura africana sostiene su centenaria presencia en el barrio Alberdi de la ciudad de Córdoba. Desde su sede de La Rioja 2115, el Instituto de Presencia Afroamericana de Córdoba se propone congregar a los afrodescendientes encarar un trabajo de difusión a través de actividades sociales, culturales, deportivas y religiosas. Las raíces, historia, usos y costumbres de la comunidad afrodescendiente de Córdoba es profusamente reflejada en las páginas de la revista “Presencia afroamericana”, que se consigue en el Instituto de Culturas Aborígenes (La Rioja 2115).
Esa tarea integradora también es sostenida en la capital provincial por Mesa Afro Córdoba, dedicada a organizar festivales de música, clases colectivas de cajón peruano en parques públicos, charlas sobre historia y cultura afroargentina y actividades solidarias.
www.presenciaafroencordo.wix.com
Alta Gracia. En el Museo Nacional de la Estancia Jesuítica y Casa del Virrey Liniers se puede apreciar La Ranchería, el sector diseñado como vivienda de los esclavos africanos y los obreros nativos. Hasta el 29 de mayo se presenta la exposición basada en “Las aventuras del Negro Raúl”, una tira de historietas publicada por Arturo Lanteri en la revista “El Hogar” en 1916. La Estancia Jesuítica de Alta Gracia integra el proyecto de la Unesco “La ruta del esclavo: resistencia, libertad, patrimonio”.
www.museoliniers.org.ar
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2018.08.15 19:08 notsureiflying Plano de Governo Ciro Gomes (PDT) - os 12 Pilares

Tô dando uma lida nas diretrizes do PDT do Ciro Gomes. Vou destacar algumas coisas interessantes, não digo que é um resumo pq sou incompetente pra fazer isso. Todos os destaques de texto forem adicionados por mim. Às vezes porque achei importante, às vezes porque achei que ia ficar bonito. Lembrando que eu não sou especialista em nada daqui, só penso em facilitar a visualização para as várias pessoas que não curtem abrir pdf.
Essa porra ficou imensa, mas ainda um bom tanto menor do que o documento que pode ser encontrado aqui http://divulgacandcontas.tse.jus.bcandidaturas/oficial/2018/BB2022802018/280000605589//proposta_1533938913830.pdf Vocês podem encontrar informações sobre os planos de governo dos outros cadidatos aqui
Antes de mais nada, onde o PDT prende chegar com o Brasil?
Nossa meta maior é buscarmos, em um período de 15 anos, alcançar o atual Índice de Desenvolvimento Humano de Portugal (que hoje é o 41º do mundo, enquanto o Brasil está na 79ª posição), [...] que possui um governo cujas bases de suas políticas são progressistas. Para atingirmos o atual nível de renda per capita de Portugal, buscaremos crescer 5% ao ano, e será definida uma série de outros objetivos e metas relativas a indicadores sociais, como expectativa de vida, mortalidade infantil, taxa de homicídios e desigualdades sociais entre homens e mulheres. Se quisermos também atingir os seus indicadores de distribuição de renda, teremos que investir muito em educação, bem como em políticas econômicas que propiciem a orientação de nossa produção na direção de setores que produzam bens mais sofisticados com maior valor agregado, e na realização de muitas políticas sociais visando o acesso a bens e serviços públicos de qualidade.
O programa é baseado em 12 pilares. Vou listar esses pilares e as algumas medidas dentro de cada pilar, apenas como exemplo. É só ir pras páginas de cada pilar e ler todas as medidas e, quando presente, os detalhes de cada uma. Lembrando que não estamos lendo o plano, mas sim as diretrizes, portanto vai ter bastante coisa genérica e/ou sem os mecanismos descritos. 1 - Geração de Emprego (pgs 10-18) - Equilíbrio Fiscal via reformas Fiscal, Tributária, Previdenciária, Orçamentária e da Gestão Pública. - Redução da taxa de juros via reforma monetária e um conjunto de medidas que possibilite diminuir as taxa de juros básica e aquela que é cobrada nos financiamentos a consumidores e empresas. - Defesa de uma taxa de câmbio competitiva via equilíbrio da política fiscal, redução da taxa de juros e recriação do fundo soberano. - Manutenção da inflação em patamares baixos. - Política Industrial desenvolvida de forma complementar à política macroeconômica, com foco em desenvolver setores estratégicos (Agronegócio, a Defesa, o setor de Óleo, Gás e Biocombustíveis e a produção de bens para atender aos Serviços de Saúde e Construção Civil), para a geração de inovação e/ou emprego. - Política de inserção internacional que fomente o setor produtivo, com especial destaque para a indústria manufatureira de alta tecnologia e para serviços intensivos em conhecimento, com forte apoio às exportações desses produtos e serviços. - Recuperar o volume de crédito na economia brasileira que retome a capacidade de financiamento às empresas e à população em geral - Ações emergenciais e outras que auxiliarão a promover a geração sustentável de empregos, priorizando as camadas mais vulneráveis da população, estimulando a formalização, a capacitação profissional e aperfeiçoando também as políticas de inclusão produtiva: - Finalmente, os setores do agronegócio, agricultura familiar, serviços em geral, comércio, a economia criativa e o turismo também serão estimulados. Da mesma forma, atenção especial deverá ser direcionada aos empreendedores, inovadores e às pequenas e médias empresas. Esses estímulos serão discutidos ao longo da campanha.
2 - Recuperação e Modernização da Infraestrutura (pgs 19-21) É proposto um investimento anual de 300bi em infraestrutura, através de investimento público ou estimulando o setor privado a fazê-lo, para superar as deficiências e gargalos que encarecem e limitam a capacidade de produção. Alguns exemplos citados são: -Investimentos em rodovias/ferrovias, (aero)portos, energias renováveis, telecom, mobilidade urbana, habitação e saneamento básico. - Reforço do programa Minha Casa Minha Vida com recursos e foco - Fortalecimento do Sistema Financeiro da Habitação e desenvolver novas formas de captação de recurso pra que o orçamento se mantenha equilibrado. - Incentivo forte de Parcerias Público Privadas com atuação coordenada ao investimento público. - Fortalecer o BNDES - Criação de um fundo garantidor para investimentos em infraestrutura - Retomada da adoção da TJLP (taxa de juros de longo prazo) nos processos de infraestrutura
3 - Meio Ambiente (pgs 22-25) - Intensa expansão, tendendo à universalização, dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. (meio que já estava proposto no tema de infraestrutura) - Compatibilização entre as agendas Marrom (Política Nacional de Meio Ambiente), Verde (Novo Código Florestal) e Azul (Política Nacional de Recursos Hídricos). - Implantação das Unidades de Conservação já criadas no Brasil com as devidas indenizações e/ou reassentamentos. - Desenho de modelos de desenvolvimento para áreas vulneráveis - Realizar as ações para atingir as metas climáticas definidas pelo Acordo de Paris com foco em energias renováveis, redução de desmatamento e desenhar modelos de precificação da poluição. - Estímulo ao desenvolvimento de ecossistemas de inovação sustentável via pequenas/médias empresas inovadoras em sustentabilidade, opções de financiamento à pesquisa e a projetos de inovação. - Desenvolvimento, no país, de defensivos agrícolas específicos para as nossas culturas e problemas. - Estruturação de sistema de acompanhamento e disseminação de padrões de produção internacionais (que visam às melhorias ambientais e à sustentabilidade) com o objetivo de adaptar os produtos brasileiros a esse padrão.
4 - Ciência, Tecnologia e Inovação (pgs 26-28) -Elaboração de um plano nacional de ciência e tecnologia - A política de ciência e tecnologia deve fomentar o setor produtivo, com especial destaque para a indústria manufatureira de alta tecnologia e para serviços intensivos em conhecimento. - Fortalecimento do CNPq e de suas instituições de pesquisa (não fala como, né). - Estímulo à produção de conhecimento associado entre empresas e universidades via instalação de centros de pesquisas das empresas que atuam no país e contratação de doutores por empresas, facultando o pagamento de bolsas por períodos probatórios de até 4 anos. - Estabilizar fontes e recursos de financiamento (isso está associado ao tema de Reforma Fiscal com a revogação e substituição da EC do Teto de Gastos) - Desburocratização dos processos de importação de insumos e equipamentos direcionados à pesquisa. - Criação/reforço de mecanismos de estímulo a empresas geradoras e transmissoras de progresso técnico. - Criação de incentivos para o desenvolvimento de startups de tecnologia, com a respectiva incubação em universidades e instituições públicas. - Redução de burocracia e agilização dos processos ligados à propriedade intelectual.
5 - Educação (pgs 29-32) Recomendo ler essa parte no pdf, vou apenas colocar os objetivos e instrumentos propostos Objetivos para a política educacional: -Universalizar o acesso de 4 a 17 anos; -Eliminar o analfabetismo escolar (combate absoluto); -Melhorar a qualidade, mensurada através dos resultados do IDEB e PISA; -Elevar a média de anos de estudo da população; -Garantir a permanência e a conclusão na idade adequada; -Reduzir a evasão, problema grave no ensino médio; -Caminhar na direção do alcance das metas de desenvolvimento sustentável da ONU no tocante à Educação.
Instrumentos necessários para viabilizar esses objetivos: -Uma base nacional comum curricular; -O desenho do novo Fundeb; -Um processo adequado de formação e seleção de professores; -A capacitação contínua de gestores e professores; -Regras de desenvolvimento profissional dos professores, reconhecimento de sua importância e melhoria das condições de trabalho; -Uma estrutura de incentivos adequada para os professores; -Uma estrutura de incentivos que premie os estados e municípios de acordo com a adesão às políticas e práticas propostas pelo Governo Federal; -Um processo bem estruturado de avaliação dos resultados obtidos pelos estudantes.
6 - SUS e Saúde (pgs 33-36) - Criação do Registro Eletrônico de Saúde que registrará o histórico do paciente e facilitará o atendimento do paciente em todas as esferas do SUS; - Estímulo à ampliação da rede de policlínicas através da formação de consórcios em mesorregiões - Redução da fila atual para realização de exames e procedimentos especializados através da compra de procedimentos junto ao setor privado - Premiação de hospitais e postos de saúde bem avaliados; - Estruturação de carreira de gestor na área da Saúde, a exemplo do que aconteceu com na área de Infraestrutura - Redução das barreiras impostas pela atual lei de propriedade intelectual, especialmente na proteção de patentes. - Reforço aos programas bem-sucedidos do SUS – a estratégia de saúde da família (ESF), o programa de controle de HIV/AIDS, o programa de transplante de órgãos e o sistema nacional de imunização.
7 - Segurança (pgs 37-39) - Implementação da Política Nacional de Segurança Pública e do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública), elaborando junto com policiais, especialistas, promotores, juízes e sociedade civil, um detalhamento do plano de segurança para aplicação imediata; - Criação, através de Emenda Constitucional, da Polícia de Fronteiras - Criação, em estados onde a disputa entre grupos de criminosos provoca maior número de vítimas, de força tarefa constituída de policiais federais, estaduais e promotores, com vistas ao enfrentamento das organizações criminosas - Elaboração e execução de um plano federal para o controle de organizações criminosas nos estados em conflito, começando pelo Rio de Janeiro, e expandindo depois para outros estados; - Criação de um sistema nacional de inteligência criminal destinado à troca de informações entre as polícias dos estados e as federais sobre organizações criminosas; - Ocupação das vagas ociosas nos Presídios Federais - Construção de um sistema ágil de investigação sobre lavagem de dinheiro que inclua a Polícia Federal, a Receita Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) - Promoção da prevenção criminal com políticas para os jovens como, por exemplo, a criação de um sistema de acompanhamento do jovem egresso do sistema penitenciário e a inclusão de jovens em áreas de conflito ou moradores de rua em programas profissionalizantes.
8 - Programas Sociais (pgs 40-42)
Todos os programas sociais que existem atualmente e estão obtendo bons resultados serão mantidos e ampliados na medida das necessidades, como por exemplo o Bolsa Família, o Benefício da Prestação Continuada, o ProUni, o sistema de cotas nas universidades e o Farmácia Popular, dentre outros. Mas precisamos avançar e vamos propor outros programas, em adição aos já existentes.
Algumas propostas:
- Criaremos um programa-piloto que envolva o pagamento de bolsas de estudo aos alunos que tiverem frequência mínima e melhorarem seu desempenho ao longo do tempo e, se o piloto for bem-sucedido, iremos estendê-lo aos poucos para a rede de Ensino Médio - Deve ser priorizado o atendimento das Creches às jovens mães que se encontram em condições mais vulneráveis e necessitam trabalhar e/ou estudar - Criaremos programas profissionalizantes específicos para a inclusão de jovens em áreas de conflito ou moradores de rua no mercado de trabalho
9 - Cultura (pgs 43-44) - Implementação de políticas que ampliem e popularizem o acesso à cultura, ao lazer e ao acesso à internet de banda larga a todos, principalmente nas periferias. - Estímulo às manifestações culturais que propiciam a inclusão social, a disseminação da cultura periférica de rua, da cultura afro-brasileira, à produção cultural e criativa de baixo impacto ambiental e às diversas atividades da chamada economia criativa. - Estabelecimento de uma política e um marco regulatório para a cultura e as artes no Brasil, de modo a consolidar em um único instrumento legal todos os aspectos regulatórios deste importante setor para a economia brasileira. - Estabelecimento de um sistema federativo de gestão da política cultural, descentralizado, capaz de garantir maior eficiência, maior capilaridade, maior adequação às realidades locais e, maior capacidade de cumprir sua missão nacional, evitando a concentração de recursos nos estados e cidades (as capitais do Sudeste) que já concentram a maior parte do investimento privado. - Facilitação e promoção de parcerias, coproduções e mitigação de riscos intrínsecos à produção cultural em todas as suas esferas. - Aperfeiçoamento dos objetivos e alcance da Lei Rouanet, precedido de amplo debate com a classe artística.
10 - Respeitos às Pessoas (pgs 45-53) Está dividido em respeito às mulheres, à população afrodescendente, à população LGBTI, às pessoas com deficiência e à juventude. Alguns highlights das primeiras 3 categorias. De forma geral nada está muito aprofundado: - Recriação da Secretaria das Mulheres - Promoção de campanhas com foco no aumento das mulheres no poder político, com vistas ao alcance da paridade - Implementação de programas de microcrédito e treinamento de microempreendimentos com atenção às mulheres - Criação de leis e programas que ajudem a proteger as trabalhadoras informais - Garantia do cumprimento da proibição de práticas discriminatórias por empregadores contra as mulheres, tais como as baseadas em provas de uso de contraceptivos ou gravidez - Promoção de programas de liderança entre meninas; - Ampliação de programas de incentivo para mulheres nas ciências exatas. - Combate à evasão escolar de adolescentes grávidas, com focos nos estados do Norte e Nordeste, onde esses dados permanecem altos - Garantia de condições legais e de recursos para a interrupção da gravidez quando ocorrer de forma legal, combatendo a criminalização das mulheres atendidas nos pontos de atendimento na saúde - Garantia da adoção de políticas afirmativas por parte de empresas e cooperativas como pré-requisitos ou agregação de pontos de vantagem para as mesmas em processos licitatórios de concorrências públicas, financiamento, subsídios, licenças ou avais em geral - Manutenção do ingresso da juventude negra em todas as universidades públicas através do sistema de cotas, assegurando via ações afirmativas a sua permanência nas instituições de ensino - Expansão do acesso das populações de áreas remanescentes de quilombos, comunidades rurais, ciganas e indígenas às escolas profissionais de ensino técnico; - Ampliação do Plano Juventude Viva - Fortalecimento e ampliação do PRONASCI- Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), incentivando a adesão de estados e municípios; - Criação do Comitê Nacional de Políticas Públicas LGBT com representantes estaduais, assim como uma Secretaria Nacional de Políticas Públicas para a Cidadania da população LGBTI, - Criação de meios para coibir ou obstar os crimes LGBTIfóbicos, definindo suas características, equiparando aos crimes por racismo, injúria e feminicídio, cada qual com sua especificidade; - Reestruturação, ampliação, fortalecimento do Disk Direitos Humanos (Disk 100); - Realização de investimentos nas Universidades Públicas Federais para ampliação de programas de ações afirmativas, assistência estudantil e permanência;
11 - Combate à Corrupção (pgs 54-55)
Defendemos o fortalecimento dos mecanismos de transparência e do chamado controle social, bem como os órgãos que fiscalizam o setor público, como a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Somos favoráveis também ao mecanismo do acordo de leniência com empresas envolvidas em casos de corrupção, pois ele é a maneira mais saudável de separar o joio do trigo, punindo os dirigentes e funcionários implicados em práticas ilícitas, mas preservando as empresas e os empregos daqueles que não têm envolvimento com corrupção.
- Em caso de qualquer acusação ou denúncia específica fundamentada, o Ministro ou ocupante de cargo de confiança se afastará voluntariamente da posição e pedirá uma apuração independente, sem prejuízo das investigações dos órgãos competentes. Atestada a inocência, retornará ao exercício da função; havendo indícios concretos de irregularidades, será afastado definitivamente. - Redução dos atuais entraves burocráticos aos acordos de leniência. - Ampliação da transparência e controle social da administração pública, com a ajuda do governo eletrônico, de modo a facilitar o acesso da população a dados e informações em todos os sites e portais do Governo. - Criação de um Sistema de Controle Interno unificado para toda a Federação, integrando funções e a atuação da Controladoria Geral da União e das Controladorias Estaduais e Municipais. - Criação de auditorias de equidade, voltadas a avaliar especificamente se os serviços públicos tratam o cidadão de forma equânime e justa. - Criação de unidade de controladoria no Poder Legislativo. - Integração de todas as bases de dados referentes a cadastros de beneficiários e demais questões de transparência (como a lista do trabalho escravo) em um mesmo site, como o Portal da Transparência.
12 - Defesa, Política Exterior e Soberania Nacional (pgs 56-61) - Não toleraremos a compra por estrangeiros de ativos que compõem ou apoiam nosso complexo industrial de defesa. - Para manter o controle de nossos recursos naturais estratégicos, todos os campos de petróleo brasileiro vendidos ao exterior pelo Governo Temer após a revogação da Lei de Partilha serão recomprados, com as devidas indenizações; - O mesmo se dará com relação à Eletrobras e à Embraer, caso a venda de ambas seja efetivada; - Propor ao país um debate a respeito da conveniência de elevar a proporção do PIB dedicada à defesa - Construção de cultura militar organizada em torno de capacitações mais do que em torno de hipóteses de emprego das Forças Armadas; - Reafirmação do compromisso com o caça Gripen NG, com o submarino de propulsão nuclear e com a nova geração de blindados e armamentos do Exército - Suprimento de nossa lacuna em matéria de artilharia antiaérea de médio e longo alcances (sistemas de mísseis), em coordenação com iniciativas espaciais; - As parcerias com países estrangeiros ficarão condicionadas a sua utilidade paranossa qualificação tecnológica: preferiremos aprender fazendo e fabricando a comprar plataformas prontas - Para a parte privada do complexo industrial de defesa, será criado regime jurídico especial que dispense as indústrias privadas de defesa do regime geral de licitações em troca da manutenção de voz decisiva do Estado nos planos destas empresas; - Desenvolvimento de nossas capacitações em matéria de ciência e tecnologia nucleares para que a renúncia ao emprego militar da energia nuclear resulte sempre de decisão soberana da nação, não de incapacidade tecnológica e científica - Estabelecimento, junto com empresas privadas, de um programa nacional de inteligência artificial; - Desenvolvimento de nosso potencial de inteligência e contra inteligência, superação de nossa dependência dos Estados Unidos nas comunicações com o resto do mundo e criação de condições iniciais para prover às Forças Armadas uma alternativa ao GPS norte-americano; - Os acordos comerciais precisam priorizar o acesso a novas tecnologias e mercados, ajudando-nos a desenvolver a produção de bens e serviços mais sofisticados - Defesa do máximo de abertura econômica e cultural no mundo com o mínimo de restrição a tais inovações e experimentos - Reanimação de nosso projeto sul-americano: a União da América do Sul no desdobramento de estratégia compartilhada de desenvolvimento. - Caminhar para a instalação de cadeias produtivas que atravessem fronteiras na América do Sul; - Propiciar colaboração direta não só entre os governos centrais de cada país, mas também entre os governos de nossos estados federados limítrofes e os governos dos estados fronteiriços de nossos vizinhos; - Dentro do Mercosul deve-se dispor a aprofundar o livre comércio sem excluir a flexibilização circunstancial da união aduaneira - Trabalhar contra a instalação de bases militares de potências externas a nosso continente sul-americano - Cabe ao Brasil desempenhar liderança natural na América do Sul, mas evitar atos e gestos de hegemonia - O Brasil zelará para que a união a construir exija de todos seus participantes compromisso com a democracia e respeito pelos direitos humanos - Fortalecimento de nossa relação com os Estados Unidos - Desenvolvimento e reconstrução de nossa relação com a China, condicionando o avanço da presença chinesa no Brasil à colaboração com nosso governo e nossas empresas na qualificação produtiva e tecnológica, inclusive de nossa agricultura, pecuária e mineração; - Recusa à relação neocolonial, quer com a China quer com os Estados Unidos - Inadmissibilidade de um processo de endividamento com a China, público ou privado, que acabe por comprometer nossa soberania - Desenvolvimento de agenda de reforma da ordem monetária global que crie condições para ultrapassar o dólar como moeda-reserva do mundo - Desenvolvimento de agenda de reforma da ordem de segurança no mundo que constranja as grandes potências no uso unilateral da força armada - Priorização, nos acordos bilaterais e multilaterais de comércio, de nosso acesso aos meios de qualificação produtiva e tecnológica - Aproveitamento do papel desbravador que o Brasil pode desempenhar na elaboração de acordos internacionais a respeito de mudança de clima e desenvolvimento sustentável; - Reconstrução de nossa relação com a África em bases generosas que façam justiça à condição do Brasil como maior país africano fora da África e que deixem de atrelar nossa política africana aos interesses de empreiteiras; - Atuação junto ao Congresso Nacional, especialmente o Senado Federal, na construção de nossa política exterior
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2018.02.27 16:47 changeheart [Desabafo] Fico perplexo como o Racismo ainda existe.

Apenas um desabafo básico sobre uma das coisas que penso profundamente, esse mundo conforme passa, vai ficando mais doente ainda, fico realmente muito triste em saber que decadas e mais décadas se passaram e o racismo ainda existe em alta, temos uma história gigantesca sobre o desenvolvimento do ser humano, e todos sabemos que os primeiros seres humanos são negros e se originaram da África, no que era pra termos um profundo respeito, parece que cada dia que passa o desrespeito é maior... Assim como a segregação racial que aconteceu nos Estados Unidos, e outras coisas catastróficas como a klu klux klan, eu realmente nao consigo entender o pensamento dessas pessoas, porque o negro os incomoda tanto? Além de toda questão da lavagem cerebral, como eram criado as crianças dentro da klu klux klan, desenvolvendo ódio e afins, será que existe realmente algum outro motivo para tanto incomodo? Os países com a maior população negra que tem geralmente são os países mais pobres, e com maior indice de injustiças. Até quando isso vai permanecer? Deixo aqui toda a minha revolta e frustração sobre este assunto, por mais que os tempos voam, esse assunto continua fortemente atual, e é isso que me preocupa... Inclusive no Brasil onde a população é absurdamente mestiça, o racismo está impregnado também. Parentes e vizinhos que chega de fininho pra mandar aquela... "Você ainda namora o do cabelo pixaín?" "Já tava na hora de voce pegar uma branquinha né, hahaha, só namorava menina do cabelo duro" Parece que o racismo infelizmente se tornou uma questão cultural, e isso é uma das coisas que mais me entristece...
EDIT: Agradeço por todos os comentários e me desculpem minha demora para responder alguns. Ando meio ocupado então estava com um pouco de dificuldade em parar por aqui para responder.
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2017.10.17 12:15 felipostero ALBA RICO, EL FILÓSOFO DE PODEMOS QUE DEFIENDE LA DESMEMORIA HISTÓRICA.

Por FERNANDO ILURDAÍN BELISARIO
Recientemente, el pasado 19 de septiembre, y poco antes de la consulta catalana del 1-O, ilegalizada y reprimida por el Estado español, un conocido ideólogo de Podemos, el filósofo ex marxista y apologeta de las “primaveras árabes” de Libia y Siria, Santiago Alba Rico, publicaba en rebelion.org un curioso artículo. El texto se titulaba: El 1-O: rememorizar España.
Transcribimos algunos párrafos:
“En España, Franco necesitó cuarenta años para “liberar” a los españoles de la memoria de la libertad; y la Transición otros cuarenta de “hedonismo de masas” y consumo capitalista sin raíces para que olvidáramos también este olvido. El resultado fue inesperado y se llamó 15-M, un amnésico movimiento por la democracia que se desentendía de la justicia histórica. (…) Digamos que la saludable vacuna quincemayista es inseparable de esta trágica amnesia inducida. Mientras Europa volvía a los años treinta del siglo pasado muy deprisa, oscuramente memoriosa, los españoles no tenían ya historia a la que volver, y ello para lo malo y para lo bueno. El proyecto podemita de nueva hegemonía y de “construcción de un pueblo” sólo fue posible gracias a este previo despojamiento, tan injusto como inesperadamente fecundo.”
Un razonamiento sin duda lúcido en muchos aspectos, desemboca, por sendas algo tortuosas, en el rechazo de las tradiciones de combatividad popular y de la izquierda en el Estado español. En la fecunda desmemoria. En la apología de esa repentina y sospechosa amnesia despolitizadora del 15-M y Podemos. Y aún incide más en ello el pensador pablista:
“Fue esta “falta de memoria” la que convirtió a España, por primera vez en quinientos años, en una “diferencia” positiva respecto de Europa y casi en un referente mundial: un país comparativamente más tolerante, más pacífico, sexualmente más integrador, menos racista.”
Pero el asunto es más sencillo de lo que Alba Rico pueda creer. El consumismo en una sociedad sin memoria, en una amnesia colectiva impuesta en la Transición entre el pacto elitista-partidista y el chantaje militar, ha hecho al pueblo español tolerante a absolutamente todo. No sólo puede ser menos racista (aun cuando pueda discutirse esta afirmación en un país que ejerce de policía de fronteras de Europa respecto a África). No sólo es más tolerante a la homosexualidad (que por otra parte, granjea saneados dividendos turísticos). También es más tolerante que el resto de Europa a: salarios mínimos entre los más bajos de la UE; la mayor tasa de temporalidad laboral después de Rumanía; la mayor tasa de desempleo estructural después de Grecia; el recorte de libertades políticas y la sobreabundancia de abusos policiales denunciada todos los años en el Libro Blanco de Amnistía Internacional (con muchas más páginas que Cuba o Venezuela, por cierto); la mayor tasa de policías por habitante después de Chipre, y un desbordado presupuesto militar, mientras el dinero destinado a la investigación científica, la sanidad y enseñanza pública, o las instituciones culturales, es dolorosamente insuficiente.
"Si el bloque social dominante tienememoria, y las clases dominadas no, ellocontribuye a perpetuar la dominación de clase".
A ello hay que agregar: las elevadísimas tasas de corrupción política, la desindustrialización y desnacionalización de capitales, la dependencia de gigantes económicos como EEUU y China, la absoluta colonización cultural anglosajona… Etcétera, etcétera.
Esta enumeración rabelesiana –y todavía harto incompleta- dice ya de por sí bastante sobre la ilimitada tolerancia del pueblo español, cuya pasividad y apatía son también pasmo de las naciones. Porque un pueblo amnésico no tiene identidad, y por lo tanto carece también de dignidad, se le puede hacer todo. Un pueblo sin memoria, sin identidad, sin dignidad, es un pueblo sometido y prostituido. País de turismo, burdel de Europa, factoría de emigrantes que nutren a Gran Bretaña, Alemania u Holanda de trabajadores precarios, sumisos y baratos. Y, por supuesto, punto importante de la desmemoria reivindicada por el filósofo podemita: país donde la extrema derecha neoliberal y ultracorrupta que vende y saquea el país, reprime duramente la protesta social y a las nacionalidades… gana las elecciones cada cuatro años. Y, entre ella y su mellizo (y predecesor) ex socialdemócrata, el también corrupto PSOE, consiguen mayoría absoluta y respaldo parlamentario para prorrogar la situación de infamia en que (sobre) vivimos. Ex izquierdistas de ayer, hijos y nietos de represaliados, asesinados o exiliados del franquismo, apuntalan con su inacción o complacencia amnésica y con su voto desmemoriado (y prevaricador, afortunada expresión que tomo prestada del propio Alba Rico) el continuismo neofranquista, corrupto y represor, del Estado monárquico español.
He aquí un más que notorio cabo suelto en la trayectoria de la elucidación podemita del filósofo. En efecto: España no tiene por qué “volver a los años treinta” como los países de Europa (en el Este sometido, en el Norte rico y dominador) en que avanza o triunfa la extrema derecha. Y nuestro malhadado país no tiene por qué volver a tan aciaga época, sencillamente porque, en numerosas facetas de la sociedad y el Estado, apenas hemos abandonado el año 39. Pero no hay que preocuparse por tal extraño olvido, en tiempos en que el propio Partido gobernante celebra y enaltece el régimen genocida del perjuro Francisco Franco.
La sagacidad del filósofo también ha previsto ese detalle: “La población española perdió “la memoria de la libertad” pero también, en la misma andanada, la del patriotismo esencialista con todos sus valores imperiales nacional-católicos y parafascistas. Salvo la franja más senil de la derecha española, nadie en nuestro país siente nostalgia de la dictadura o considera amenazadoramente “rojos” a los que, como hizo el 15-M, tratan de democratizar, y no de españolizar, España.”
Sin embargo, un país desmemoriado es un país que no existe, ¿cómo va a poder entonces “democratizarse”? Alba Rico insiste en la conservación de la memoria negra del fascismo por la derecha gobernante, y en la amnesia de la izquierda. “España es el único país del mundo en el que los descendientes de los perdedores de la Guerra Civil han perdonado a los vencedores y han olvidado sus agravios mientras que los descendientes de los vencedores no acaban de perdonar a los perdedores ni dejan de verlos como “enemigos”.
Señor Alba Rico: eso se llama sometimiento ideológico. Si el bloque social dominante tiene memoria, y las clases dominadas no, ello contribuye a perpetuar la dominación de clase. El régimen franquista quiso reescribir una Historia de España hecha de mixtificaciones y mentiras: la Historia mitológica de una España una, sin nacionalidades, sin lucha popular, sin disensiones políticas y religiosas, sin Catalunya y sin Euskadi, sin Islam y sin judíos, sin heterodoxos ni libreprensadores.
Ahora tal herramienta no es necesaria, porque la Historia de la clase dominadora, y vencedora, se escribe, día a día, sobre el vacío de la desmemoria de los dominados. Desmemoria que la formación morada, su filósofo de las “primaveras árabes”, y su coronel de la OTAN, contribuyen hoy a perpetuar.
http://canarias-semanal.org/not/21183/alba-rico-el-filosofo-de-podemos-que-defiende-la-desmemoria-historica/
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2017.07.11 20:47 felipostero Carta abierta al director de La 2 de Televisión Española LA RAZÓN OCCIDENTAL: EQUIPARANDO EL FASCISMO CON SU ACÉRRIMO ENEMIGO HISTÓRICO x Por MANUEL NAVARRETE

Estimado Juan Manuel Hidalgo:
Como aficionado a la historia, he venido siguiendo la serie de documentales “La evolución del mal”, donde, con tan admirable y bíblico lenguaje, asistimos a retratos de figuras tan variopintas como Hitler, Mussolini, Hideki Tojo o Papa Doc. O como Bin Laden, Sadam Hussein o Gadaffi. O como Stalin, Mao o Kim Jon Il, que de todo hay en la viña del Señor. Todos ellos unificados bajo este concreto membrete: el mal.
No es que me sorprenda la obsesiva insistencia en ese paradigma que equipara la bota inclemente del fascismo con su histórico y acérrimo enemigo: el movimiento comunista (tratando de disimular que suponen justo lo opuesto en cuanto a composición, programa u objetivos). Comprendo que tiene que ser complicado que un paradigma tan burdo consiga calar en la gente. Y más en España, que de tiranías fascistas tiene alguna experiencia directa.
También he notado algo “raro”: cuando hablan de la URSS, China o Corea del Norte no hacen más que hablar de “los crímenes del comunismo”, pero, en cambio, al hablar de Alemania, Italia o Haití todavía no he escuchado ni una sola vez la palabra “capitalismo”. Interesante, ¿verdad?, y daría para mucho; pero ahora debemos centrarnos en otro asunto.
Es evidente que las políticas de Stalin y de Hitler no satisficieron a las mismas clases sociales en sus respectivos países (o que Gadaffi no fue precisamente simpático a las potencias imperialistas del mundo pero, en cambio, Duvalier sí). Y es que los industriales y los banqueros fueron expropiados en la URSS, mientras que en la Alemania nazi se hicieron de oro. Debate aparte sería otro: la idea de que Stalin podía expropiar a los terratenientes en un inmenso país agrario o superar la peor agresión bélica de la historia sin enfrentar una oposición salvaje y graves conflictos sociales internos (o incluso entonando alegres canciones) resulta, cuanto menos, ingenua. Asimismo, muchos serían los matices si entráramos a valorar la legitimidad o la “humanidad” del zarismo o de los kulaks rusos a quienes tan “salvajemente” hubo que derrocar (no como la Revolución Francesa, que fue muy pacífica…).
Señor Juan Manuel Hidalgo: supongo que usted me diría que el objetivo de estos documentales ha sido retratar casos de asesinato, de represión política o de quiebra de los llamados “derechos humanos” en el último siglo sin establecer mayores matices en cuanto a contexto, causas o ideologías. Respeto eso.
Eso sí, si se trata de retratar ese tipo de casos, independientemente del ideario político de sus actores, quería advertirles de algo. Y es que, según parece, se les tienen que haber perdido algunas cintas pertenecientes a otros capítulos “sorprendentemente” (en realidad no) olvidados de la historia negra del siglo XX y protagonizados por los que, por omisión, en esta serie quedan encuadrados como “el bien”.
Por ejemplo, se les ha perdido la cinta de Lyndon B. Johnson, el presidente yanqui que, cegado por su ideología anticomunista visceral, impulsó la criminal invasión militar de Vietnam (tan eficientemente continuada por Nixon). Una invasión que liquidó a más de un millón de vietnamitas y en la que EE UU utilizó armas químicas (como el napalm y el agente naranja) contra la población civil. ¡Qué pena que no podamos ver retratado ese “mal”!
También se les ha perdido la cinta de George W. Bush. Un tirano que, ansioso de petróleo y de control geopolítico, invadió Irak en 2003 (al parecer, era tradición familiar) con una cifra de víctimas comprobadas que está aún por actualizar pero que, de momento, roza también el millón, entre los ejecutados por las tropas americanas y las víctimas del caos y el vacío legal generado. ¿Este “mal”, señor Juan Manuel Hidalgo, tampoco merecía la pena contarlo?
¿Y qué hay de la cinta del siniestro Henry Kissinger, quien, en su responsabilidad de secretario de Estado de EE UU, planeó golpes de Estado, dictaduras y las más viles torturas contra Latinoamérica en el marco de la Operación Cóndor? ¿O la de Harry Truman, que ordenó la barbarie más atroz de la historia, lanzando dos bombas atómicas sobre civiles en las ciudades japonesas de Hiroshima y Nagasaki, cuando la guerra ya estaba prácticamente terminada, segando 300.000 vidas humanas de un solo golpe? ¿Eso no fue ningún “mal”?
¿Y René Coty, presidente de Francia y responsable último de esas operaciones de contrainsurgencia que, para impedir que la colonizada Argelia alcanzara la independencia, perpetraron todo tipo de crímenes y torturas enfermizas? ¿Y Balduino de Sajonia, monarca de Bélgica cuando, en 1961, Patrice Lumumba (el primer presidente de la por fin independiente República Democrática del Congo) fue ejecutado por órdenes de tan “democrático” país en su pretensión de volver a poner a África de rodillas? ¿Y Juliana de Orange, reina holandesa que vivió lujuriosamente a costa de la explotación y de la represión de Indonesia para, finalmente, convertirse en cómplice de los EE UU con ocasión del golpe de Estado del teniente general Suharto, que asesinó a más de medio millón de rebeldes y comunistas entre 1965 y 1966? ¿Dónde están las cintas perdidas de todos estos capítulos?
Supongo que en el mismo cajón donde ha quedado extraviada la cinta de Winston Churchill “corazón de león”, el “civilizador británico” y defensor de la supremacía blanca y de la eugenesia que en 1920 declaraba estar “totalmente a favor del gas mortal contra las tribus incivilizadas y salvajes”, que se jactaba de haber creado Jordania con un dibujo a lápiz, que creó los campos de concentración británicos de Kenia donde se recluía y torturaba a todo sospechoso de simpatizar con los Mau Mau, responsable de incontables víctimas en la India y de implementar estrategias sucias para enfrentar a este país con Pakistán… ¿Para cuándo emitirán en La 2 el capítulo sobre ese “mal”, sobre ese tirano, sobre ese genocida que fue Winston Churchill, señor Juan Manuel Hidalgo?
Porque si, como cabe temer, finalmente va a resultar que los únicos “malos” de la historia son los enemigos del imperialismo estadounidense o del europeo, algunos llegaremos a la conclusión –por lo demás obvia- de que en los documentales televisivos no podemos encontrar más que propaganda en defensa de una idolatrada “democracia” occidental que, en realidad, y como los sueños de Goya, solo produce monstruos.
Atentamente.
http://canarias-semanal.org/not/20647/la-razon-occidental-equiparando-el-fascismo-con-su-acerrimo-enemigo-historico/
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2016.08.14 14:23 ShaunaDorothy Demócratas, republicanos: ¡Fuera todos! EE.UU.: Miedo, odio y precampañas (Mayo de 2016)

https://archive.is/BYpsq
Espartaco No. 45 Mayo de 2016
¡Por un partido obrero revolucionario multirracial!
En su libro de 1917, El estado y la revolución, el dirigente bolchevique V.I. Lenin describió sucintamente el fraude de la democracia burguesa: “Decidir una vez cada cierto número de años qué miembros de la clase dominante han de oprimir y aplastar al pueblo en el Parlamento: ésa es la verdadera esencia del parlamentarismo burgués”. Como marxistas revolucionarios, nos oponemos por principio a votar por los republicanos, los demócratas o cualquier otro candidato burgués. Al mismo tiempo, las precampañas de este año están mostrando la rabia y la desesperación que durante décadas se han ido acumulando al fondo de la sociedad estadounidense.
Existe un odio extendido hacia el establishment político de ambos partidos, que con razón son considerados agentes vendidos y comprados por los estafadores financieros de Wall Street y las empresas hinchadas de ganancias que han provocado la ruina de millones. Pero, debido sobre todo a la burocracia sindical procapitalista, la rabia de los trabajadores no se ha expresado como lucha de clases contra los gobernantes. Como resultado, el descontento de los gobernados encuentra expresión en el apoyo a candidatos burgueses “antiestablishment”. Hasta el momento, el abiertamente racista Donald Trump, un magnate multimillonario de bienes raíces, lleva la delantera como precandidato republicano. El autodenominado “socialista demócrata” Bernie Sanders le está dando a la segunda representante de la dinastía Clinton más problemas de los que nadie hubiera previsto.
Sanders es el único candidato de este circo electoral que ofrece pan a las masas con llamados por educación gratuita, asistencia médica para todos y un salario mínimo de quince dólares por hora. Esto ha resonado particularmente entre la juventud pequeñoburguesa blanca, así como entre un sector de los obreros blancos cuyos sindicatos han sido destruidos, cuyos salarios se han desplomado, cuyas prestaciones han sido saqueadas y cuyas posibilidades de obtener un empleo bien remunerado prácticamente han desaparecido. Las promesas de Sanders no son más que charlatanería. Sólo la lucha de clases podría arrancarle a la burguesía semejantes concesiones. Pese a haber sido acusado de rojo, Sanders no es ningún socialista; es un político capitalista. Sin embargo, en una sociedad donde por mucho tiempo se ha vilipendiado al socialismo como un ataque al “modo de vida estadounidense”, el que Sanders esté obteniendo apoyo en un sector de los obreros blancos es una medida del creciente descontento.
El establishment demócrata tolera las pretensiones de Sanders de estar “dirigiendo una revolución política contra la clase multimillonaria”. Él siempre le ha servido a la clase dominante, particularmente con su apoyo a las sangrientas guerras, ocupaciones y demás aventuras militares con que el imperialismo estadounidense ha devastado países alrededor del mundo (ver: “Bernie Sanders: Imperialist Running Dog” [Bernie Sanders: Mandadero de los imperialistas], WV No. 1083, 12 de febrero). Sanders no sólo está compitiendo por la primera posición en la boleta interna de un partido que, al igual que el Republicano, representa los intereses de la burguesía; también está ayudando a restaurar la imagen de los demócratas como “partido del pueblo”. Además, ha dejado en claro que, en la elección general, apoyará a quien quiera que resulte electo candidato demócrata, presumiblemente Hillary Clinton. Por su parte, Clinton está ganando la mayor parte del voto negro, conforme el miedo a una victoria republicana, amplificado por los fascistas que se arrastran a los pies de Donald Trump, impulsa todavía más el apoyo de los negros a los demócratas, que alguna vez fueron el partido de la Confederación y el [sistema de segregación racial] Jim Crow.
Del lado republicano, presenciamos el espectáculo del establishment partidista gastando millones de dólares en publicidad, no contra los demócratas, sino contra el precandidato que encabeza la carrera en su propio partido. Los reflectores se enfocan en los ex candidatos republicanos para que prediquen contra el beligerante racismo antiimigrante de Trump y su asqueroso sexismo. La hipocresía es asombrosa viniendo de los mismos que exigían a los inmigrantes que se “deportaran a sí mismos”; que insultaban a los obreros y a los pobres como “parásitos” por pedir atención médica, alimentación y vivienda; que trabajaron tiempo extra por revertir todas las conquistas del movimiento por los derechos civiles; y que recurrieron al texto bíblico para condenar a las mujeres que necesitaban abortos, a los gays y a los demás “desviados”.
Trump no hace sino decir en voz alta lo que los líderes del partido republicano han promovido durante años. Lo que les molesta es que no esté cumpliendo las reglas del establishment del partido. Para ellos, incitar al odio racista sirve como un ariete ideológico para empobrecer aún más a la clase obrera y los pobres recortando los pocos programas sociales que todavía existen. Trump dice que no atacará la seguridad social ni la asistencia médica pública. Este demagogo reaccionario podría hacer o decir cualquier cosa. Su afirmación de que traerá la manufactura de vuelta a Estados Unidos, invocando una variante particularmente racista del proteccionismo de “salven los empleos estadounidenses”, le ha dado cierta audiencia entre los trabajadores blancos pobres. Por su parte, a la dirigencia republicana le preocupa que Trump azuce a las masas desempleadas y empobrecidas en casa y ponga en riesgo las ganancias que el imperialismo estadounidense obtiene del saqueo de “libre comercio” del mundo neocolonial.
Para los líderes republicanos, Trump añade insulto a la injuria al aprovechar la consigna de campaña de Ronald Reagan, santo patrono del Partido Republicano, “Make America Great Again” [Que EE.UU. vuelva a ser grande]. Reagan llegó a la Oficina Oval aprovechando y azuzando la reacción racista blanca contra los programas sociales que se consideraban beneficiosos para los negros pobres de los guetos. Jugó la carta racial, como siempre lo han hecho los gobernantes estadounidenses, para aumentar la brutal explotación de la clase obrera en su conjunto. Hoy, la devastación que afectó primero a los pobres y obreros negros se ha vuelto cada vez más real para los pobres y obreros blancos.
En los años noventa, el libro del ideólogo racista Charles Murray, La curva de Bell, achacó la miseria de los pobres del gueto a la “inferioridad genética” de los negros. En 2012, su libro Coming Apart: The State of White America, 1960-2010 [Desmoronamiento: La situación de la población blanca en EE.UU., 1960-2010] achacó la miseria que sufren los blancos pobres a su falta de valores, tanto familiares como de otro tipo. Este desprecio clasista se expresó más abiertamente en un artículo de un tal Kevin D. Williamson, recientemente publicado en la derechista National Review (28 de marzo). Titulado “Chaos in the Family, Chaos in the State: The White Working Class’s Dysfunction” [Caos en la familia, caos en el estado: La disfunción de la clase obrera blanca], el artículo despotrica:
“No les ha pasado nada. No hubo catástrofe alguna. No han sufrido ni la guerra ni la hambruna ni la peste ni la ocupación extranjera. Los cambios económicos de las últimas décadas no bastan para explicar la disfunción, la negligencia —y la incomprensible malevolencia— de la población pobre y blanca de EE.UU....
“La verdad de estas comunidades disfuncionales y degradadas es que merecen morir. Económicamente, son números rojos.Moralmente, son indefendibles”.
La clase obrera no podrá liberarse de las cadenas de la esclavitud asalariada si el proletariado no asume la causa de la liberación negra, que por sí misma requiere destruir este racista sistema capitalista mediante la revolución socialista. En el libro primero de El capital (1867), Karl Marx capturó la gran verdad de la sociedad capitalista estadounidense al escribir: “El trabajo en piel blanca no puede emanciparse allí donde el trabajo en piel negra está marcado con fierro candente”. Nuestro propósito como marxistas hoy es traducir la ira y el descontento hirvientes de las masas trabajadoras en un entendimiento consciente de que la clase obrera necesita su propio partido: no como un vehículo electoral que compita para administrar el estado burgués, sino como un partido que abandere la causa de todos los explotados y oprimidos en la lucha por el poder obrero.
Aquél a quien los dioses quieren destruir, primero lo vuelven loco
La locura del Partido Republicano no es más que una manifestación de la peligrosa irracionalidad del imperialismo estadounidense. Habiendo conseguido en 1991-1992 la destrucción contrarrevolucionaria de la Unión Soviética —que había nacido de la primera y única revolución obrera exitosa en el mundo—, los gobernantes capitalistas estadounidenses han actuado como si fueran los amos indiscutibles del mundo. Tanto bajo los gobiernos republicanos como bajo los demócratas, han lanzado su poderío militar por todo el mundo. Pero ni con su interminable serie de guerras el imperialismo estadounidense ha conseguido frenar el declive de su poder económico.
Afirmando que “hay que detener a Trump”, un antiguo asesor en política exterior del gobierno de Bush clamó: “Ha hecho enojar a nuestros aliados en Centroamérica, Europa, el Oriente asiático y Medio Oriente”. El que Trump denunciara la invasión de Irak que inició Bush ha molestado particularmente a los neoconservadores que fueron los arquitectos de esa guerra. En una columna de opinión contra Trump publicada en el Washington Post (25 de febrero), Robert Kagan concluye: “Para este antiguo republicano, y quizá para otros, puede no quedar otra alternativa que votar por Hillary Clinton”. ¿Y por qué no? Las credenciales de Clinton como una de los mayores halcones [probélicos] del imperialismo estadounidense son impecables.
Muchos, incluyendo republicanos que tienen columnas en el New York Times, se han preguntado: “¿Es Donald Trump un fascista?”. Otros comparan su candidatura con el fin de la República de Weimar y el ascenso de los nazis de Hitler. Pero el terreno donde crecieron los nazis era el de un país imperialista que había sido derrotado en la Primera Guerra Mundial. Apelando al descontento de una pequeña burguesía cada vez más pobre, los nazis se habían convertido en un movimiento de masas para principios de los años treinta. Cuando las direcciones de los partidos obreros Comunista y Socialista, que contaban con millones de miembros, no intentaron derrocar el decadente orden capitalista en Alemania, la desacreditada burguesía desató a los nazis para conservar su dominio aplastando al movimiento obrero y, en el proceso, sentó las bases para la indescriptible barbarie del Holocausto.
En cambio, Estados Unidos no es un país imperialista derrotado, sino que sigue siendo la “única superpotencia del mundo”, cuyo poderío militar es muchas veces superior al de todos sus rivales imperialistas juntos. Otra diferencia es que la clase dominante estadounidense no enfrenta por el momento la amenaza de la clase obrera en casa. Por el contrario, gracias a los traidores que están a la cabeza de los sindicatos, cuya base es cada vez más reducida, la burguesía estadounidense ha prevalecido hasta ahora en su larga guerra contra los obreros.
Trump no es un fascista. El camino al poder que ha proyectado no se sale del marco electoral. Pero sí hay mucho que temer de los locos que son azuzados en sus mítines en un frenesí patriotero y antiimigrante, que ha provocado protestas multirraciales contra él en todo el país. Quienes protestan contra los mítines de Trump han sido agredidos y los manifestantes negros han tenido que sufrir gritos de “¡Regresen a África!”. El KKK y otros grupos fascistas están saliendo de sus agujeros, con el antiguo gran mago del Klan David Duke declarando que “votar contra Trump en este punto es traicionar tu herencia”.
De manera similar, en los años ochenta el racismo oficial que emanaba de la Casa Blanca de Reagan alentó al Klan y a los nazis. Cuando éstos trataron de organizar sus mítines por el terror racista en grandes centros urbanos, nosotros convocamos movilizaciones de masas obreras y de minorías para detenerlos. En Chicago, Washington D.C., Filadelfia y otros lugares, fueron detenidos por protestas de miles basadas en el poder social de los sindicatos multirraciales movilizados al frente de los negros pobres de los guetos, los inmigrantes y todos aquéllos que el terror fascista querría victimizar. Estas movilizaciones demostraron en pequeña escala el papel del partido obrero revolucionario que queremos construir.
Obreros y negros: Entre la espada y la pared
Es responsabilidad directa de la burocracia sindical procapitalista el que un sector significativo de los trabajadores blancos apoye a un hombre que llegó a ser conocido por la frase “¡Estás despedido!”. Trump está consiguiendo ese apoyo al izar la bandera del proteccionismo de “Estados Unidos primero” de los falsos dirigentes de la AFL-CIO. Bajo esta bandera, una y otra vez los farsantes sindicales han cedido conquistas obtenidas en duras batallas de la clase obrera negra, blanca e inmigrante.
Los capitalistas siempre irán donde la mano de obra sea más barata para maximizar sus ganancias. Pero hacer de los trabajadores extranjeros chivos expiatorios por la pérdida de empleos en EE.UU. es una respuesta reaccionaria. El proteccionismo refuerza las ilusiones en el capitalismo estadounidense. Mina las perspectivas de lucha al envenenar la conciencia de la clase obrera e impedir la solidaridad con sus aliados de clase potenciales en China, México y otros lugares. Este proteccionismo también imbuye en los obreros la falsa idea de que mejorar sus condiciones materiales está totalmente fuera de su control y de su capacidad de organizarse y luchar, y de que depende sólo de algún salvador burgués.
Tanto Bernie Sanders como Donald Trump juegan la misma carta económica nacionalista. Aunque Sanders apela a la “unidad” contra el racismo xenófobo de Trump, lo que ocurre en los mítines de este último es simplemente el reflejo descarnado del chovinismo subyacente en los llamados a “salvar los empleos estadounidenses” de la competencia extranjera. Para que los sindicatos sirvan como instrumentos de lucha contra los patrones, deben enarbolar la lucha por los derechos de los inmigrantes, exigiendo el fin de las deportaciones e izando la bandera por plenos derechos de ciudadanía para todos los inmigrantes. La lucha por esas exigencias haría avanzar el combate común de los obreros estadounidenses y sus aliados de clase internacionalmente.
Hoy, el descontento de muchos obreros está siendo canalizado a las campañas ya sea de Trump o de Sanders. Pero la furia obrera también se ha expresado en el impulso de luchar contra la ofensiva de los capitalistas, un impulso que los falsos dirigentes sindicales han frustrado una y otra vez. El año pasado, los jóvenes obreros automotrices, muchos de ellos negros, estaban más que dispuestos a ir a huelga contra el odiado sistema de niveles, que alienta la división entre los obreros. En ello, contaban con gran apoyo entre los obreros más viejos, tanto blancos como negros, lo que apunta al potencial de la unidad de clase, trascendiendo las líneas raciales. Pero los dirigentes sindicales del United Auto Workers les hicieron tragar un contrato vendido con los “Tres de Detroit”, que de hecho expandía el odiado sistema de niveles.
En 2011, este espíritu de lucha se manifestó vívidamente también en Wisconsin, donde el gobernador republicano Scott Walker lanzó una ofensiva que amenazaba la existencia misma de los sindicatos públicos. Miles de obreros ocuparon la rotonda del Capitolio de Wisconsin y se movilizaron en manifestaciones de hasta 100 mil personas. Pese a la combatividad de los obreros, los burócratas sindicales se aseguraron de que no se emprendiera ninguna acción huelguística, canalizando en cambio el enojo de los obreros hacia la estrategia perdedora de revocar el mandato de Walker.
¿El resultado? La devastación de un movimiento sindical que ya estaba en decadencia. En 2011, más del 50 por ciento de los empleados públicos estaba sindicalizado. Para 2015, la tasa de sindicalización se había desplomado al 26 por ciento. En Indiana, ataques similares llevados a cabo con anterioridad condujeron prácticamente a la desaparición de los sindicatos del sector público en el estado. Y en 2015, Wisconsin se unió a Indiana, Michigan y otros 22 estados como uno más de los estados antisindicatos donde se proclama el “derecho a trabajar”. Wisconsin constituye el ejemplo más claro de la bancarrota de la burocracia sindical y su estrategia de confianza en los demócratas. Son esas derrotas las que les han permitido a reaccionarios como Trump posar como defensores de los intereses de los trabajadores.
Desde que la Ley de Derechos Civiles fue aprobada en 1964, el Partido Republicano adoptó la estrategia de apelar a los obreros blancos, a veces con éxito, sobre la base de buscar chivos expiatorios en las otras razas, impulsando la mentira de que los obreros blancos sufren porque el establishment liberal ha beneficiado a los negros y otras minorías a expensas suyas. El rasgo central y constante del capitalismo estadounidense es la opresión estructural de la población negra como una casta racial y de color, cuya mayoría se ve segregada por la fuerza al fondo de la sociedad. Oscureciendo la fundamental división de clases entre los capitalistas que poseen los medios de producción y los obreros que deben vender su fuerza de trabajo para sobrevivir, el racismo y la supremacía blanca han servido para atar a los obreros blancos a sus explotadores capitalistas sobre la base de la ilusión en un interés común debido al mismo color de piel.
En la precampaña demócrata, los negros están votando abrumadoramente por Hillary Clinton, pues la consideran el mejor candidato para derrotar a los demonios republicanos en noviembre. De hecho, en su competencia de 2008 con Obama, Clinton apeló abiertamente al racismo antinegro al afirmar que Obama no podría obtener el apoyo de los “estadounidenses que trabajan duro, los estadounidenses blancos”. Ahora ella se presenta como heredera del legado de Obama, aprovechando al mismo tiempo la popularidad de su esposo, Bill Clinton, entre la población negra.
Durante su periodo en el gobierno, Bill Clinton probablemente le hizo más daño a la población negra que ningún otro presidente desde la Segunda Guerra Mundial. Durante la campaña electoral de 1992, grotescamente voló de vuelta a Arkansas para presidir la ejecución de un hombre negro con daño cerebral, Ricky Ray Rector. Siendo presidente, erradicó “la asistencia social como la conocemos” e incrementó enormemente las atribuciones del estado, incluyendo las de detener y encarcelar a jóvenes negros. En todo esto contó con el apoyo de Hillary Clinton, que describió a los jóvenes negros del gueto como “superdepredadores”. Al mismo tiempo, Bill Clinton fue el primer presidente en tener amigos negros y en ser capaz de interactuar abierta y cómodamente con negros. Es una amarga muestra de la profundidad a la que llega la reacción racista en Estados Unidos el que estos gestos superficiales le hayan ganado a Clinton el apoyo de muchos negros a pesar de sus infames actos.
Con la elección de Barack Obama en 2008, las expectativas de los negros eran altas. Pero, si bien esas expectativas ya han sido olvidadas, queda entre los negros una profunda noción de solidaridad de raza con Obama. Esto ha sido reforzado por casi ocho años de reacción por parte de los republicanos en el congreso, amplificada por la gente del tipo “teabaggers” [militantes del derechista Tea Party] y “birthers” [que creen que Obama no nació en Estados Unidos]. Sin embargo, la verdad es que los negros no han ganado nada con su presidencia, durante la cual el desempleo en este sector se disparó, los salarios colapsaron y la riqueza media se desplomó. Mientras tanto, los negros siguen siendo asesinados a tiros por los desenfrenados policías racistas.
Contra lo que afirman muchos voceros negros, este estado de cosas no se debe a que Obama esté secuestrado por los republicanos. Sin duda, sus implacables ataques contra Obama casi siempre tienen una motivación racista. Pero el hombre negro de la Casa Blanca fue desde el principio un demócrata de Wall Street. Y lo demostró al poco tiempo de asumir el cargo. En una reunión con los grandes estafadores financieros en marzo de 2009, les aseguró que su gobierno era “lo único que se interpone entre ustedes y el linchamiento popular”, y añadió, “no he venido a perseguirlos, sino a protegerlos”. Y lo cumplió, con la eficaz ayuda de sus lugartenientes obreros en la burocracia sindical, que sacrificaron los empleos, los salarios y las condiciones laborales de sus afiliados para que el capitalismo estadounidense siguiera siendo redituable.
Los negros siguen siendo el sector de la población con mayor conciencia de la naturaleza cruel del racista Estados Unidos. Al mismo tiempo, están atados al Partido Demócrata y en su mayoría seguirán apoyándolo mientras no parezca haber otra alternativa. La clave para destrabar esa situación está en forjar esa alternativa.
Los obreros necesitan un partido propio
Con millones en el desempleo o luchando por subsistir con empleos de medio tiempo o temporales miserablemente mal pagados, muchos de los cuales han perdido sus hogares y dependen de los vales de alimentos, con sus pensiones y prestaciones de salud recortadas, existe una necesidad imperiosa de construir un partido obrero basado en el entendimiento fundamental de que los obreros no tienen ningún interés en común con los patrones. Un partido así uniría a los empleados con los desempleados, los pobres de los guetos y los inmigrantes en una lucha por empleos y condiciones dignas de vivienda para todos. El poder para llevar a cabo esta lucha está en manos de los hombres y mujeres —negros, blancos e inmigrantes— cuyo trabajo hace girar los engranes de la producción y genera la riqueza que los capitalistas se roban.
En el Programa de Transición de 1938, documento de fundación de la IV Internacional, León Trotsky planteó una serie de reivindicaciones para enfrentar la catástrofe que amenazaba a la clase obrera en medio de la Gran Depresión de los años treinta. El fin de estas reivindicaciones era armar a los obreros con el entendimiento de que la única respuesta era la conquista del poder por el proletariado. Para combatir la plaga del desempleo, llamaba por unir a los empleados y los desempleados en la lucha por una semana laboral más corta sin pérdida de salario, para distribuir el trabajo accesible, así como por una escala móvil de salarios que aumentara con el costo de la vida. Exigía un programa masivo de obras públicas con salarios al nivel del de los obreros sindicalizados. Para garantizar condiciones de vida decentes, todos debían tener vivienda y otras instalaciones sociales, así como acceso a la atención médica y a la educación sin ningún costo para los beneficiarios. El seguro de los desempleados debía durarles hasta que consiguieran empleo, con la totalidad de sus pensiones garantizada por el gobierno. Sólo la lucha por este tipo de reivindicaciones podría enfrentar las míseras condiciones que los obreros sufren actualmente.
Como argumentó Trotsky, quien junto con Lenin fuera el líder de la Revolución Rusa de 1917:
“Los propietarios y sus abogados demostrarán ‘la imposibilidad de realizar’ estas reivindicaciones. Los capitalistas de menor cuantía, sobre todo aquellos que marchan a la ruina, invocarán además sus libros de contabilidad. Los obreros rechazarán categóricamente esos argumentos y esas referencias. No se trata aquí del choque ‘normal’ de intereses materiales opuestos. Se trata de preservar al proletariado de la decadencia, de la desmoralización y de la ruina. Se trata de la vida y de la muerte de la única clase creadora y progresiva y, por eso mismo, del porvenir de la humanidad. Si el capitalismo es incapaz de satisfacer las reivindicaciones que surgen infaliblemente de los males por él mismo engendrados, no le queda otra cosa que morir. La ‘posibilidad’ o la ‘imposibilidad’ de realizar las reivindicaciones es, en el caso presente, una cuestión de relación de fuerzas que sólo puede ser resuelta por la lucha. Sobre la base de esta lucha, cualesquiera que sean los éxitos prácticos inmediatos, los obreros comprenderán, en la mejor forma, la necesidad de liquidar la esclavitud capitalista”.
Las nuevas batallas obreras sentarán las bases para revivir y extender los sindicatos, echando a sus dirigentes vendidos actuales y remplazándolos con una nueva dirección clasista. Para que los obreros triunfen sobre sus explotadores, deben estar armados con un programa político marxista que vincule el combate sindical con la lucha por construir un partido obrero revolucionario multirracial. Ese partido dirigiría la lucha por barrer al estado burgués mediante la revolución socialista y establecer un estado obrero donde los que trabajan gobiernen.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/eu.html
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2016.08.03 13:08 EDUARDOMOLINA La genealogía del CADTM y de su lucha contra la deuda ilegítima: los orígenes. Entrevista a Éric Toussaint, portavoz y fundador de la red internacional del Comité para la Abolición de las Deudas Ilegítimas (CADTM).

http://iniciativadebate.org/2016/08/03/la-genealogia-del-cadtm-y-de-su-lucha-contra-la-deuda-ilegitima-los-origenes/
Primera parte de la entrevista «Genealogía del CADTM y de las políticas contra la deuda»
En esta entrevista se explica la genealogía de la lucha contra la deuda, de las y los que abogaron por su anulación, así como de la creación empírica, al servicio de los combates políticos, de los conceptos de ilegitimidad, ilegalidad, y del posible carácter odioso de las deudas públicas. Así mismo, cómo el Comité para la Abolición de las Deudas Ilegítimas (CADTM) —antes Comité para la Anulación de la Deuda del Tercer Mundo— vio necesaria la alianza con las fuerzas de la oposición y de los movimientos sociales, cuyas ideas y personas, una vez llegadas al gobierno, podrían cuestionar y desmantelar la deuda y su «sistema». No obstante, la prioridad absoluta para el CADTM es el fortalecimiento de la acción de las y los de abajo en lugar de actuar como lobby.
Desde África hasta Latinoamérica, las auditorías con participación ciudadana fueron una fuente de esperanza, sin embargo, en su mayoría, resultaron decepcionantes al ser olvidadas por los opositores que se volvieron gobernantes. Aunque el comportamiento de los dirigentes con respecto al orden financiero es decisivo…empero, a veces hubo auditorías que tuvieron un gran éxito. Recordemos la auditoría de la deuda soberana griega, una experiencia repleta de intrigas y de desenlaces inesperados, con pocas opciones. Cuando la ilusión de una nueva cooperación internacional, como hubiese sido la celebración de una nueva conferencia de Londres para la deuda griega demandada por Alexis Tsipras, se desvanece por ingenua, se imponen, según Éric Toussaint, actos soberanos unilaterales, como condición sine qua non para poder invertir la relación de fuerzas.
Publicamos entra entrevista dividida en 5 partes:
  1. La genealogía del CADTM y de las luchas contra las deudas ilegítimas: los orígenes
  2. Los primeros terrenos de experimentación del método CADTM para combatir las deudas ilegítimas: los ejemplos de Ruanda y de la República Democrática del Congo.
  3. Argentina: la continuación de la lucha contra la deuda ilegítima.
  4. De las esperanzas frustradas al éxito en Ecuador. Los ejemplos de Sudáfrica, Brasil, Paraguay y Ecuador
  5. Grecia: la ambigüedad de los dirigentes con respecto al orden financiero y a la deuda.
  6. La genealogía del CADTM y de las luchas contra las deudas ilegítimas: los orígenes
Benjamín Lemoine: ¿Cómo comenzó su implicación en las luchas contra las deudas ilegítimas?
Éric Toussaint: Fui profesor de historia y de ciencias sociales entre 1975 y 1994 en la enseñanza secundaria, en institutos públicos, técnicos y profesionales. Siendo profesor en Lieja, en los años 1980, me vi confrontado con la crisis de la deuda de este municipio de 200.000 habitantes. Una deuda que había alcanzado un nivel catastrófico y que implicaba un plan de austeridad extremadamente duro para esa época. Y eso me llevó, con un grupo de colegas y de diferentes categorías de trabajadores, a analizar los orígenes de la deuda que le era reclamada a la ciudad de Lieja. Al mismo tiempo, había estallado la crisis de la deuda del Tercer Mundo: México se había declarado en cesación de pagos en 1982. En Latinoamérica, en particular, se tomaron varias iniciativas para oponerse al pago de una deuda impagable durante esos mismos años. Asimismo, en África, el tema de la deuda fue liderado por el joven presidente de Burkina Faso Thomas Sankara, a partir de 1985. Eso me llevó a considerar, con las otras personas que fundaron conmigo el Comité para la Anulación de la Deuda del Tercer Mundo (CADTM) en Bélgica en 1990, [1] que éste era un tema transversal, nuevo, y que justificaba la creación de una organización específica, a imagen de otras organizaciones muy conocidas como Greenpeace o Amnistía Internacional. La idea era partir de un problema determinado, para luego abordar los problemas de la sociedad y del sistema capitalista global. Este comité, que al comienzo era una estructura esencialmente belga conocida por sus publicaciones en francés, tuvo un eco importante en Francia, en Suiza y África francófonas, y en Haití, a tal punto que nuestra organización está implantada, en este momento, en más de 30 países.
En relación a mis actividades en la enseñanza, y a pesar de que trabajaba a tiempo completo en la secundaria, continué mis estudios e hice un doctorado en ciencias políticas en las universidades de Lieja y de París VIII en 2004. Mi tesis trató sobre los retos políticos que conlleva la intervención del Banco Mundial y del FMI en los países en desarrollo. [2]
B. L.: ¿Estuvo comprometido políticamente antes de su experiencia en Lieja?
E. T.: Me comprometí en política siendo muy chico. En mayo de 1968, todavía no había cumplido los 14 años y desde 1967 ya era activista en mi liceo. En esa época, vivía en un pueblo de mineros del carbón que, en su gran mayoría, eran inmigrantes (polacos, italianos, españoles, griegos…). Pero mis padres, maestros en el pueblo, no eran en absoluto marxistas. En la biblioteca familiar no había ni un solo libro marxista. Mi padre era un miembro muy activo del partido socialista. Mis padres eran antirracistas, pacifistas e internacionalistas. Me movilizaron los problemas raciales y fui muy sensible a las luchas llevadas a cabo en Estados Unidos por Malcom X y Martin Luther King, aunque me atraía más la posición de Malcom X. Me sentía totalmente solidario con los trabajadores que luchaban por sus derechos mediante huelgas y manifestaciones. Participé en las que se hicieron contra las armas nucleares y contra la guerra del Vietnam. En mayo de 1968, seguía muy de cerca lo que pasaba en París. Leía muchísimo: de Mao al Che Guevara, pasando por el Manifiesto Comunista y otras lecturas políticas de diferentes corrientes marxistas. Eso me condujo a unirme a la corriente trotskista de la IV Internacional desde el año 1970. En Francia, la organización miembro de la IV Internacional era la Liga Comunista (que luego fue la Liga Comunista Revolucionaria) impulsada por Alain Krivine y Daniel Bensaïd. En junio de 1970, me fui en autostop a París con un amigo de mi edad al encuentro de esa organización. Iba a cumplir los 16 años. Comencé a leer los principales análisis de León Trotsky que me permitieron comprender la degeneración de la Unión Soviética, y por qué era necesaria una política mundial y una revolución permanente.
En el seno de la Cuarta Internacional, ¿existía sensibilidad sobre la cuestión de la deuda o, por el contrario, era una posición aislada?
El CADTM fue creado en 1990. Ernest Mandel, uno de los principales dirigentes de la IV Internacional con el que colaboraba activamente, se había pronunciado en 1989 por la anulación de la deuda del Tercer Mundo. [3] Además, en 1989, a iniciativa de la Liga Comunista Revolucionaria de Francia, se puso en marcha una coalición con personalidades como el cantante Renaud y el escritor Gilles Perrault. La coalición se llamó «Ça suffat comme ci» [¡Ya Basta!] Y fue una respuesta unitaria amplia a la iniciativa tomada por François Mitterrand de convocar para el bicentenario de la Revolución Francesa una reunión del G7. Iniciativa que fue tomada por la izquierda en general como una provocación. Renaud, que sentía apego y una cierta admiración por Mitterrand, entró en conflicto y en crisis de confianza con ocasión del bicentenario. Sin embargo, se celebró un enorme concierto gratuito en Vincennes con Renaud, su colega sudafricano Johnny Clegg y la Mano Negra. Asistieron 150.000 personas y en la manifestación al menos 80.000. Esa coalición tenía como objetivo principal reivindicar la anulación de la deuda del Tercer Mundo. El texto fundador del CADTM en Bélgica fue el redactado, en 1989, por militantes de la Liga Comunista Revolucionaria y por Gilles Perrault: el Llamamiento de la Bastilla para la anulación de la deuda del Tercer Mundo [4]. Por lo tanto hay una filiación bastante clara, en cuanto a corriente política, con respecto al problema de la deuda, particularmente con respecto a la deuda del Tercer Mundo. Esa enorme campaña de 1989 fue sin embargo marginada en Francia por el éxito de SOS Racismo. El lugar de «Ça suffat comme ci» fue ocupado, algunos años más tarde, por SOS Racismo y Harlem Désir. Este último tenía en esa época, los años 1990, relaciones regulares con el CADTM. Fue también el caso de Arnaud Montebourg, responsable, como diputado socialista en la Asamblea Nacional, de la evasión fiscal y de la ayuda al desarrollo. Cuando apareció SOS Racismo, éste retomó la fórmula de los grandes conciertos gratuitos y de las manifestaciones, y trató de ocupar ese ámbito. En 1996, hubo un nuevo florecimiento del tema de la deuda en Francia en el momento del G7 de Lyon. Estaban allí Bill Clinton, Jacques Chirac, Tony Blair, etc. El colectivo que se puso en marcha en Lyon se llamó «Les autres voix de la planète» [Las otras voces del planeta], que era el título de la revista del CADTM. En esa contra cumbre del G7, el CADTM tuvo un papel clave en los análisis y en el contenido de la declaración final. Fue también el CADTM que financió a la única persona liberada de la coalición «Les Autres Voix de la Planète», encargada en Lyon de preparar la contra cumbre unitaria.
Deudas del Sur, deudas del Norte
Durante esos años, ¿hubo una clara diferencia, en las luchas, entre la deuda de los países del Norte y la deuda de los países del Sur?
Sí, a la deuda de los países del Norte no se la consideraba, en 1990, como un tema clave. Pero para mí, esa deuda ya era importante. Con respecto a la actual situación, la deuda pública se disparó cuando varios países para rescatar a sus bancos socializaron sus pérdidas bancarias, y esto se produjo cuando llegó a Europa, en 2007-2008, la crisis que había estallado en Estados Unidos un año antes. Estuve convencido, de inmediato, con otras y otros miembros del CADTM, que era necesario tener en cuenta la nueva dimensión que tomaba la cuestión de la deuda pública en los países del Norte. Y lo hicimos antes de que fuera evidente para muchos. Porque hay que recordar que, en 2008-2009, José Manuel Barroso, presidente de la Comisión Europea, propuso como primera reacción una política que podía hacer pensar en un cambio neokeynesiano. De hecho, solo se trataba de amortiguadores sociales totalmente momentáneos, ya que los gobiernos del Norte tuvieron mucho miedo de que un cuestionamiento del sistema tomara un carácter masivo y activo. Por ejemplo, en Francia, Nicolas Sarkozy lanzó primas para apoyar a la industria del automóvil. Una parte del movimiento altermundista y de la izquierda en sus diferentes componentes no se dio cuenta que muy pronto, bajo el pretexto del aumento de la deuda pública, se desarrollaría una ofensiva extremadamente brutal de austeridad. Y esa ofensiva realmente fue percibida a partir de 2010 y de la famosa crisis griega, cuando los grandes medios de comunicación la llamaron «crisis de las deudas soberanas». Solo fue una amplia operación de comunicación para esconder lo esencial, es decir la continuación de la crisis bancaria y de toda una serie de iniciativas del Banco Central Europeo, de los gobiernos de los países europeos y también de Estados Unidos para socorrer a los bancos con la ayuda de las finanzas públicas. En un artículo de 2008, [5] anunciaba muy claramente lo que pasaría en 2010, cómo se irían desarrollando los acontecimientos. Resumiendo, como CADTM, estábamos preparados a lo que efectivamente se produjo. Por otra parte, publicamos dos libros que dan testimonio de lo acontecido perfectamente: La crisis global, en 2011 (http://anticapitalistas.org/IMG/pdf…) y La deuda o la vida: Europa en el ojo del huracán, en 2011 (http://www.cadtm.org/La-deuda-o-la-vida). Este último recibió el premio al libro político en la feria del libro político de Lieja de ese mismo año. También realizamos seminarios e intentamos convencer a varios movimientos de poner en marcha un frente europeo para el cuestionamiento del pago de la deuda a partir de 2010.
Entre los años 1980, con «Ça suffat comme ci», y 2007-2008, pasaron una veintena de años. Sin embargo, la diferente percepción entre la deuda del Norte y la deuda del Sur persiste. ¿Cómo se puede explicar?
Hay un lazo muy fuerte entre el CADTM y lo que se llama la corriente tercermundista. Esta corriente corresponde a los años 1960 y 1970. [6] El CADTM estuvo relacionado con personalidades comprometidas en la corriente tercermundista y personalmente tuve contactos muy estrechos con figuras del tercermundismo como Ahmed Ben Bella (el primer presidente de Argelia independiente, derrocado en 1967 por Boumédiène), [7] François Houtart, Gus Massiah, André Gunder Frank, Theotonio dos Santos… El CADTM colaboró también con Susan George [8] que escribió abundantemente sobre la deuda en los años 1990, así como con el escritor Gilles Perrault a partir de su compromiso con el Llamamiento de la Bastilla, en 1989. Este autor se implicó muchísimo con la publicación de su libro Notre ami le roi [9] y en la defensa de Abraham Serfaty, [10] quien era prisionero político en las mazmorras de Hassan II. A estos contactos y estos temas, agrego a René Dumont, [11] figura emblemática del tercermundismo en el ámbito de la ecología. Entre las y los que se acercaron al CADTM, a comienzos de la década 1990, había personas que tenían 60, 70 años, que se habían movilizado por la solidaridad con el Tercer Mundo o que habían sido dirigentes. El CADTM está también relacionado a redes internacionales surgidas en las luchas de los años noventa, por ejemplo Via Campesina que nació en 1993, la Marcha Mundial de Mujeres que se creó a finales de esa década, Jubileo Sur nacido en 1999, ATTAC a partir de 1998-1999. Estos movimientos convergieron en la creación del Foro Social Mundial en 2001, del que el CADTM es uno de los fundadores.
En el transcurso de su evolución, el CADTM sufrió una mutación: pasó de ser una organización del Norte solidaria con el Sur, a ser una red Norte-Sur de acción sobre las alternativas al sistema-deuda.
Durante la asamblea mundial celebrada a fines de abril de 2016 en Túnez, el CADTM, conservando su sigla, decidió por unanimidad cambiar su denominación y llamarse desde ese momento «Comité para la Abolición de las Deudas Ilegítimas». La moción adoptada argumentó el cambio de denominación debido a lo siguiente: «La adaptación que proponemos se justifica por la evolución del trabajo realizado por el CADTM tanto en el ámbito internacional como en el nacional. El CADTM se creó en 1990, en plena crisis de la deuda del Tercer Mundo, para reclamar la anulación de la deuda de los llamados países tercermundistas. A partir de los años 1990, el término Tercer Mundo se fue utilizando cada vez menos especialmente por la desaparición del Segundo Mundo, el bloque del socialismo real, y como consecuencia de las diferentes evoluciones al interior de la categoría Tercer Mundo —los llamados países en desarrollo que engloban a los países emergentes BRIC, PMA, PPME, etc—. Con la crisis de 2008 y sus repercusiones, el trabajo del CADTM se extendió progresivamente a las deudas públicas de los países del Norte, sin dejar de trabajar exigiendo la anulación de las deudas de los países del “Tercer Mundo”. Hemos mostrado cómo el “sistema-deuda” somete tanto a los pueblos del Sur como a los pueblos del Norte. Para luchar contra ello, desde hace 5 años el CADTM desarrolló una nueva sección de acción y reflexión sobre el problema de las deudas privadas ilegítimas: deudas ligadas a los microcréditos en el Sur cuyas primeras víctimas son las mujeres, de los campesinos, de los estudiantes, de las familias expulsadas de sus viviendas por los bancos, etc. El concepto de deuda ilegítima permite englobar las deudas del Sur y del Norte, las públicas y las privadas a la vez.»
Recordemos que el CADTM está implantado mayoritariamente en los países llamados «en desarrollo»: 15 países de África (véase http://www.cadtm.org/Africa,279), 6 países de Latinoamérica y Caribe (véase http://www.cadtm.org/America-latina-y-el-Caribe,838), 2 países de Asia del Sur (India y Pakistán). Con respecto a los países más industrializados, el CADTM está presente en 6 países europeos (véase http://www.cadtm.org/Europa,6487) y en Japón.
Notas
[1] En Bélgica, las personas morales que contribuyeron a la fundación en 1990 del CADTM provenían de diversos horizontes y testimonian el carácter plural de nuestra organización: movimientos de educación popular como Equipes Populaires —mouvement d’éducation permanente lié au Mouvement ouvrier chrétien—, Fondation Joseph Jacquemotte, Fondation Léon Lesoil, Union des Progressistes juifs de Belgique; sindicatos como los dos regionales de la CGSP, Central General de los Servicios Publicos —la de Liège y la de Limbourg—, la totalidad del sector Enseñanza de la CGSP, la regional de Amberes de la ACOD Onderwijs, la Federación de los metalúrgicos de la Provincia de Lieja; ONG como Peuples solidaires, GRESEA, Forum Nord-Sud, Centre Tricontinental, Socialisme sans Frontières, FCD Solidarité Socialiste, Oxfam Solidarité, Centre national de Coopération au Développement; comités de solidaridad como Comité Mennan Men-Haïti, Comité Amérique centrale de Charleroi; movimientos para la paz como la Coordination nationale d’action pour la paix et la démocratie —CNAPD—, VREDE; partidos políticos como el Partido obrero socialista y el Partido comunista; y una asociación femenina “Refugio para mujeres maltratadas y sus hijos”. El Partido obrero socialista (más tarde convertido en la LCR), sección belga de la Cuarta internacional, tuvo un papel importante en la creación e impulso del CADTM, aunque siempre con una gestión plural muy firme.
[2] Éric Toussaint, tesis doctoral en ciencias políticas presentada en 2004 a en las universidades de Lieja y de Paris VIII, Enjeux politiques de l’action de la Banque mondiale et du Fonds monétaire international envers le tiers-monde, 2004. Disponible en http://www.cadtm.org/Enjeux-politiques-de-l-action-de. Véase también: http://www.diffusiontheses.f50749…
[3] Véase Ernest Mandel, «La dynamique infernale de la spirale de l’endettement», Inprecor, abril de 1986 Voir http://www.cadtm.org/La-espiral-infernal-de-la-deuda yhttp://www.ernestmandel.org/new/ecr…
[4] Véase http://www.cadtm.org/Acerca-del-CADTM
[5] http://cadtm.org/Union-sagrada-para-una-sagrada
[6] Véase: http://www.cadtm.org/Eric-Toussaint-Lo-que-es, http://cadtm.org/Le-CADTM-et-la-cooperation-au, http://cadtm.org/Le-CADTM-et-la-cooperation-au,13144
[7] Éric Toussaint, «En recuerdo de Ahmed Ben Bella, primer presidente de la Argelia independiente, muerto el 11 de abril de 2012 a la edad de 96 años», http://cadtm.org/En-recuerdo-de-Ahmed-Ben-Bella
[8] https://es.wikipedia.org/wiki/Susan…
[9] http://www.gallimard.fCatalogue/G…
[10] https://es.wikipedia.org/wiki/Abrah…
[11] https://es.wikipedia.org/wiki/Ren%C…
Bejamin Lemoine es investigador en sociología en el CNRS (Consejo Nacional de Investigaciones de Francia), especializado en la cuestión de la deuda pública y de las relaciones entre los Estados y el orden financiero. Una versión resumida de esta entrevista ha sido publicada en el número especial «Capital et dettes publiques», de la revista SavoiAgir nº 35, marzo de 2016.
Traducido por Griselda Pinero
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2016.06.07 04:03 ShaunaDorothy Demócratas, republicanos: ¡Fuera todos! EE.UU.: Miedo, odio y precampañas (Mayo de 2016)

https://archive.is/BYpsq
Espartaco No. 45 Mayo de 2016
¡Por un partido obrero revolucionario multirracial!
En su libro de 1917, El estado y la revolución, el dirigente bolchevique V.I. Lenin describió sucintamente el fraude de la democracia burguesa: “Decidir una vez cada cierto número de años qué miembros de la clase dominante han de oprimir y aplastar al pueblo en el Parlamento: ésa es la verdadera esencia del parlamentarismo burgués”. Como marxistas revolucionarios, nos oponemos por principio a votar por los republicanos, los demócratas o cualquier otro candidato burgués. Al mismo tiempo, las precampañas de este año están mostrando la rabia y la desesperación que durante décadas se han ido acumulando al fondo de la sociedad estadounidense.
Existe un odio extendido hacia el establishment político de ambos partidos, que con razón son considerados agentes vendidos y comprados por los estafadores financieros de Wall Street y las empresas hinchadas de ganancias que han provocado la ruina de millones. Pero, debido sobre todo a la burocracia sindical procapitalista, la rabia de los trabajadores no se ha expresado como lucha de clases contra los gobernantes. Como resultado, el descontento de los gobernados encuentra expresión en el apoyo a candidatos burgueses “antiestablishment”. Hasta el momento, el abiertamente racista Donald Trump, un magnate multimillonario de bienes raíces, lleva la delantera como precandidato republicano. El autodenominado “socialista demócrata” Bernie Sanders le está dando a la segunda representante de la dinastía Clinton más problemas de los que nadie hubiera previsto.
Sanders es el único candidato de este circo electoral que ofrece pan a las masas con llamados por educación gratuita, asistencia médica para todos y un salario mínimo de quince dólares por hora. Esto ha resonado particularmente entre la juventud pequeñoburguesa blanca, así como entre un sector de los obreros blancos cuyos sindicatos han sido destruidos, cuyos salarios se han desplomado, cuyas prestaciones han sido saqueadas y cuyas posibilidades de obtener un empleo bien remunerado prácticamente han desaparecido. Las promesas de Sanders no son más que charlatanería. Sólo la lucha de clases podría arrancarle a la burguesía semejantes concesiones. Pese a haber sido acusado de rojo, Sanders no es ningún socialista; es un político capitalista. Sin embargo, en una sociedad donde por mucho tiempo se ha vilipendiado al socialismo como un ataque al “modo de vida estadounidense”, el que Sanders esté obteniendo apoyo en un sector de los obreros blancos es una medida del creciente descontento.
El establishment demócrata tolera las pretensiones de Sanders de estar “dirigiendo una revolución política contra la clase multimillonaria”. Él siempre le ha servido a la clase dominante, particularmente con su apoyo a las sangrientas guerras, ocupaciones y demás aventuras militares con que el imperialismo estadounidense ha devastado países alrededor del mundo (ver: “Bernie Sanders: Imperialist Running Dog” [Bernie Sanders: Mandadero de los imperialistas], WV No. 1083, 12 de febrero). Sanders no sólo está compitiendo por la primera posición en la boleta interna de un partido que, al igual que el Republicano, representa los intereses de la burguesía; también está ayudando a restaurar la imagen de los demócratas como “partido del pueblo”. Además, ha dejado en claro que, en la elección general, apoyará a quien quiera que resulte electo candidato demócrata, presumiblemente Hillary Clinton. Por su parte, Clinton está ganando la mayor parte del voto negro, conforme el miedo a una victoria republicana, amplificado por los fascistas que se arrastran a los pies de Donald Trump, impulsa todavía más el apoyo de los negros a los demócratas, que alguna vez fueron el partido de la Confederación y el [sistema de segregación racial] Jim Crow.
Del lado republicano, presenciamos el espectáculo del establishment partidista gastando millones de dólares en publicidad, no contra los demócratas, sino contra el precandidato que encabeza la carrera en su propio partido. Los reflectores se enfocan en los ex candidatos republicanos para que prediquen contra el beligerante racismo antiimigrante de Trump y su asqueroso sexismo. La hipocresía es asombrosa viniendo de los mismos que exigían a los inmigrantes que se “deportaran a sí mismos”; que insultaban a los obreros y a los pobres como “parásitos” por pedir atención médica, alimentación y vivienda; que trabajaron tiempo extra por revertir todas las conquistas del movimiento por los derechos civiles; y que recurrieron al texto bíblico para condenar a las mujeres que necesitaban abortos, a los gays y a los demás “desviados”.
Trump no hace sino decir en voz alta lo que los líderes del partido republicano han promovido durante años. Lo que les molesta es que no esté cumpliendo las reglas del establishment del partido. Para ellos, incitar al odio racista sirve como un ariete ideológico para empobrecer aún más a la clase obrera y los pobres recortando los pocos programas sociales que todavía existen. Trump dice que no atacará la seguridad social ni la asistencia médica pública. Este demagogo reaccionario podría hacer o decir cualquier cosa. Su afirmación de que traerá la manufactura de vuelta a Estados Unidos, invocando una variante particularmente racista del proteccionismo de “salven los empleos estadounidenses”, le ha dado cierta audiencia entre los trabajadores blancos pobres. Por su parte, a la dirigencia republicana le preocupa que Trump azuce a las masas desempleadas y empobrecidas en casa y ponga en riesgo las ganancias que el imperialismo estadounidense obtiene del saqueo de “libre comercio” del mundo neocolonial.
Para los líderes republicanos, Trump añade insulto a la injuria al aprovechar la consigna de campaña de Ronald Reagan, santo patrono del Partido Republicano, “Make America Great Again” [Que EE.UU. vuelva a ser grande]. Reagan llegó a la Oficina Oval aprovechando y azuzando la reacción racista blanca contra los programas sociales que se consideraban beneficiosos para los negros pobres de los guetos. Jugó la carta racial, como siempre lo han hecho los gobernantes estadounidenses, para aumentar la brutal explotación de la clase obrera en su conjunto. Hoy, la devastación que afectó primero a los pobres y obreros negros se ha vuelto cada vez más real para los pobres y obreros blancos.
En los años noventa, el libro del ideólogo racista Charles Murray, La curva de Bell, achacó la miseria de los pobres del gueto a la “inferioridad genética” de los negros. En 2012, su libro Coming Apart: The State of White America, 1960-2010 [Desmoronamiento: La situación de la población blanca en EE.UU., 1960-2010] achacó la miseria que sufren los blancos pobres a su falta de valores, tanto familiares como de otro tipo. Este desprecio clasista se expresó más abiertamente en un artículo de un tal Kevin D. Williamson, recientemente publicado en la derechista National Review (28 de marzo). Titulado “Chaos in the Family, Chaos in the State: The White Working Class’s Dysfunction” [Caos en la familia, caos en el estado: La disfunción de la clase obrera blanca], el artículo despotrica:
“No les ha pasado nada. No hubo catástrofe alguna. No han sufrido ni la guerra ni la hambruna ni la peste ni la ocupación extranjera. Los cambios económicos de las últimas décadas no bastan para explicar la disfunción, la negligencia —y la incomprensible malevolencia— de la población pobre y blanca de EE.UU....
“La verdad de estas comunidades disfuncionales y degradadas es que merecen morir. Económicamente, son números rojos.Moralmente, son indefendibles”.
La clase obrera no podrá liberarse de las cadenas de la esclavitud asalariada si el proletariado no asume la causa de la liberación negra, que por sí misma requiere destruir este racista sistema capitalista mediante la revolución socialista. En el libro primero de El capital (1867), Karl Marx capturó la gran verdad de la sociedad capitalista estadounidense al escribir: “El trabajo en piel blanca no puede emanciparse allí donde el trabajo en piel negra está marcado con fierro candente”. Nuestro propósito como marxistas hoy es traducir la ira y el descontento hirvientes de las masas trabajadoras en un entendimiento consciente de que la clase obrera necesita su propio partido: no como un vehículo electoral que compita para administrar el estado burgués, sino como un partido que abandere la causa de todos los explotados y oprimidos en la lucha por el poder obrero.
Aquél a quien los dioses quieren destruir, primero lo vuelven loco
La locura del Partido Republicano no es más que una manifestación de la peligrosa irracionalidad del imperialismo estadounidense. Habiendo conseguido en 1991-1992 la destrucción contrarrevolucionaria de la Unión Soviética —que había nacido de la primera y única revolución obrera exitosa en el mundo—, los gobernantes capitalistas estadounidenses han actuado como si fueran los amos indiscutibles del mundo. Tanto bajo los gobiernos republicanos como bajo los demócratas, han lanzado su poderío militar por todo el mundo. Pero ni con su interminable serie de guerras el imperialismo estadounidense ha conseguido frenar el declive de su poder económico.
Afirmando que “hay que detener a Trump”, un antiguo asesor en política exterior del gobierno de Bush clamó: “Ha hecho enojar a nuestros aliados en Centroamérica, Europa, el Oriente asiático y Medio Oriente”. El que Trump denunciara la invasión de Irak que inició Bush ha molestado particularmente a los neoconservadores que fueron los arquitectos de esa guerra. En una columna de opinión contra Trump publicada en el Washington Post (25 de febrero), Robert Kagan concluye: “Para este antiguo republicano, y quizá para otros, puede no quedar otra alternativa que votar por Hillary Clinton”. ¿Y por qué no? Las credenciales de Clinton como una de los mayores halcones [probélicos] del imperialismo estadounidense son impecables.
Muchos, incluyendo republicanos que tienen columnas en el New York Times, se han preguntado: “¿Es Donald Trump un fascista?”. Otros comparan su candidatura con el fin de la República de Weimar y el ascenso de los nazis de Hitler. Pero el terreno donde crecieron los nazis era el de un país imperialista que había sido derrotado en la Primera Guerra Mundial. Apelando al descontento de una pequeña burguesía cada vez más pobre, los nazis se habían convertido en un movimiento de masas para principios de los años treinta. Cuando las direcciones de los partidos obreros Comunista y Socialista, que contaban con millones de miembros, no intentaron derrocar el decadente orden capitalista en Alemania, la desacreditada burguesía desató a los nazis para conservar su dominio aplastando al movimiento obrero y, en el proceso, sentó las bases para la indescriptible barbarie del Holocausto.
En cambio, Estados Unidos no es un país imperialista derrotado, sino que sigue siendo la “única superpotencia del mundo”, cuyo poderío militar es muchas veces superior al de todos sus rivales imperialistas juntos. Otra diferencia es que la clase dominante estadounidense no enfrenta por el momento la amenaza de la clase obrera en casa. Por el contrario, gracias a los traidores que están a la cabeza de los sindicatos, cuya base es cada vez más reducida, la burguesía estadounidense ha prevalecido hasta ahora en su larga guerra contra los obreros.
Trump no es un fascista. El camino al poder que ha proyectado no se sale del marco electoral. Pero sí hay mucho que temer de los locos que son azuzados en sus mítines en un frenesí patriotero y antiimigrante, que ha provocado protestas multirraciales contra él en todo el país. Quienes protestan contra los mítines de Trump han sido agredidos y los manifestantes negros han tenido que sufrir gritos de “¡Regresen a África!”. El KKK y otros grupos fascistas están saliendo de sus agujeros, con el antiguo gran mago del Klan David Duke declarando que “votar contra Trump en este punto es traicionar tu herencia”.
De manera similar, en los años ochenta el racismo oficial que emanaba de la Casa Blanca de Reagan alentó al Klan y a los nazis. Cuando éstos trataron de organizar sus mítines por el terror racista en grandes centros urbanos, nosotros convocamos movilizaciones de masas obreras y de minorías para detenerlos. En Chicago, Washington D.C., Filadelfia y otros lugares, fueron detenidos por protestas de miles basadas en el poder social de los sindicatos multirraciales movilizados al frente de los negros pobres de los guetos, los inmigrantes y todos aquéllos que el terror fascista querría victimizar. Estas movilizaciones demostraron en pequeña escala el papel del partido obrero revolucionario que queremos construir.
Obreros y negros: Entre la espada y la pared
Es responsabilidad directa de la burocracia sindical procapitalista el que un sector significativo de los trabajadores blancos apoye a un hombre que llegó a ser conocido por la frase “¡Estás despedido!”. Trump está consiguiendo ese apoyo al izar la bandera del proteccionismo de “Estados Unidos primero” de los falsos dirigentes de la AFL-CIO. Bajo esta bandera, una y otra vez los farsantes sindicales han cedido conquistas obtenidas en duras batallas de la clase obrera negra, blanca e inmigrante.
Los capitalistas siempre irán donde la mano de obra sea más barata para maximizar sus ganancias. Pero hacer de los trabajadores extranjeros chivos expiatorios por la pérdida de empleos en EE.UU. es una respuesta reaccionaria. El proteccionismo refuerza las ilusiones en el capitalismo estadounidense. Mina las perspectivas de lucha al envenenar la conciencia de la clase obrera e impedir la solidaridad con sus aliados de clase potenciales en China, México y otros lugares. Este proteccionismo también imbuye en los obreros la falsa idea de que mejorar sus condiciones materiales está totalmente fuera de su control y de su capacidad de organizarse y luchar, y de que depende sólo de algún salvador burgués.
Tanto Bernie Sanders como Donald Trump juegan la misma carta económica nacionalista. Aunque Sanders apela a la “unidad” contra el racismo xenófobo de Trump, lo que ocurre en los mítines de este último es simplemente el reflejo descarnado del chovinismo subyacente en los llamados a “salvar los empleos estadounidenses” de la competencia extranjera. Para que los sindicatos sirvan como instrumentos de lucha contra los patrones, deben enarbolar la lucha por los derechos de los inmigrantes, exigiendo el fin de las deportaciones e izando la bandera por plenos derechos de ciudadanía para todos los inmigrantes. La lucha por esas exigencias haría avanzar el combate común de los obreros estadounidenses y sus aliados de clase internacionalmente.
Hoy, el descontento de muchos obreros está siendo canalizado a las campañas ya sea de Trump o de Sanders. Pero la furia obrera también se ha expresado en el impulso de luchar contra la ofensiva de los capitalistas, un impulso que los falsos dirigentes sindicales han frustrado una y otra vez. El año pasado, los jóvenes obreros automotrices, muchos de ellos negros, estaban más que dispuestos a ir a huelga contra el odiado sistema de niveles, que alienta la división entre los obreros. En ello, contaban con gran apoyo entre los obreros más viejos, tanto blancos como negros, lo que apunta al potencial de la unidad de clase, trascendiendo las líneas raciales. Pero los dirigentes sindicales del United Auto Workers les hicieron tragar un contrato vendido con los “Tres de Detroit”, que de hecho expandía el odiado sistema de niveles.
En 2011, este espíritu de lucha se manifestó vívidamente también en Wisconsin, donde el gobernador republicano Scott Walker lanzó una ofensiva que amenazaba la existencia misma de los sindicatos públicos. Miles de obreros ocuparon la rotonda del Capitolio de Wisconsin y se movilizaron en manifestaciones de hasta 100 mil personas. Pese a la combatividad de los obreros, los burócratas sindicales se aseguraron de que no se emprendiera ninguna acción huelguística, canalizando en cambio el enojo de los obreros hacia la estrategia perdedora de revocar el mandato de Walker.
¿El resultado? La devastación de un movimiento sindical que ya estaba en decadencia. En 2011, más del 50 por ciento de los empleados públicos estaba sindicalizado. Para 2015, la tasa de sindicalización se había desplomado al 26 por ciento. En Indiana, ataques similares llevados a cabo con anterioridad condujeron prácticamente a la desaparición de los sindicatos del sector público en el estado. Y en 2015, Wisconsin se unió a Indiana, Michigan y otros 22 estados como uno más de los estados antisindicatos donde se proclama el “derecho a trabajar”. Wisconsin constituye el ejemplo más claro de la bancarrota de la burocracia sindical y su estrategia de confianza en los demócratas. Son esas derrotas las que les han permitido a reaccionarios como Trump posar como defensores de los intereses de los trabajadores.
Desde que la Ley de Derechos Civiles fue aprobada en 1964, el Partido Republicano adoptó la estrategia de apelar a los obreros blancos, a veces con éxito, sobre la base de buscar chivos expiatorios en las otras razas, impulsando la mentira de que los obreros blancos sufren porque el establishment liberal ha beneficiado a los negros y otras minorías a expensas suyas. El rasgo central y constante del capitalismo estadounidense es la opresión estructural de la población negra como una casta racial y de color, cuya mayoría se ve segregada por la fuerza al fondo de la sociedad. Oscureciendo la fundamental división de clases entre los capitalistas que poseen los medios de producción y los obreros que deben vender su fuerza de trabajo para sobrevivir, el racismo y la supremacía blanca han servido para atar a los obreros blancos a sus explotadores capitalistas sobre la base de la ilusión en un interés común debido al mismo color de piel.
En la precampaña demócrata, los negros están votando abrumadoramente por Hillary Clinton, pues la consideran el mejor candidato para derrotar a los demonios republicanos en noviembre. De hecho, en su competencia de 2008 con Obama, Clinton apeló abiertamente al racismo antinegro al afirmar que Obama no podría obtener el apoyo de los “estadounidenses que trabajan duro, los estadounidenses blancos”. Ahora ella se presenta como heredera del legado de Obama, aprovechando al mismo tiempo la popularidad de su esposo, Bill Clinton, entre la población negra.
Durante su periodo en el gobierno, Bill Clinton probablemente le hizo más daño a la población negra que ningún otro presidente desde la Segunda Guerra Mundial. Durante la campaña electoral de 1992, grotescamente voló de vuelta a Arkansas para presidir la ejecución de un hombre negro con daño cerebral, Ricky Ray Rector. Siendo presidente, erradicó “la asistencia social como la conocemos” e incrementó enormemente las atribuciones del estado, incluyendo las de detener y encarcelar a jóvenes negros. En todo esto contó con el apoyo de Hillary Clinton, que describió a los jóvenes negros del gueto como “superdepredadores”. Al mismo tiempo, Bill Clinton fue el primer presidente en tener amigos negros y en ser capaz de interactuar abierta y cómodamente con negros. Es una amarga muestra de la profundidad a la que llega la reacción racista en Estados Unidos el que estos gestos superficiales le hayan ganado a Clinton el apoyo de muchos negros a pesar de sus infames actos.
Con la elección de Barack Obama en 2008, las expectativas de los negros eran altas. Pero, si bien esas expectativas ya han sido olvidadas, queda entre los negros una profunda noción de solidaridad de raza con Obama. Esto ha sido reforzado por casi ocho años de reacción por parte de los republicanos en el congreso, amplificada por la gente del tipo “teabaggers” [militantes del derechista Tea Party] y “birthers” [que creen que Obama no nació en Estados Unidos]. Sin embargo, la verdad es que los negros no han ganado nada con su presidencia, durante la cual el desempleo en este sector se disparó, los salarios colapsaron y la riqueza media se desplomó. Mientras tanto, los negros siguen siendo asesinados a tiros por los desenfrenados policías racistas.
Contra lo que afirman muchos voceros negros, este estado de cosas no se debe a que Obama esté secuestrado por los republicanos. Sin duda, sus implacables ataques contra Obama casi siempre tienen una motivación racista. Pero el hombre negro de la Casa Blanca fue desde el principio un demócrata de Wall Street. Y lo demostró al poco tiempo de asumir el cargo. En una reunión con los grandes estafadores financieros en marzo de 2009, les aseguró que su gobierno era “lo único que se interpone entre ustedes y el linchamiento popular”, y añadió, “no he venido a perseguirlos, sino a protegerlos”. Y lo cumplió, con la eficaz ayuda de sus lugartenientes obreros en la burocracia sindical, que sacrificaron los empleos, los salarios y las condiciones laborales de sus afiliados para que el capitalismo estadounidense siguiera siendo redituable.
Los negros siguen siendo el sector de la población con mayor conciencia de la naturaleza cruel del racista Estados Unidos. Al mismo tiempo, están atados al Partido Demócrata y en su mayoría seguirán apoyándolo mientras no parezca haber otra alternativa. La clave para destrabar esa situación está en forjar esa alternativa.
Los obreros necesitan un partido propio
Con millones en el desempleo o luchando por subsistir con empleos de medio tiempo o temporales miserablemente mal pagados, muchos de los cuales han perdido sus hogares y dependen de los vales de alimentos, con sus pensiones y prestaciones de salud recortadas, existe una necesidad imperiosa de construir un partido obrero basado en el entendimiento fundamental de que los obreros no tienen ningún interés en común con los patrones. Un partido así uniría a los empleados con los desempleados, los pobres de los guetos y los inmigrantes en una lucha por empleos y condiciones dignas de vivienda para todos. El poder para llevar a cabo esta lucha está en manos de los hombres y mujeres —negros, blancos e inmigrantes— cuyo trabajo hace girar los engranes de la producción y genera la riqueza que los capitalistas se roban.
En el Programa de Transición de 1938, documento de fundación de la IV Internacional, León Trotsky planteó una serie de reivindicaciones para enfrentar la catástrofe que amenazaba a la clase obrera en medio de la Gran Depresión de los años treinta. El fin de estas reivindicaciones era armar a los obreros con el entendimiento de que la única respuesta era la conquista del poder por el proletariado. Para combatir la plaga del desempleo, llamaba por unir a los empleados y los desempleados en la lucha por una semana laboral más corta sin pérdida de salario, para distribuir el trabajo accesible, así como por una escala móvil de salarios que aumentara con el costo de la vida. Exigía un programa masivo de obras públicas con salarios al nivel del de los obreros sindicalizados. Para garantizar condiciones de vida decentes, todos debían tener vivienda y otras instalaciones sociales, así como acceso a la atención médica y a la educación sin ningún costo para los beneficiarios. El seguro de los desempleados debía durarles hasta que consiguieran empleo, con la totalidad de sus pensiones garantizada por el gobierno. Sólo la lucha por este tipo de reivindicaciones podría enfrentar las míseras condiciones que los obreros sufren actualmente.
Como argumentó Trotsky, quien junto con Lenin fuera el líder de la Revolución Rusa de 1917:
“Los propietarios y sus abogados demostrarán ‘la imposibilidad de realizar’ estas reivindicaciones. Los capitalistas de menor cuantía, sobre todo aquellos que marchan a la ruina, invocarán además sus libros de contabilidad. Los obreros rechazarán categóricamente esos argumentos y esas referencias. No se trata aquí del choque ‘normal’ de intereses materiales opuestos. Se trata de preservar al proletariado de la decadencia, de la desmoralización y de la ruina. Se trata de la vida y de la muerte de la única clase creadora y progresiva y, por eso mismo, del porvenir de la humanidad. Si el capitalismo es incapaz de satisfacer las reivindicaciones que surgen infaliblemente de los males por él mismo engendrados, no le queda otra cosa que morir. La ‘posibilidad’ o la ‘imposibilidad’ de realizar las reivindicaciones es, en el caso presente, una cuestión de relación de fuerzas que sólo puede ser resuelta por la lucha. Sobre la base de esta lucha, cualesquiera que sean los éxitos prácticos inmediatos, los obreros comprenderán, en la mejor forma, la necesidad de liquidar la esclavitud capitalista”.
Las nuevas batallas obreras sentarán las bases para revivir y extender los sindicatos, echando a sus dirigentes vendidos actuales y remplazándolos con una nueva dirección clasista. Para que los obreros triunfen sobre sus explotadores, deben estar armados con un programa político marxista que vincule el combate sindical con la lucha por construir un partido obrero revolucionario multirracial. Ese partido dirigiría la lucha por barrer al estado burgués mediante la revolución socialista y establecer un estado obrero donde los que trabajan gobiernen.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/eu.html
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2016.06.05 18:17 ShaunaDorothy ¡Abajo la Propuesta de Ley sobre los Tribunales Tradicionales! ¡Por la liberación de la mujer mediante la revolución socialista! (1-2) (Septiembre de 2013)

https://archive.is/rirsn
Espartaco No. 39 Septiembre de 2013
Traducido de Spartacist South Africa No. 9 (invierno de 2013), publicación de la sección sudafricana de la Liga Comunista Internacional.
En diciembre de 2011, el gobierno presentó una nueva Propuesta de Ley sobre los Tribunales Tradicionales. Esta ley otorgaría a los dirigentes tradicionales, encabezados por los jefes tribales, un poder legal sin frenos sobre 17 millones de habitantes negros de las áreas rurales, balcanizadas en torno al origen tribal sobre las mismas líneas promovidas durante el apartheid. Los jefes adquirirían el poder adicional de crear leyes, juzgar casos y dictar castigos —incluyendo desalojos y trabajo forzado sin paga—, frecuentemente sin posibilidad de apelación.
Las mujeres negras, las “esclavas de los esclavos”, son las que tienen más que perder con esta propuesta de ley, que se sumaría al sufrimiento causado por la abrumadora pobreza y la triple opresión. Las atrasadas prácticas tradicionales que oprimen a la mujer son muy extendidas: desde el lobola [precio de novia], la poligamia forzada y el ukuthwala (matromonio por rapto), hasta las pruebas de virginidad, todas ellas reforzadas por los líderes tradicionales. Con frecuencia, las mujeres no tienen el derecho de representarse a sí mismas en los tribunales tradicionales. En cambio, se les obliga a ser representadas por sus maridos u otros hombres de su familia.
Después de que el parlamento burgués discutió la Propuesta de Ley sobre los Tribunales Tradicionales a finales de 2012, el Congreso Nacional Africano (CNA) y el gobierno esparcieron la falsa idea de que la propuesta había sido retirada. Este método es frecuentemente utilizado para apaciguar la rabia en contra de las nuevas leyes que resultan particularmente impopulares (trucos similares fueron utilizados con la Propuesta de Ley para la Protección de la Información del Estado, que ya ha sido aprobada). La verdad es que la Propuesta de Ley sobre los Tribunales Tradicionales está actualmente siendo analizada por los gobiernos provinciales y aprobarla sigue siendo sin duda uno de los objetivos del gobierno de la Alianza Tripartita del CNA, el Partido Comunista de Sudáfrica (PCS) y el Congreso de Sindicatos Sudafricanos (COSATU).
La propuesta de ley es parte del recrudecimiento de la represión estatal en respuesta al creciente descontento social. Para administrar el sistema capitalista del neoapartheid, los dirigentes de la Alianza se vieron obligados a recurrir a las mismas armas utilizadas por sus propios carniceros durante el apartheid. El gobierno encabezado por el presidente Jacob Zuma, en particular, ha optado por exacerbar los venenosos sentimientos tribales y el chovinismo contra los inmigrantes, refinando al mismo tiempo las herramientas más represivas del estado: masacres de huelguistas, brutalidad policiaca, estados de emergencia de facto, etc. El fortalecimiento de los jefes, de las divisiones tribales y de las atrasadas tradiciones es parte del paquete del dominio del neoapartheid.
La propuesta de ley también subraya una lección fundamental: las luchas de liberación nacional encabezadas por nacionalistas burgueses y pequeñoburgueses son incapaces de garantizar derechos reales y duraderos para las mujeres. A lo largo de sus 101 años de historia, el programa y la política del CNA han estado guiados por el objetivo de engendrar una capa de capitalistas negros que pudiera participar en la explotación de “su propio pueblo” —una tarea que no querían dejar exclusivamente en las manos de los capitalistas blancos y extranjeros—. La interpenetración de los líderes del CNA con los jefes tribales y otros dirigentes tradicionales ha sido una parte integral de su programa, así como una indicación clara de que este partido representa al enemigo de clase de la liberación de los obreros, las mujeres y la mayoría negra oprimida en general.
Basta con ver el caso de Mandla Mandela, nieto de Nelson Mandela y miembro del CNA en el parlamento. Como jefe del consejo tradicional de Mvezo en la provincia de Eastern Cape se ha vuelto notorio por utilizar su puesto para enriquecer a su familia y suprimir críticas y desafíos, al tiempo que promueve el atraso más terrible para apuntalar su régimen despótico. En 2010, por ejemplo, defendió oficialmente la bárbara práctica “cultural” de secuestrar mujeres (particularmente las jóvenes) conocida como ukuthwala, declarando frente a un comité parlamentario sobre el desarrollo rural y la reforma agraria que: “para que una mujer sea desposada a través del ukuthwala, el proceso no tiene nada que ver con la edad. Si quieren discutir sobre la cultura, no traten siquiera de mencionar nociones blancas porque eso pondría todo de cabeza”. En 2011, tres de los “súbditos” de Mandela en Mvezo lo llevaron a juicio después de que ordenó que fueran desalojados de su tierra ancestral, en la que enterraban a sus muertos, para dar paso a que los desarrolladores capitalistas construyeran un hotel y un estadio.
La ideología nacionalista burguesa ha relegado siempre a las mujeres al papel de “productoras de bebés” y sirvientes de los hombres. Los capitalistas y sus lacayos son enemigos de la liberación de la mujer. Como marxistas revolucionarios, ateos y combatientes por la liberación de la mujer, nos oponemos fervientemente a la Propuesta de Ley sobre los Tribunales Tradicionales y tratamos de unir la lucha contra esta propuesta reaccionaria con la lucha necesaria más amplia en contra del sistema capitalista de explotación entero. La lucha por la liberación de la mujer es inseparable de la lucha por la revolución socialista, y ambas requieren un combate por que la clase obrera rompa con la influencia del nacionalismo burgués en el proceso de forjar un partido leninista que actúe como tribuno del pueblo. La clase obrera en su conjunto tiene un interés vital en detener esta reaccionaria propuesta de ley, que también será utilizada para sofocar aún más cualquier lucha en contra del régimen del neoapartheid.
Los jefes tribales: Herramientas de la racista opresión capitalista
La vida para las masas negras en los antiguos bantustanes es un infierno, particularmente para las mujeres; los dirigentes tradicionales desempeñan un papel central en imponer esta miseria y mantener a la población a raya. Estudios realizados por el Rural Women’s Movement [Movimiento de Mujeres Rurales] han descubierto casos en pueblos rurales de KwaZulu-Natal en los que los padres de mujeres embarazadas fuera del matrimonio son obligados a pagar multas a los jefes tribales de hasta mil rands o una vaca. Cuando no se pagan las multas, los jefes tribales les quitan a las familias el “derecho” de enterrar a sus seres queridos. Hay un desenfreno de abusos despóticos de todo tipo, incluida la continua imposición de “impuestos” arbitrarios para financiar el estilo de vida parasitario de los dirigentes tradicionales.
Una de las prácticas más brutalmente opresivas y atrasadas llevadas a cabo contra las mujeres en nombre de la tradición es la mutilación genital femenina (MGF), también conocida como la circuncisión femenina. Frecuentemente acompaña a la circuncisión masculina en sociedades donde la cultura busca marcar una aguda distinción entre sexos/géneros cuando los niños alcanzan la pubertad, y continúa siendo practicada en partes de la Sudáfrica rural, aunque el gobierno no reconoce su existencia. La MGF es un crimen horrendo contra las mujeres, que debe ser rechazado de forma categórica e incondicional. En contraste, la circuncisión masculina, cuando es realizada bajo condiciones médicas adecuadas, deja deformaciones infinitamente menos serias. Sin embargo, decenas de niños sudafricanos mueren cada año como resultado de circuncisiones mal realizadas en las escuelas de iniciación tradicionales. Esto subraya la férrea hostilidad de los líderes tradicionales a los avances tecnológicos occidentales en la medicina y la poca importancia que le dan a la vida de los negros. En mayo de este año, más de 20 niños murieron en tan sólo una semana en la provincia de Mpumalanga. La ministro provincial de “salud” Matshego Dlamini, del CNA, ¡justificó grotescamente esta situación y explicó su negativa a intervenir al decir: “Esta es una tradición; como mujer, yo no puedo ir. Muertos o no, es una tradición”!
El puesto de jefe tribal es bastión de la reacción, remanente de una sociedad precapitalista, que sobrevivió gracias a la amplia colaboración con los antiguos gobernantes coloniales y del apartheid. A lo largo del sur de África, los jefes luchan a capa y espada para negarle a las mujeres el derecho al aborto y otros derechos democráticos esenciales. Entre los jefes tribales y el gobierno del CNA hay una interpenetración importante. Esto ayuda a los jefes a incrementar su poder y riqueza, y éstos, a su vez, desempeñan un papel muy importante reprimiendo a la población rural negra y llevándola como ganado a votar por el CNA.
En un discurso de 2012 en la Cámara Nacional de Líderes Tradicionales en defensa de la Propuesta de Ley sobre los Tribunales Tradicionales, Zuma arremetió contra los intelectuales negros que han criticado la propuesta: “Hay africanos que se han vuelto muy listos y toman una posición (en la que) se vuelven de lo más elocuentes criticándose a sí mismos por sus tradiciones y todo lo demás”. Zuma, cuyo gobierno había masacrado 34 mineros negros en huelga tan sólo unos meses atrás para defender las ganancias de la británica Lonmin Platinum, continuó demagógicamente: “Resolvamos los problemas africanos a la manera africana, no a la manera del hombre blanco”. De hecho, la Propuesta de Ley sobre los Tribunales Tradicionales le debe mucho a la tradición de los gobernantes blancos —desde los imperialistas británicos en el periodo colonial hasta los nacionalistas afrikaner durante el apartheid— que aprovecharon y reforzaron los aspectos más retrógrados de la cultura tribal y tradicional para apuntalar sus regímenes y acumular ganancias gracias al sudor y la sangre de las masas negras.
Un ejemplo perfecto es la Ley de Administración Nativa de 1927, que creó tribunales supremos, civiles, de divorcio y de apelación bajo control de los jefes y líderes tribales, reforzando e imponiendo divisiones tribales sobre la población negra. Esa ley codificó el estatus de menor de edad asignado a las mujeres por las costumbres tradicionales, decretando: “Una mujer negra...que forma parte de una unión tradicional y que vive con su marido será considerada una menor y su marido será considerado su guardián”. Esta ley fue parte de una serie implementada por los gobernantes británicos en su campaña por arraigar el sistema de trabajadores migrantes: la Ley de Amos y Sirvientes, las Leyes de Tierras Nativas a partir de 1913, la Ley de Áreas Urbanas y diversas Leyes de Pases e Impuestos Comunitarios, utilizadas todas para arrebatarle a los negros su tierra y crear una fuente de mano de obra negra barata y sin derechos.
Después de llegar al poder en las elecciones de 1948, el gobierno del Partido Nacional refinaría este sistema racista y lo llevaría a nuevos extremos bajo el apartheid. Como señala “‘One Chief, one vote’: The revival of traditional authorities in post-apartheid South Africa” (“Un jefe, un voto”: el resurgimiento de las autoridades tradicionales en la Sudáfrica del postapartheid, African Affairs, 1997): “Las reservas africanas en el campo desempeñaron un papel crucial en los intentos del gobierno por establecer un control más estrecho sobre la mano de obra africana... En los pueblos africanos, la administración de los pases y de las oficinas laborales, donde había que renovar anualmente los permisos, era responsabilidad del jefe tribal”.
El sistema de trabajadores migrantes era el corazón del apartheid: los negros sudafricanos fueron reducidos al nivel de extranjeros desposeídos en su propio país y los estados negros vecinos a colonias laborales para las minas, las fábricas y las granjas de Sudáfrica. Miles de obreros, mutilados de por vida mientras trabajaban para la clase dominante blanca, eran arrojados de vuelta a los bantustanes. La peor parte de este sistema se la llevaban las mujeres relegadas a las “patrias”, sumergidas en niveles inenarrables de pobreza.
El sistema de trabajadores migrantes y la superexplotación de la fuerza de trabajo mayoritariamente negra siguen en la base del sistema capitalista de la “nueva Sudáfrica”, sólo que ahora la Alianza Tripartita dirigida por el CNA es la que desempeña el papel de supervisor negro al servicio de la clase dominante, que sigue siendo predominantemente blanca. Este hecho, así como el papel de los dirigentes tradicionales en este sistema, fue subrayado por David van Wyk, un investigador de la Bench Marks Foundation que señaló en entrevista con Amandla! (septiembre de 2012): “Un gerente de personal de Angloplats me dijo que están utilizando concejales y jefes locales como encargados de reclutamiento. Una mujer me dice que fue a cinco entrevistas y en todas le pidieron sexo, y en todas se negó y en ninguna obtuvo el trabajo. [Es como] lo que decían de la Kenya post-colonial, que ‘los contratos son firmados sobre los muslos de las mujeres’”.
Como comunistas, buscamos erradicar el sistema inherentemente racista de trabajadores migrantes. Esto implicaría, por una parte, inversiones masivas para promover el desarrollo económico y social de las áreas rurales aquí y en los países vecinos. También implicaría un importante programa para proporcionar vivienda accesible y de calidad para todos en las ciudades y otras áreas en las que la industria actualmente está concentrada, incluidas viviendas decentes para que los trabajadores y sus familias vivan cómodamente. Los capitalistas y su gobierno no van a hacer nada por el estilo, porque no sirve a sus intereses de clase. Lo que se necesita es un gobierno obrero centrado en los negros, parte de una federación socialista del sur de África, para construir una economía socialista planificada en la que la producción esté organizada para servir a los intereses de la mayoría y no a las ganancias de una minoría asquerosamente rica.
Los dirigentes del COSATU nunca han combatido en lo fundamental el sistema de trabajadores migrantes o su contraparte, el “servicio doméstico” en Sudáfrica para las mujeres africanas que han logrado salir de la desolación de las áreas rurales. No es accidental; al contrario, es la conclusión lógica de su traicionera política de colaboración de clases, que ata a la clase obrera al CNA nacionalista burgués a través de la Alianza Tripartita. En la lucha contra el sistema de trabajadores migrantes es indispensable combatir políticamente a los jefes sindicales colaboracionistas de clase.
La erradicación del sistema de trabajadores migrantes está también íntimamente relacionada con la cuestión de la tierra, un tema candente al centro de la desposesión de la mayoría no blanca. A un siglo de la Ley de Tierras Nativas de 1913, la minoría blanca todavía posee más del 70 por ciento de la tierra rural arable y de la urbana. Nosotros luchamos por la expropiación de las grandes granjas en manos blancas y por su transformación en granjas colectivas y estatales bajo dominio obrero. Gran parte de la tierra restante en las áreas rurales está ahora bajo control de los jefes tribales, como resultado de la Ley de Derechos sobre la Tierra Comunitaria de 2004, que les otorgó control sobre la tierra de sus súbditos. Un gobierno obrero centrado en los negros pondría fin a los privilegios y el poder de estos déspotas rurales.
Durante la fundación en 1912 del CNA (llamado inicialmente Congreso Nacional Nativo de Sudáfrica), un número considerable de delegados eran jefes tribales, lo que llevó a la creación de una “Cámara Alta” para acomodar a los líderes tradicionales que se habían unido a la organización. Junto con los intelectuales, los abogados y otros representantes de la pequeña burguesía negra que formó el CNA, los jefes tribales tenían como principal objetivo rogar a los gobernantes coloniales británicos que les dieran la posición privilegiada de aristocracia negra dentro del sistema de dominio capitalista blanco. Por ejemplo, durante su fundación en 1912, ¡el CNA trazó como uno de sus cinco objetivos básicos “promover el entendimiento entre los jefes, lealtad a la corona británica y a todas las autoridades legales y promover el entendimiento entre los sudafricanos blancos y negros”!
Posteriormente, el CNA adoptaría una fachada más populista para atraer el apoyo de las masas, ejemplificada por el Freedom Charter [Carta de la Libertad] de 1955, un programa populista burgués. Esto se debió en gran medida a la negativa por parte de los gobernantes blancos de conceder siquiera las concesiones más limitadas, incrementando en cambio la represión contra cualquier forma de actividad política negra independiente, incluyendo, para inicios de la década de 1960, declarar al CNA y otras organizaciones nacionalistas negras como ilegales. Al mismo tiempo, los gobernantes del apartheid buscaron cooptar a los jefes tribales y utilizarlos para vigilar a la población negra a través del odiado sistema de los bantustanes. En su enorme mayoría, los jefes colaboraron voluntariamente, un hecho que produjo considerable hostilidad contra los jefes entre las bases del movimiento del Congreso dirigido por el CNA y otras alas del movimiento contra el apartheid.
Algunas de las expresiones más agudas de esta hostilidad tuvieron lugar en la década de 1980, al tiempo que huelgas masivas de sindicatos negros y revueltas en los townships sacudían al país. Sin embargo, los llamados de los dirigentes del CNA a “hacer ingobernable el país” nunca tuvieron como objetivo lanzar una lucha para derrocar a los odiados gobernantes del apartheid; por el contrario, los dirigentes nacionalistas estaban explotando cínicamente la combatividad de las masas para intentar presionar a los gobernantes blancos a negociar un acuerdo. Al mismo tiempo, buscaron restablecer los lazos con los líderes tradicionales que habían colaborado con el gobierno del Partido Nacional, intentando proporcionarles credenciales “liberadoras” a través de la creación de una mitología sobre la resistencia de los líderes tribales al apartheid. En 1987, el CNA lanzó CONTRALESA (Congreso de Líderes Tradicionales) como una organización de jefes tribales “progresistas”, anunciada como “los jefes de vuelta entre el pueblo”. Desde que llegó al poder en 1994 tras el acuerdo con los gobernantes blancos, el gobierno de la Alianza Tripartita ha estado a cargo de administrar el mismo sistema de extracción de ganancias de antes. Simplemente heredaron las estructuras que existían bajo el apartheid.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/39/tribunales.html
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2016.06.05 09:24 ShaunaDorothy EE.UU. - La intervención en México: Preludio a la Guerra Civil - ¡Terminar la Guerra Civil! ¡Por la liberación de los negros mediante la revolución socialista! (Junio de 2013)

https://archive.is/dlkAK
Espartaco No. 38 Junio de 2013
A continuación imprimimos, editada para publicación, la segunda parte de una presentación de Jacob Zorn de la Spartacist League/U.S. (sección de la Liga Comunista Internacional) en un foro en la ciudad de Nueva York del 28 de febrero de 2009. La primera parte fue publicada en Espartaco No. 37 (febrero de 2013).
¿Por qué EE.UU. invadió México? Como marxistas, entendemos que hubo intereses de clase en juego; la principal clase que incitaba a la guerra fue la esclavocracia. Como el veterano trotskista estadounidense Richard S. Fraser afirmó: “La guerra se libró no sólo por la conquista en general, pero sobre todo para extender la esclavitud y el poder político del sistema esclavista”. El objetivo del poder esclavista de extender la esclavitud a través de la conquista de México no era un secreto. Un periódico de Georgia declaró que tomar territorio de México podría “asegurar el equilibrio de poder para el Sur en la Confederación [es decir, en Estados Unidos], y, para el tiempo venidero...darle el control en las operaciones del gobierno” (citado en Battle Cry of Freedom: The Civil War Era [Grito de batalla de la libertad: La era de la Guerra Civil] de James McPherson [1988]). En sus Memorias Personales, Ulysses S. Grant reconoció que la anexión de Texas fue “desde la concepción del movimiento hasta su consumación definitiva, una conspiración para adquirir territorio a partir del cual se formarían estados esclavistas para la Unión Americana”.
La invasión fue muy impopular entre los norteños, que la apodaron “la guerra del Sr. Polk”, refiriéndose al entonces presidente James Polk, un demócrata sureño. William Lloyd Garrison, uno de los principales abolicionistas del momento, sostuvo en el Liberator: “Sólo esperamos que, si se ha tenido que derramar sangre, haya sido la de los estadounidenses, y que las próximas noticias que oigamos sean que el general Scott y su ejército están en manos de los mexicanos”. En 1846, Frederick Douglass denunció la anexión de Texas como “una conspiración de principio a fin —una de las más profundas y más hábilmente fraguadas— con el fin de defender y sostener uno de los crímenes más oscuros y viles cometidos por el hombre” (Belfast News Letter, 6 de enero de 1846).
La guerra fue un catalizador. Hizo que los propietarios de esclavos del Sur y los capitalistas del Norte se volvieran cada vez menos compatibles. Dejó claro, como lo afirmó Abraham Lincoln en un famoso discurso de 1858, que “este gobierno no puede tolerar permanentemente ser mitad esclavista y mitad libre”. Muchos norteños se sintieron traicionados por el compromiso de 1846 sobre Oregón entre Polk y Gran Bretaña —que declinaba los reclamos estadounidenses por gran parte de Canadá y estableció la actual frontera entre ambos países— y se opusieron a la invasión de México. Lincoln, en ese momento recién elegido congresista de Illinois por el Partido Whig, denunció al presidente Polk como mentiroso por declarar que se había asesinado a estadounidenses en suelo propio. Lincoln era representante de una sección creciente de la burguesía norteña que, aunque estaba dispuesta a tolerar la continua existencia de la esclavitud en el Sur, se oponía a su extensión y quería limitar la expansión del poder esclavista. Antes de la invasión, norteños de ambos partidos se habían mostrado dispuestos a aceptar el predominio de la esclavocracia; a raíz de la invasión, ambos partidos se fueron dividiendo cada vez más entre sus secciones norteñas y sureñas. El expresidente demócrata Martin Van Buren de Nueva York se opuso a la anexión de Texas y a la extensión de la esclavitud; rompió con los demócratas, y con el tiempo fue candidato para presidente por el Partido Tierra Libre [Free Soil] en 1848.
David Wilmot, un congresista demócrata por Pensilvania, expresó esta hostilidad cuando añadió una cláusula al proyecto de ley referente a los créditos para la invasión de 1846 que prohibía la esclavitud en cualquier territorio arrebatado a México. La Cámara de Representantes aprobó esta disposición tanto en 1846 como en 1847, pero el Senado votó en contra en ambos años pues el Sur lo dominaba. La condición Wilmot muestra que las contradicciones entre el sistema esclavista del Sur y el sistema capitalista del Norte ya no podían convivir en el mismo país. Esto no significó que diversos representantes de ambas partes no intentaran más compromisos, pero esos intentos fueron cada vez más infructuosos.
El fin de la guerra
En 1848, con las tropas estadounidenses ocupando la mayor parte del país, incluida la capital, México firmó un tratado de paz con EE.UU. —el Tratado de Guadalupe Hidalgo—. El tratado estableció la frontera en el Río Bravo [Río Grande], cediendo a EE.UU. casi la mitad de México; a cambio, EE.UU. aceptó pagar 15 millones de dólares y se comprometió a evitar que los indios que vivían en territorio estadounidense atacaran México. Aun así, muchos expansionistas sureños se quejaron de que EE.UU. no obtuvo suficiente: muchos propietarios de esclavos querían que su “imperio para la esclavitud” se extendiera a través de todo México hacia Centroamérica, el Caribe y quizás incluso hasta Brasil.
Poco después de la guerra, con el descubrimiento de oro, miles de inmigrantes se asentaron en California. Hay un libro muy interesante que salió hace poco llamado The California Gold Rush and the Coming of the Civil War [La fiebre del oro en California y el arribo de la Guerra Civil] (2007) de Leonard Richards, que muestra cómo muchos sureños querían extender la esclavitud a California. En 1854, EE.UU. compró La Mesilla —actualmente al sur de Arizona y al suroeste de Nuevo México— con el fin de construir un ferrocarril que atravesara ese territorio hacia California. En EE.UU. esto se conoce como la Compra Gadsden, en referencia a James Gadsden, quien fue el enviado estadounidense para negociar con Santa Anna sobre esta cuestión. Esto se suele recordar porque Gadsden era un ejecutivo de ferrocarriles que se benefició personalmente de la Compra Gadsden. También se le podría llamar la compra Gadsden-Davis, pues el secretario de guerra Jefferson Davis apoyó este proyecto de ferrocarril como una forma de conectar California al Sur y así ampliar el poder de la esclavocracia hacia el suroeste. Davis, que también luchó en el ejército de EE.UU. durante la intervención en México, por supuesto, se convirtió en el líder de la Confederación durante la Guerra Civil.
Los sureños no renunciaron a su deseo de expandirse hacia el sur. Una década después de la invasión de México, un líder del Sur sostuvo: “Quiero Cuba. Quiero Tamaulipas, [San Luis] Potosí, y uno o dos estados mexicanos más; y los quiero a todos por la misma razón: para fundar o propagar la esclavitud”. Luego estaban los llamados filibusteros, estadounidenses respaldados por el Sur que trataban de establecer gobiernos favorables a la esclavitud, que invadieron distintos lugares en el norte de México, Centroamérica y el Caribe. Uno de los más famosos fue el Dr. William Walker, quien incluso se hizo brevemente presidente de Nicaragua en 1856. Una de las cosas que hizo allí fue intentar restablecer la esclavitud. EE.UU. también intentó, sin éxito, comprarle Cuba a España. En Cuba aún se practicaba la esclavitud en las plantaciones. En 1898, consecuentemente, EE.UU. luchó una guerra contra España para quitarle Cuba junto con Puerto Rico y las Filipinas; para ese entonces, aunque la esclavitud ya había sido abolida, EE.UU. consiguió exportar a estos países la segregación tipo Jim Crow.
A pesar de que el Tratado de Guadalupe Hidalgo otorgaba la ciudadanía estadounidense después de un año a los mexicanos en el nuevo territorio de EE.UU., estos mexicanos enfrentaron discriminación racista. Muchos mexicanos propietarios de tierras fueron despojados de sus posesiones al norte del Río Bravo. Los mexicanos también fueron objeto de ataques racistas por los sheriffs, los Texas Rangers y vigilantes armados. Entre 1848 y 1928, por lo menos 597 mexicanos fueron linchados por turbas en EE.UU. Los indígenas que vivían en ese territorio también sufrieron ataques genocidas, tal y como sucedía en el lado mexicano.
Para México, la pérdida de gran parte de su territorio nacional agudizó su inestabilidad. Aunque sería demasiado simplista decir que la invasión de México en 1846 condujo a la posterior dominación imperialista de EE.UU. sobre el país, sí desempeñó un papel importante en el retraso del desarrollo en México. En el último cuarto del siglo XIX, cuando México estaba bajo la sangrienta dictadura de Porfirio Díaz, los capitalistas estadounidenses poseían gran parte de la riqueza de México y mantuvieron al país sometido para enriquecer al imperialismo estadounidense.
Los marxistas y la invasión de México
Cuando estábamos diseñando el volante para anunciar este foro, sugerí el título “La invasión estadounidense de México: Un análisis marxista”. Afortunadamente no lo escogimos, pero en realidad es una cuestión mucho más complicada de lo que parece. Como marxistas en EE.UU., la Spartacist League/U.S. se opone a la expansión depredadora de Estados Unidos. Sin embargo, en un sentido marxista, Estados Unidos no era imperialista en 1846. El imperialismo no sólo significa un país grande apropiándose del territorio de un país pequeño, sino más bien es, como explicó Lenin, la última fase del capitalismo, una época de guerras y revoluciones en la que la economía mundial entra en colisión violenta contra las barreras impuestas por el estado-nación capitalista. En 1846, EE.UU. aún era una economía capitalista en desarrollo y la burguesía estadounidense era aún, objetivamente hablando, una clase progresista: su tarea de destruir la esclavitud aún estaba pendiente.
Hoy, desde luego, Estados Unidos es el país imperialista más poderoso y no hay nada progresista con respecto a la burguesía estadounidense. Mantiene a México y a Latinoamérica subyugados a través de acuerdos comerciales como el Tratado de Libre Comercio de América del Norte (TLCAN) y, si es necesario, mediante fuerzas militares. Como escribimos en la declaración programática de la SL/U.S., “For Socialist Revolution in the Bastion of World Imperialism!” [¡Por la revolución socialista en el bastión del imperialismo mundial!]:
“Un gobierno obrero en EE.UU. también devolvería a México determinadas regiones fronterizas del suroeste, donde el habla hispana es predominante, que fueron arrebatadas a México. Este gesto internacionalista debilitaría eficazmente el nacionalismo antiyanqui que las clases dominantes de América Latina utilizan para atar a los obreros y sería de gran valor en la extensión del apoyo a la revolución proletaria en toda América Latina”.
A pesar de que les molesta la dominación de EE.UU., los capitalistas mexicanos y de otros países de América Latina tienen aún más temor a su propia clase obrera. Utilizan la Intervención Estadounidense, como se le llama, junto con la continua opresión de EE.UU. a México, para difundir la mentira de que los obreros y los capitalistas mexicanos tienen un interés común. La burguesía mexicana también procura oscurecer el hecho de que la estadounidense es una sociedad dividida en clases y que los obreros estadounidenses son los hermanos de clase —y cada vez más los verdaderos hermanos— de los trabajadores mexicanos. Poner fin a la subyugación imperialista de América Latina —y el resto del mundo semicolonial— requiere que la clase obrera en EE.UU. tome el poder como parte de revoluciones socialistas en toda América. Y los obreros estadounidenses también deben luchar por plenos derechos de ciudadanía para todos los inmigrantes y contra el imperialismo estadounidense en América Latina y el resto del mundo. Por esto nos oponemos al TLCAN, la rapiña de “libre comercio” contra México —no por razones proteccionistas, sino porque ha significado miseria para los trabajadores y campesinos mexicanos—. Y la oposición al racismo antiinmigrante en EE.UU. está directamente relacionada con la lucha contra la opresión de los negros, como lo muestra la historia de la invasión estadounidense a México.
En México, los nacionalistas que tratan de desacreditar el socialismo a veces denuncian a Marx y Engels por haber apoyado la invasión estadounidense. Y en todo el Tercer Mundo, a veces también se les llama “racistas”. En 1848, Engels escribió acerca de la guerra:
“En América hemos presenciado la conquista de México, la que nos ha complacido. Constituye un progreso, también, que un país ocupado hasta el presente exclusivamente de sí mismo, desgarrado por perpetuas guerras civiles e impedido de todo desarrollo, un país que en el mejor de los casos estaba a punto de caer en el vasallaje industrial de Inglaterra, que un país semejante sea lanzado por la violencia al movimiento histórico. Es en interés de su propio desarrollo que México estará en el futuro bajo la tutela de los Estados Unidos. Es en interés del desarrollo de toda América que los Estados Unidos, mediante la ocupación de California, obtienen el predominio sobre el Océano Pacífico. ¿Pero quién, volvemos a interrogar, saldrá ganancioso, por de pronto, de la guerra? Sólo la burguesía”.
Algunos años después, en 1854, Marx le escribió a Engels sobre la guerra, llamándola “una digna obertura para la historia bélica de la gran Yanquilandia”. Varios días después, en otra carta, elogió el “sentido de independencia y capacidad individual Yanqui” y criticó a los mexicanos: “Los españoles están completamente degenerados. Pero, con todo, un español degenerado, un mexicano, constituye un ideal”.
Bueno, esto es lo que se usa en contra de Marx y Engels. Y Marx y Engels estaban equivocados —pero no porque se pusieran a favor del imperialismo de EE.UU. o porque fueran racistas—. El periodo de la invasión de México se dio muy temprano en el desarrollo del marxismo, antes de que se publicara el Manifiesto Comunista. El capitalismo industrial aún estaba en proceso de desarrollo y Marx creía que necesitaba desarrollarse plenamente para hacer posible la revolución proletaria. El capitalismo era una fuerza progresista en ese momento, y Marx y Engels creían que uno de sus elementos más progresistas era la creación de una nación con una clase obrera unificada. Como resultado, Marx y Engels se opusieron a la libre determinación de las naciones pequeñas: ellos pensaban que esos pueblos deberían ser asimilados por las naciones más grandes. Ambos escribieron principalmente sobre los pueblos eslavos de Europa Central y Oriental, pero también lo extendieron a México. Bajo este punto de vista, la expansión del capitalismo a escala mundial no sólo beneficiaría a los países capitalistas desarrollados, sino también a los países atrasados. Como escribieron en el Manifiesto Comunista de 1848: “La burguesía, con el rápido perfeccionamiento de todos los medios de producción, con las facilidades increíbles de su red de comunicaciones, lleva la civilización hasta a las naciones más salvajes”.
El entendimiento empírico de Marx y Engels sobre la invasión estadounidense de México estaba equivocado, pero sus premisas teóricas no lo estaban. Ellas se derivaban de una experiencia clave en la historia europea moderna que, de hecho, afectó a la familia de Marx: la ocupación napoleónica de Alemania entre 1806 y 1813. Adonde iba, llevando consigo los logros de la Revolución Francesa, Napoleón abolía las relaciones de propiedad feudales remanentes y establecía la igualdad formal ante la ley para todas las clases sociales. En Alemania, estas reformas liberales, incluyendo la emancipación de los judíos, proporcionaron un mayor impulso a los inicios del capitalismo industrial. Es decir, los logros de la revolución democrática burguesa llegaron al oeste y al sur de Alemania, gran parte de Italia e incluso al norte de los Balcanes, no por medio de una revolución nativa, sino a través de una conquista desde fuera. En muchos casos encontró resistencia reaccionaria bajo el nombre de la independencia nacional; así que para los intelectuales alemanes de la generación de Marx, una línea divisoria importante entre la izquierda y la derecha era la actitud retrospectiva frente a estas llamadas “guerras de liberación”, que en los estados alemanes fueron lideradas por la monarquía prusiana contra la ocupación napoleónica. El principio teórico de Marx y Engels de que el progreso social y económico está por encima de la independencia nacional, cuando ambas entran en conflicto, era correcto. Yo argumentaría que la posición de Marx y Engels sobre la ocupación de Napoleón fue una precursora teórica de nuestra posición de apoyo a la intervención militar de la Unión Soviética, un estado obrero degenerado, en Afganistán (que, en realidad, no es una nación) en 1979.
Marx y Engels no estaban ciegos ni eran indiferentes a los crímenes monumentales cometidos por las potencias occidentales en contra de los pueblos de Asia, África y América. Pero vieron esos crímenes como el alto costo histórico de la modernización de esas regiones atrasadas. Y como ya he mencionado, en el siglo XIX México era un desastre sin mucha esperanza de una revolución proletaria, y el “tutelaje” estadounidense, como lo puso Engels, parecía el único posible camino a seguir. En 1853, en un artículo llamado “Futuros resultados de la dominación británica en la India”, Marx y Engels escribieron:
“Inglaterra tiene que cumplir en la India una doble misión, destructora por un lado y regeneradora por otro. Tiene que destruir la vieja sociedad asiática y sentar las bases materiales de la sociedad occidental en Asia”.
Pero esta proyección no fue corroborada por el curso del desarrollo real. De hecho, a pesar de que los capitalistas introdujeron algunos elementos de tecnología industrial moderna en sus colonias y semicolonias, como el transporte por ejemplo, el efecto general fue detener el desarrollo social y económico de los países atrasados. Para mediados del siglo XIX, las burguesías europeas dejaron de ser una clase históricamente progresista frente a las viejas aristocracias derivadas del feudalismo —siendo el punto crítico la derrota de las revoluciones europeas de 1848—.
Marx y Engels generalizaron las experiencias por las que pasó Europa durante el período de las guerras napoleónicas. En el prefacio a la primera edición alemana de El capital de 1867, Marx escribió: “El país más desarrollado en el plano industrial no hace más que mostrar a los que lo siguen la imagen de su propio porvenir”. Esta afirmación describe acertadamente el desarrollo capitalista en Europa en los primeros años del siglo XIX. Al mismo tiempo, esta observación, que más tarde Trotsky describió como algo “condicional y limitado” (Lecciones de Octubre, 1924), se contradice con el hecho de que el colonialismo europeo fortaleció el atraso social y económico de los países y los pueblos que dominó.
El marxismo es una ciencia. No se basa en sabiduría recibida, sino en la observación y el análisis de la realidad social. Los marxistas no son infalibles, y, de hecho, Marx y Engels aprendieron de sus observaciones y análisis del desarrollo y expansión capitalista. No fue hasta mucho después de 1848 que Marx y Engels desarrollarían una actitud muy diferente hacia el colonialismo, expresada, por ejemplo, en su defensa de la rebelión de los cipayos en la India ocupada por los británicos en 1857-58. Irlanda es probablemente el país al que le prestaron mayor atención debido a sus conocimientos sobre la clase obrera británica. En la década de 1860, Marx y Engels llamaron por la independencia irlandesa de Gran Bretaña, no sólo por justicia hacia Irlanda, sino también como condición previa para la organización de los obreros ingleses. A fines del siglo XIX, Marx y Engels se habían convertido en paladines de la independencia colonial, y reconocieron que la modernización de Asia, África y América Latina podría tener lugar sólo en el contexto de un orden socialista mundial. El capital de Marx (escrito en 1867) contiene un análisis mordaz de lo que él llamó la “acumulación primitiva del capital” mediante la sangre y la muerte de campesinos, trabajadores y otros. Hay un buen artículo en un número reciente de Workers Vanguard que trata sobre el desarrollo de la posición marxista respecto a la cuestión nacional (ver “The National Question in the Marxist Movement, 1848-1914” [La cuestión nacional en el movimiento marxista, 1848-1914], WV No. 931, 27 de febrero de 2009).
Más en general, el imperialismo no se había desarrollado completamente en los tiempos de Marx y Engels. Les quedó a los bolcheviques lidiar plenamente con la importancia de la cuestión nacional en la época del imperialismo. Y los bolcheviques bajo Lenin y Trotsky lucharon contra todas las formas de opresión nacional y por el derecho a la libre determinación de las naciones. Y así como Marx reconoció que la modernización de Asia, África y América Latina podría tener lugar sólo en el contexto de un orden socialista mundial, Trotsky subrayó en su teoría de la revolución permanente que en los países de desarrollo capitalista atrasado la liberación nacional y la modernización social y económica sólo pueden tener lugar bajo la dictadura del proletariado, con la clase obrera luchando por extender su revolución a los países capitalistas avanzados.
En cuanto a la invasión estadounidense de México, Marx y Engels, en un sentido histórico más específico, durante ese periodo no apreciaron el hecho de que ésta fortalecía el poder de la esclavocracia —el mismo poder que se interponía en el camino a un mayor desarrollo burgués—. En la década de 1840, ellos no sabían mucho acerca de EE.UU. Pero para el periodo de la Guerra Civil, Marx y Engels habían estudiado cuidadosamente el país. Los escritos de Marx sobre la Guerra Civil Estadounidense están entre los más perspicaces frente a cualquier observador contemporáneo pues comprendía que la guerra era una guerra de clases entre dos sistemas sociales opuestos.
En 1861, al comienzo de la Guerra Civil, Marx escribió: “En la política exterior de los Estados Unidos, así como en la interior, el interés de los esclavistas servía de norte”. Mencionó en este contexto el intento de EE.UU. por comprar Cuba y a los filibusteros proesclavistas en el norte de México y Centroamérica, concluyendo que la política exterior de EE.UU. tenía como “propósito manifiesto” el “conquistar nuevo territorio para la expansión de la esclavitud y del poder de los esclavistas” (“La Guerra Civil Norteamericana”, 1861). Marx escribió que la esclavitud era la cuestión clave en la Guerra Civil, que él ligó a la guerra con México:
“El movimiento entero se fundaba y se funda, como se ve, en la cuestión de la esclavitud. No en el sentido de si en los actuales estados esclavistas deben ser liberados directamente los esclavos o no, sino en el de si los veinte millones de hombres libres del Norte deben seguir subordinados a una oligarquía de 300,000 dueños de esclavos; de si los enormes territorios de la república deberán convertirse en semilleros de estados libres o de la esclavitud; finalmente, de si la política nacional de la Unión debe enarbolar la bandera de la propagación armada de la esclavitud en México, América Central y del Sur”.
La invasión de México y el arribo de la Guerra Civil
Entonces, para el tiempo de la Guerra Civil Estadounidense, Marx reconoció que la invasión de México estaba integralmente relacionada con el desarrollo de la esclavocracia y que ésta era una de las cuestiones clave para el capitalismo estadounidense.
Quiero hablar un poco acerca de la invasión de México y el arribo de la Guerra Civil. La invasión de México planteó la pregunta: ¿Quién controlará Estados Unidos, la esclavocracia o la burguesía? La respuesta no era evidente. Uno de los mejores historiadores de la época, James McPherson, ha dicho: “En vísperas de la Guerra Civil, la agricultura en base a plantaciones era más rentable, la esclavitud más arraigada, los dueños de esclavos más prósperos, y el ‘poder esclavista’ más dominante en el Sur si no en toda la nación de lo que alguna vez había sido”. Y el Sur era cada vez más beligerante. Aunque muchos norteños querían más compromisos con el Sur, especialmente los comerciantes de Nueva York que se beneficiaban con la venta del algodón del Sur, se hizo más claro al tiempo que la burguesía crecía que el establecimiento de una sociedad capitalista unificada requeriría destruir la esclavitud —es decir, otra revolución burguesa—. La conquista de tanto territorio mexicano condujo directamente a la Guerra Civil. En sus Memorias, Grant escribió:
“La rebelión sureña fue en gran parte resultado de la Guerra Mexicana. Las naciones, como los individuos, son castigadas por sus transgresiones. Hemos conseguido nuestro castigo con la guerra más sangrienta y costosa de los tiempos modernos”.
La pregunta inmediata que planteó la invasión de México fue: ¿Este nuevo territorio arrebatado a México será esclavista o libre? Durante la fiebre del oro en San Francisco, decenas de miles de personas se apresuraron a llegar a California, y en 1850 el territorio solicitó al Congreso ser admitido como un estado libre. Esto dio lugar a otra crisis, y hubo otro “compromiso” en 1850. Al igual que sus predecesores, el compromiso de 1850 sólo retrasó el conflicto inevitable entre el Norte y el Sur. Este compromiso le permitió a California entrar como un estado libre pero mantenía al resto de los territorios mexicanos usurpados en el limbo, con sus respectivos estatus por ser decididos cuando solicitasen convertirse en estados en el futuro.
Éste sería el último gran compromiso. Y de hecho algunas partes de él —como la Ley de Esclavos Fugitivos de 1850, que exigía que los estados del Norte regresaran los esclavos prófugos a sus amos en el Sur— enardecieron aún más las divisiones entre el Norte y el Sur. La década de 1850 estuvo marcada por el Norte dándose cuenta de que su continuo desarrollo como sociedad capitalista significaba deshacerse del poder esclavista, y la esclavocracia dándose cuenta cada vez más de que su dominación en el país estaba amenazada. En otras palabras, la unidad entre el Norte capitalista y el Sur esclavista se iba rompiendo. La política nacional reflejaba esto. Aunque el general Zachary Taylor del Partido Whig fue elegido presidente en 1848, después de la guerra, sería el último whig elegido presidente, pues su partido se dividió entre el Norte y el Sur con respecto a la Ley de Esclavos Fugitivos.
Incluso muchos demócratas del Norte no podían aguantar la dominación del poder esclavista en el país y su partido. Hubo una serie de partidos que se opusieron a la expansión de la esclavitud. En 1856, John C. Frémont fue el primer candidato a presidente por el Partido Republicano. Se postuló con el lema de “Tierra libre, libertad de expresión y Frémont” [Free soil, free speech and Frémont], que estaba en oposición explícita a la esclavocracia. A pesar de que no era en absoluto un partido abolicionista, el Partido Republicano comprendió que a fin de salvaguardar el crecimiento del capitalismo, el poder esclavista tendría que ser controlado y el crecimiento de territorio esclavista detenido. La decisión de 1857 de la Suprema Corte en el caso Dred Scott vs. Sandford, que declaró que el Congreso no podía restringir la esclavitud —y también declaró que las personas negras no tenían derechos en Estados Unidos— hizo la Guerra Civil casi inevitable. En 1860, cuando el primer presidente republicano, Abraham Lincoln, fue elegido con la plataforma de detener la expansión de la esclavitud, el Sur se declaró en secesión de la Unión con el fin de garantizar la esclavitud, lo cual quedó escrito en la constitución de la Confederación. O como Marx dijo: “la Confederación del Sur por lo tanto no libra una guerra de defensa, sino una guerra de conquista con miras a extender y perpetuar la esclavitud” (“La Guerra Civil en los Estados Unidos”, 1861).
Sin entrar en muchos detalles, sólo mencionaré también que la esclavocracia del Sur mantuvo su esquema sobre México. Durante la Guerra Civil, el norte de México se convirtió en un punto geográfico importante de la Confederación para tratar de romper el bloqueo de la Unión y vender algodón a Europa. Según Eugene Genovese, la Confederación tenía planes para marchar “hacia Nuevo México con la intención de seguir a Tucson y luego dirigirse al sur para tomar Sonora, Chihuahua, Durango y Tamaulipas”, y “el gobierno confederado intentó hacer tratos con Santiago Vidaurri, el hombre fuerte de Coahuila y Nuevo León, para afiliar el norte de México a la Confederación”. Casi al mismo tiempo, México mismo estaba en medio de su propia guerra, en la que Benito Juárez luchaba contra la monarquía francesa y los conservadores mexicanos como Vidaurri mientras intentaba modernizar México.
¡Terminar la Guerra Civil!
La Guerra Civil fue la Segunda Revolución Estadounidense, la última de las grandes revoluciones democrático-burguesas. Tomó cuatro años y la muerte de unos 600 mil estadounidenses —casi tantos como los que murieron en todas las demás guerras de EE.UU.— para por fin romper el poder esclavista. Incluidos en esta lucha estuvieron los casi 200 mil soldados negros que pelearon al lado de la Unión. La victoria del Norte en 1865 dio inicio al período más democrático en la historia de EE.UU., la Reconstrucción. La guerra, al garantizar el desarrollo del capitalismo estadounidense, también sentó las bases para el desarrollo de la clase obrera de Estados Unidos —el poder que puede deshacerse del capitalismo—. Hoy en día los obreros negros constituyen un componente muy importante de esta clase obrera.
Los capitalistas del Norte traicionaron la Reconstrucción y la promesa de libertad para los negros, pues persiguieron las ventajas económicas de su victoria sobre la Confederación, en lugar de promover los derechos de los negros. Hacia el final del siglo, la perversa segregación de Jim Crow se impuso. Mientras tanto, la burguesía pasó de la consolidación del poder nacional a la búsqueda del poder imperialista en el extranjero —sin dejar de lado a México y a otros países de América Latina—.
El sangriento imperialismo estadounidense es el enemigo de los obreros y los oprimidos en Estados Unidos y alrededor del mundo. Y éste sigue siendo el caso con el presidente Obama, quien tiene previsto aumentar en un 50 por ciento las tropas de ocupación imperialista en Afganistán. La liberación de los obreros y campesinos en México y América Latina exige hoy revoluciones socialistas en toda América, desde el Yukón hasta Yucatán, desde Alaska a Argentina. Nosotros, en la Spartacist League/U.S., estamos dedicados a forjar un partido obrero clasista revolucionario que sea capaz de llevar a la clase obrera al poder en EE.UU., que es lo que es necesario para aplastar al imperialismo estadounidense. La lucha por la liberación de los negros es esencial para esta tarea. Y es por ello que levantamos la consigna de “¡Terminar la Guerra Civil! ¡Por la liberación de los negros mediante la revolución socialista!”.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/38/guerra.html
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2016.06.02 12:32 ShaunaDorothy Trotskismo vs. castrismo - A 50 años de la Revolución Cubana: ¡Defender a Cuba! ( 2 - 2 ) (Invierno de 2008-2009)

https://archive.is/rhukp
La lucha por la democracia obrera
El SWP y el S.U. fueron abiertos apologistas de la represión del gobierno de Castro contra la clase obrera e izquierdistas cubanos, incluyendo a los trotskistas. El SWP y el S.U. hicieron borrosa la diferencia cualitativa entre un estado obrero sano, en el cual la clase obrera posee el poder político, y uno deformado, en el que el poder político está en manos de una burocracia. Aunque en muy raras ocasiones dirigentes del SWP como Joseph Hansen reconocieron que las “formas de la democracia obrera” estaban ausentes, esto era visto como una pequeña imperfección, y en cualquier caso la “dinámica objetiva” obligaría “inevitablemente” a los castristas a ver la luz. Esto se reflejó en una declaración de Adolfo Gilly, un partidario de los pablistas mexicanos. Mientras afirmaba que “Cuba se ha visto influenciada por los métodos burocráticos y la falta de participación de los trabajadores que existen en otros países socialistas”, Gilly igual excusaba a la burocracia concluyendo que “no hay país alguno hoy donde haya mayor democracia que en Cuba” y que “es la presión desde abajo la que es decisiva en cada paso y la que termina por imponerse, ampliando así la senda misma de la Revolución Cubana” (Monthly Review, octubre de 1964). Bueno, ¡ya han pasado más de 40 años y aún seguimos esperando!
Convenientemente, el SWP y el S.U. trataron de echar toda la culpa del burocratismo estalinista a los cuadros del PSP, presentando particularmente a Castro y Guevara como “trotskistas inconscientes”. Por su parte, Socialist Action (febrero de 2008) afirma que “el Ché fue motivado por su concepto de la revolución permanente cuando dejó Cuba decidido a contribuir con la creación de ‘dos, tres, muchos Vietnams’.” Peter Taaffe, líder del Comité por una Internacional Obrera, afirmó recientemente que “Castro niega deliberadamente —de manera muy errónea, tal como Celia Hart ha indicado— que el Ché Guevara tuviera ‘simpatías trotskistas’.” Castro debe de saber. En su autobiografía (escrita con Ignacio Ramonet), Castro respondió a una pregunta del entrevistador sobre Guevara: “nunca le oí hablar realmente de Trotsky. Él era leninista y, en cierta forma, reconocía hasta algunos méritos de Stalin. En realidad, bueno, la industrialización y algunas de esas cosas” (Fidel Castro, biografía a dos voces, 2006).
Aunque Guevara haya sido un personaje valeroso que murió luchando por sus ideales, su guerrillerismo basado en el campesinado estaba en contraposición al leninismo y a la revolución permanente de Trotsky, que se basa en el internacionalismo proletario. Como explicamos en “La mística de la vía guerrillera” (WV No. 630, 6 de octubre de 1995):
“A pesar del espíritu revolucionario del grito de batalla contra el imperialismo de Guevara, su llamado por una guerra de guerrillas basada en el campesinado fue, desde muchos ángulos, un categórico rechazo del marxismo, del leninismo y de la lucha proletaria por el poder... Su programa político era fundamentalmente elitista en tanto que rechazaba abiertamente la necesidad de que los obreros expresen su voz y su poder a través de sus propios órganos clasistas, como los consejos obreros (soviets). Por el contrario, se suponía que las masas se iban a someter a la dirección de un grupo de intelectuales radicales pequeñoburgueses convertidos en guerrilleros que se autoproclamó y partió al monte.”
Debido a sus números, su ubicación en los centros urbanos de finanzas y manufactura, así como su posición estratégica con las manos puestas sobre los medios de producción, donde la experiencia común de los trabajadores crea la solidaridad y la organización, únicamente el proletariado tiene el poder social y el interés de clase para derrocar al capitalismo. Como una masa de pequeños productores de mercancías, el campesinado es una capa pequeñoburguesa cuyas condiciones de existencia dan origen a perspectivas estrechas. Su estrato inferior, los campesinos sin tierra, está más cercano a la clase obrera, mientras que su estrato superior está más inclinado hacia la burguesía. Su trabajo productivo se basa en la propiedad privada de parcelas de tierra; los campesinos no tienen un modo de producción independiente. El campesinado sigue al proletariado o a la burguesía.
Bajo las circunstancias más favorables que se puedan concebir, el campesinado pequeñoburgués sólo fue capaz de crear un estado obrero burocráticamente deformado. Con la destrucción del estado obrero degenerado de la Unión Soviética y, por consiguiente, sin un salvavidas disponible contra el cerco imperialista, la estrecha ventana histórica en la que las fuerzas pequeñoburguesas fueron capaces de derrocar el dominio capitalista en su territorio se ha cerrado en este periodo.
Guevara era despectivo con respecto a la democracia obrera. En su ensayo “El papel del partido marxista-leninista”, afirmó que los dirigentes guerrilleros en “las montañas” eran “ideológicamente proletarios”, mientras que aquellos en “los llanos” (es decir, en las ciudades) eran pequeñoburgueses. De lo anterior concluyó que “el Ejército Rebelde es el representante genuino de la revolución que triunfa”. La política de Guevara fue una vertiente particularmente idealista y voluntarista del estalinismo. En “El socialismo y el hombre en Cuba” (1965), sostuvo que la productividad de los trabajadores podría ser estimulada mejor a través de “incentivos morales” en lugar de incentivos materiales; desechó el deseo de los trabajadores de un nivel de vida digno, tachándolo de burgués. Rechazando una perspectiva proletaria revolucionaria internacionalista, Guevara aceptó el marco de “construir el socialismo” en una isla pequeña, pobre y asediada. Los trotskistas comprendemos que sólo la expansión de la revolución a los países capitalistas avanzados puede resolver el problema de la escasez material. Guevara explícitamente caracterizó la formación de la Oposición de Izquierda por Trotsky en contra de la usurpación política de la revolución por Stalin como “contrarrevolucionaria”.
El que una burocracia gubernamental sólo estuviera en proceso de formación hizo que Cuba inicialmente se encontrara más abierta a la intervención de trotskistas que en otros estados obreros deformados. Esto se reflejó en el hecho de que a un grupo trotskista se le permitió funcionar por un periodo. Tanto las milicias como los Comités de Defensa de la Revolución (CDR) y los sindicatos tenían una base de masas. Se trataba de una apertura transitoria, pero que tenía que ser puesta a prueba. La RT dio así una formulación transitoria al programa de revolución política para Cuba, al llamar por “poner a los ministros de gobierno bajo la responsabilidad de las organizaciones democráticas de obreros y campesinos y hacerlos sustituibles por esas mismas organizaciones”.
Un parteaguas en el endurecimiento de la burocracia fue la detención de miembros de la organización trotskista cubana, el Partido Obrero Revolucionario (POR), parte de una tendencia internacional dirigida por Juan Posadas. En mayo de 1961, el gobierno de La Habana embargó el periódico del POR, Voz Proletaria, y destruyó las placas de impresión para una edición de La revolución permanente de Trotsky. En noviembre de 1963, cinco miembros dirigentes del POR fueron detenidos. Se les acusó de distribuir un periódico ilegal, de llamar por el derrocamiento del gobierno y de ser críticos contra Fidel Castro. Fueron sentenciados a condenas de hasta nueve años de prisión; al final, pasaron un año y medio o menos en la cárcel. Guevara fue confrontado con respecto a las detenciones por un partidario espartaquista durante un viaje a Cuba en 1964. Nuestro camarada señaló que las críticas de quienes defienden incondicionalmente la Revolución deben ser manejadas políticamente, en lugar de suprimir puntos de vista. Guevara respondió:
“Estoy de acuerdo con su declaración, pero los trotskistas cubanos no están dentro de la Revolución, son sólo ‘divisionistas’... No voy a decir que son agentes de la CIA —no lo sabemos—. No tienen historial de apoyo a la revolución.”
—“¡Libertad para los trotskistas cubanos!”, Spartacist (Edición en inglés) No. 3, enero-febrero de 1965
Se trataba de una calumnia deliberada. Los miembros del POR arrestados participaron en todas las actividades de la Revolución antes de 1959, cuando los estalinistas aún estaban a la espera de ver quién ganaría. Andrés Alfonso luchó desde la clandestinidad contra Batista, mientras que Ricardo Ferrera había luchado del lado del Ejército Rebelde desde los 16 años. El POR incluía miembros de los sindicatos, los CDRs y de las milicias que se movilizaron para defender a Cuba durante la crisis de los misiles en octubre de 1962. Guevara, el “trotskista inconsciente”, era en realidad un perseguidor consciente de trotskistas; atacó a los camaradas del POR en varias ocasiones en 1961 como parte de su impulso de lograr un solo partido unificado (estalinista) en Cuba.
A pesar de las diferencias políticas, la tendencia espartaquista fue la primera —fuera de los mismos posadistas— en defender a los trotskistas cubanos y llevar su caso a la atención mundial. Como buenos lamebotas de los castristas, los dirigentes del SWP no mencionaron una palabra acerca de los arrestos hasta después de que los miembros del POR fueron liberados, tras haber firmado una declaración capitulatoria en que aseguraban que disolverían su organización. El trato despreciable hacia los trotskistas cubanos de parte del SWP y otros hizo recordar el silencio de los pablistas con respecto al encarcelamiento de los trotskistas chinos por Mao años antes.
¡Por el internacionalismo proletario!
Uno de los principios básicos de la revolución permanente —y una línea divisoria profunda entre el trotskismo y el estalinismo— es la necesidad de extender la revolución en un país semicolonial hacia el mundo capitalista avanzado. Esto se deriva de la comprensión de la necesidad de una economía planificada al nivel internacional, incluyendo necesariamente a las sociedades más avanzadas económicamente. Los estados obreros se ven amenazados no sólo por la intervención militar imperialista, sino incluso de manera más crucial por la penetración económica imperialista y el nivel de productividad cualitativamente más alto en los países capitalistas avanzados.
Lenin afirmó: “En tanto que el capitalismo y el socialismo existan uno al lado del otro, no habrá paz alguna para nosotros. El uno o el otro triunfará en el largo plazo. Habrá una marcha fúnebre, ya sea para la República Soviética o para el capitalismo mundial” (citado en Historia de la Revolución Rusa de Trotsky). La catastrófica caída de la Unión Soviética, socavada por décadas de traición y mala administración estalinista, confirmó lo estéril de intentar construir el “socialismo en un solo país”. ¡Cuánto más se aplica todo esto a la pequeña Cuba!
Las nacionalistas burocracias estalinistas buscan sus propios acuerdos con los imperialistas, incluso al precio de otros estados obreros (como se reflejó con la escisión sino-soviética en los años 60). A cambio de la ayuda económica y militar soviética, Castro generalmente apoyó la política del Kremlin al nivel internacional. Pero el dirigente soviético Nikita Jruschov dejó perfectamente clara su voluntad de llegar a un trato por separado con el imperialismo de EE.UU. a costa de Cuba durante la crisis de los misiles en 1962, cuando, en respuesta a las amenazas de EE.UU., se retiraron los misiles soviéticos de Cuba. Una declaración de la RT en el momento denunciaba “el papel contrarrevolucionario” de los “burócratas del Kremlin” en la crisis de los misiles en Cuba y afirmó: “La falsa política de la dirigencia castrista, su bloque político con los estalinistas, ha socavado enormemente esta defensa” (“Declaración sobre la crisis cubana”, 30 de noviembre de 1962, reimpreso en Marxist Bulletin No. 3, I parte).
Contrario al mito propagado por muchos izquierdistas, la línea cubana no era más “internacionalista” cuando Guevara estaba vivo. Así, la delegación cubana a la conferencia de Punta del Este (Uruguay) en 1961, encabezada por el Ché Guevara, ofreció distensión a los imperialistas estadounidenses. Tal como menciona John Gerassi en The Great Fear in Latin America [El gran temor en América Latina] (1965), Guevara dijo: “No podemos prometer que no exportaremos nuestro ejemplo, como nos lo pide Estados Unidos, porque un ejemplo es cuestión de espíritu y un elemento espiritual puede cruzar las fronteras. Pero garantizaremos que no habrá envío de armas cubanas para ser usadas en la lucha de ningún país latinoamericano.”
El patrocinio del gobierno cubano a la guerra de guerrillas en algunas zonas de América Latina, principalmente en los años 1964-67, fue de hecho bastante selectivo. Los castristas apoyaron distintos regímenes “democráticos” nacionalistas burgueses en América Latina que imaginaron serían un contrapeso a los imperialistas. La política exterior de Cuba sigue la lógica del “socialismo en un solo país” de Stalin, es decir, se opone a la revolución internacional con la esperanza de apaciguar la hostilidad imperialista, al tiempo que impulsa regímenes capitalistas dispuestos a ser “amigos” del estado no-capitalista propio de los estalinistas. En particular, Castro apoyó los regímenes nacionalistas de Jânio Quadros y João Goulart en Brasil a comienzos de los años 60. En 1969, Castro saludó a la junta militar peruana como “un grupo de oficiales progresistas que desempeñan un papel revolucionario”.
Sin embargo, la mayor traición vino con el apoyo político de Fidel a la Unidad Popular de Salvador Allende en Chile. Repudiando la necesidad de una revolución en favor de la “vía parlamentaria al socialismo”, Castro dijo en 1971 que “nunca hubo contradicción alguna entre los conceptos de la Revolución Cubana y el camino seguido por el movimiento de izquierda y los partidos obreros en Chile”. La coalición de Allende con partidos capitalistas chilenos, el frente popular, desarmó políticamente a la clase trabajadora, a la cual se le pidió que depositara su confianza en el ejército “constitucionalista” y la burguesía “democrática”. El resultado de esta traición fue el sangriento golpe militar de Pinochet del 11 de septiembre de 1973 y la masacre de más de 30 mil sindicalistas, izquierdistas y otros.
Cuando las masas nicaragüenses aplastaron la dictadura de Somoza en 1979, el estado capitalista fue hecho añicos, y se abrió la posibilidad de una revolución social. Nosotros dijimos: “¡Defender, completar y extender la revolución nicaragüense!” Sin embargo, Castro aconsejó al gobierno sandinista en ese momento: “Eviten los errores iniciales que al principio cometimos en Cuba, el rechazo político del Occidente, los ataques frontales prematuros a la burguesía, el aislamiento económico.” Bajo una “economía mixta” y la presión de los “contras” apoyados por la CIA, la burguesía nicaragüense fue capaz de revalidar su control una década más tarde, derrotando a la revolución.
Hoy es el caudillo capitalista Hugo Chávez, en Venezuela, a quien Castro promueve como el nuevo revolucionario del siglo XXI. Para los que viven en la isla esto puede parecer atractivo. Se calcula que desde 2003, Chávez ha invertido cuatro mil millones de dólares en diversas áreas de la agricultura, la industria, los servicios y la infraestructura en Cuba. En 2006, el 35.4 por ciento del total del comercio de productos de Cuba se hizo con Venezuela. Al nivel nacional, conforme los precios del petróleo ascendían, Chávez desvió parte de las enormes ganancias para financiar una serie de medidas sociales.
Como marxistas, llamamos por la defensa militar del régimen de Chávez en el caso de un golpe patrocinado por EE.UU., como lo hicimos en 2002. Sin embargo, no damos apoyo político a Chávez. La izquierda reformista perpetúa la ilusión de que Venezuela es “socialista” o está en camino al socialismo. Sin embargo, hay una diferencia cualitativa entre Cuba y Venezuela. En Cuba se aplastó al estado burgués y se expropió a la burguesía como clase. Chávez llegó al poder a través de un proceso electoral burgués y gobierna a la cabeza de un estado capitalista. La burguesía venezolana está vivita y coleando, y los imperialistas siguen llevando a cabo un esplendoroso negocio con Venezuela. A pesar de que Chávez ha aumentado la presencia estatal en industrias como la del petróleo, la electricidad, la producción de acero y de cemento, estas nacionalizaciones, que se han dado poco a poco, no presentan un desafío a la propiedad privada capitalista. Típicamente, medidas como éstas han sido llevadas a cabo por otros populistas latinoamericanos como Lázaro Cárdenas en México en los años 30 y Juan Perón en Argentina en los 40 y 50, así como Gamal Abdel Nasser en Egipto también en los años 50. Un antiguo coronel del ejército, Chávez es un gobernante bonapartista que emplea medidas populistas no para efectuar sino más bien para desviar una revolución social —al vincular más firmemente a las masas desposeídas con el estado capitalista venezolano—.
Los izquierdistas pro-Castro suelen citar las intervenciones de Cuba en África como prueba de su internacionalismo. Tras el desvanecimiento del colonialismo portugués en África en 1974-75, Angola fue presa de una guerra de aniquilación mutua entre fuerzas nacionalistas rivales en la que los marxistas no tomamos lado. Pero cuando el ejército sudafricano del apartheid, apoyado por EE.UU., invadió Angola, Cuba envió tropas, apoyadas por los soviéticos, que lucharon al lado de los nacionalistas angoleños del MPLA y lograron aplastar a las fuerzas sudafricanas y a sus aliados en Angola. A pesar de que políticamente no apoyábamos al MPLA, militarmente nos pusimos de su lado, del de las fuerzas cubanas y de sus asesores soviéticos en lo que era una guerra indirecta contra los imperialistas estadounidenses.
Las batallas heroicas libradas por las tropas cubanas hicieron añicos el mito de la invencibilidad del ejército del apartheid, ayudando así a inspirar las revueltas de Soweto en 1976 y otras luchas de las masas negras oprimidas en Sudáfrica. Sin embargo, es importante señalar que el objetivo de los estalinistas cubanos y soviéticos nunca fue derrocar el capitalismo en África. Así como patrocinaron al régimen burgués corrupto del MPLA en Angola, Cuba y la URSS también apoyaron la brutal dictadura de Mengistu en Etiopía a principios de los años 70. En Sudáfrica, que cuenta con el mayor proletariado en el África subsahariana, los estalinistas han apoyado desde 1928 una alianza con el burgués Congreso Nacional Africano (CNA). Hoy en día, el régimen del apartheid ya no existe, pero las masas negras siguen siendo los de abajo con un régimen de neoapartheid administrado por el CNA, el Partido Comunista de Sudáfrica y los líderes de la federación sindical COSATU.
A pesar de que Cuba ha estado bajo el acecho militar del imperialismo estadounidense durante casi medio siglo, la autobiografía de Castro deja claro su apetito por una “tregua” a través de un ala “progresista” del imperialismo estadounidense —es decir, el Partido Demócrata—. Hay abundantes referencias favorables a los presidentes del Partido Demócrata. “Franklin Delano Roosevelt...es, a mi juicio, uno de los mejores estadistas que ha tenido” EE.UU. “Yo siempre tuve buena opinión de [Jimmy] Carter como un hombre de ética. Su política fue constructiva con relación a Cuba.” El entrevistador preguntó si Clinton (quien intensificó el embargo a Cuba en dos ocasiones) fue “más constructivo”; Castro respondió: “Sí, él no era particularmente agresivo. Pero Clinton heredó toda aquella comunidad, heredó todas las campañas que se han hecho contra Cuba y era muy poco lo que podía hacer para ayudar.” Incluso Kennedy —con todo y Bahía de Cochinos— es excusado: “creo que Kennedy fue un hombre de gran entusiasmo, muy inteligente, con carisma personal, que trataba de hacer cosas positivas...dio luz verde a la invasión de Playa Girón en 1961, pero esa operación no fue preparada por él, sino por el gobierno anterior de Eisenhower y Nixon.” Castro está siguiendo los pasos de los estalinistas del Kremlin y del Partido Comunista de EE.UU., quienes desde los tiempos de Roosevelt generalmente han apoyado al capitalista Partido Demócrata.
El mundo postsoviético
Siempre sensibles a la opinión pública pequeñoburguesa, los pablistas fueron abandonando su anterior entusiasmo por la guerra de guerrillas campesina con los primeros indicios de la Segunda Guerra Fría a fines de los años 70. Votaron por la instauración de los gobiernos de frente popular más vehementemente anticomunistas, como el del “socialista” francés Mitterrand en 1981. Haciendo eco de la campaña imperialista por “democracia” y “derechos humanos”, apoyaron a todos y cada uno de los oponentes del gobierno soviético. Esto incluyó el apoyo en los años 80 a la polaca Solidarność, punta de lanza de la contrarrevolución capitalista en Europa Oriental. En EE.UU., Socialist Action incluso adoptó el logotipo de Solidarność como rótulo en su periódico. El fallecido Ernest Mandel, dirigente del S.U., aclamó a estos reaccionarios clericales, que fueron respaldados por la CIA y el Vaticano, como “los mejores socialistas del mundo”.
En retrospectiva, el S.U. incluso elogió como “luchadores por la libertad” a los nazis estonios “Hermanos del Bosque” durante la Segunda Guerra Mundial. Grupos del S.U., así como la tendencia Militante de [Ted Grant,] Peter Taaffe y Alan Woods, aullaron junto a los lobos imperialistas en apoyo al golpe contrarrevolucionario de Boris Yeltsin en Moscú en 1991. Hoy, la izquierda reformista aclama al Dalai Lama, apoyado por la CIA, y al movimiento “Tíbet libre” en contra del estado obrero deformado chino.
Nosotros, en la Liga Comunista Internacional, luchamos hasta el final contra la contrarrevolución en lo que fue la Unión Soviética y Europa Central y Oriental, tal como Trotsky exigió a sus partidarios. En contraste con la negativa de los falsos trotskistas a defender a la URSS contra los muyajedines armados por la CIA tras la intervención soviética iniciada en diciembre de 1979, nosotros dijimos: “¡Viva el Ejército Rojo en Afganistán! ¡Extender las conquistas sociales de la Revolución de Octubre a los pueblos afganos!” En una declaración de 1991, llamamos a los obreros soviéticos a “derrotar la contrarrevolución de Yeltsin y Bush”, y exhortamos al proletariado a formar soviets bajo el programa del internacionalismo bolchevique. En Alemania Oriental (RDA) en 1989-90, mientras el régimen estalinista en desintegración del SED-PDS clamaba que la restauración capitalista debía ser realizada de una manera humana, nosotros, de manera única, nos opusimos a la reunificación capitalista. Llamamos por una Alemania roja soviética, a través de una revolución política en la RDA y una revolución socialista en Alemania Occidental. Iniciamos una movilización masiva, que luego fue apoyada por el SED-PDS, en el parque Treptow en Berlín, el 3 de enero de 1990, contra la profanación fascista de un memorial de guerra soviético y en defensa de la URSS y de la RDA. Era la primera vez que los trotskistas intervenían en una plataforma pública en un estado obrero desde la Oposición de Izquierda rusa de Trotsky a fines de los años 20.
La destrucción de la URSS tuvo consecuencias desastrosas para Cuba. La economía cubana estaba fuertemente subsidiada por la URSS, lo que llegó a representar hasta el 36 por ciento del ingreso nacional cubano en los años 80. La economía cubana sufrió una contracción dramática, con una disminución precipitada del 40 por ciento en la producción económica per cápita para 1993. Esto significó apagones, escasez de productos básicos y un periodo de estricto racionamiento de alimentos para la población cubana durante un lapso conocido como el “periodo especial en tiempo de paz”. En respuesta, el gobierno instituyó una serie de “reformas de mercado”, que incluía legalizar la posesión y el intercambio del dólar estadounidense. Esta “dolarización” condujo a una intensa y creciente diferencia en los ingresos de la población, lo que tuvo un impacto más fuerte en las mujeres y los negros cubanos. En los últimos años, el gobierno ha intentado reducir la dependencia en la inversión imperialista mediante la firma de nuevos acuerdos comerciales con la Venezuela de Chávez y con China. Pero la situación económica sigue siendo muy grave para la mayoría de los cubanos, quienes se ven obligados a recurrir al mercado negro incluso para adquirir muchos artículos de primera necesidad.
Tratando de aliviar el embargo estadounidense para facilitar la penetración económica a la isla, el ex presidente Carter viajó a Cuba en 2002. Durante su viaje, Carter empujó la campaña por el Proyecto Varela —lanzado por disidentes proimperialistas— que incluía demandas por el derecho a la empresa privada, amnistía para los presos políticos y “elecciones libres”.
El llamado a “elecciones libres” es un llamado a apoyar la “democracia burguesa” en contra del estado obrero cubano, es decir, por la contrarrevolución. Nosotros estamos a favor de la democracia obrera. Como nuestro partidario dejó claro a Guevara en 1964, estamos por el derecho de todas las tendencias que defiendan los logros de la Revolución Cubana a organizarse políticamente. La clase obrera debe ejercer su gobierno a través de los soviets. Condenamos a aquellos como Olivier Besancenot, portavoz prominente de la Ligue communiste révolutionnaire [Liga Comunista Revolucionaria] de Francia, sección líder del S.U., quien a principios de este año proclamó su apoyo a “elecciones libres” en Cuba.
Para mérito propio, el gobierno cubano apoya la causa de Mumia Abu-Jamal, el principal prisionero político en la antesala de la muerte en EE.UU. Sin embargo, el gobierno cubano aplica la pena de muerte, aunque recientemente Raúl Castro conmutó las penas de muerte de casi todos los reclusos condenados en Cuba. Nosotros nos oponemos a la pena capital como una cuestión de principios en Cuba y China, así como en los países capitalistas. Cuando tres secuestradores de una embarcación fueron ejecutados en 2003, los sicofantes pro-Castro de Socialist Action trataron de justificar este hecho señalando las ejecuciones llevadas a cabo por los bolcheviques durante la Guerra Civil [mientras que el Grupo Internacionalista —pablistas de la segunda generación— trató de justificarlo presentando el secuestro del bote como “una acción de guerra contrarrevolucionaria” (El Internacionalista en Internet, mayo de 2003)]. Nosotros respondimos [ver Espartaco No. 21, otoño-invierno de 2003]:
“Los marxistas —incluyendo a los bolcheviques— estamos opuestos a la bárbara institución de la pena capital. Los bolcheviques llevaron a cabo terror revolucionario en defensa del nuevo estado obrero, entendiendo que la guerra contra la contrarrevolución era un episodio temporal que necesitaría medidas temporales y drásticas. Pero el código penal fue una característica más permanente del estado obrero. Cuando la pena de muerte, en vez de ser un acto de guerra, fue hecha parte del código penal del país en 1922, se pretendía que ésta fuera una medida temporal... Y como tantas otras medidas empleadas temporalmente por el joven estado obrero, con la contrarrevolución política estalinista éstas fueron hechas permanentes y retorcidas hasta quedar convertidas en los opuestos más grotescos de lo que buscaban los bolcheviques.”
La ejecución de los secuestradores no fue un asunto de justicia sumaria por parte de un gobierno obrero en una situación de guerra civil. Sabemos muy bien que el régimen de Castro arremete con represión en contra de sus opositores prosocialistas, incluyendo militantes como los trotskistas en los años 60. Y fue en el nombre de “defender la revolución” que Castro ordenó la ejecución del general Ochoa en 1989, un héroe de la guerra de Angola, después de un juicio al estilo estalinista que hizo recordar las purgas de Moscú a fines de la década de 1930.
Apoyamos las medidas adoptadas en defensa de la Revolución Cubana, incluyendo el encarcelamiento de los “disidentes” que colaboran activamente con el imperialismo estadounidense. Pero no damos crédito a la capacidad de la burocracia para barrer con los contrarrevolucionarios. La invitación de Castro a Carter sólo sirvió para envalentonar a los reaccionarios, así como la continua búsqueda de una “tregua” con el imperialismo socava al estado obrero cubano. Los fundamentos de lo que escribimos en 1965 en nuestro artículo “¡Libertad para los trotskistas cubanos!” sigue siendo cierto hoy:
“La Revolución Cubana debe sustituir su actual ideología nacionalista de ‘coexistencia pacífica’...con una política exterior revolucionaria, una orientación a la revolución latinoamericana para construir concretamente y otorgar dirección al movimiento revolucionario en América Latina como parte de un movimiento mundial. Internamente, el establecimiento de una genuina democracia obrera, la construcción de soviets —consejos de obreros— órganos representativos electos de poder obrero, y la restauración de la rica vida interna es vital para cualquier movimiento revolucionario para derrotar a la burocracia.”
Los revolucionarios en EE.UU., el bastión del imperialismo mundial, tienen un deber especial de defender a Cuba contra la restauración capitalista y el imperialismo estadounidense. Luchamos por forjar un partido obrero revolucionario, sección de una IV Internacional reforjada, que lleve a la clase obrera multirracial de EE.UU. el entendimiento de que la defensa de la Revolución Cubana es parte integral de su lucha contra los explotadores capitalistas estadounidenses y de la lucha por la revolución socialista. ¡Defender la Revolución Cubana! ¡Por la revolución política proletaria para abrir el camino hacia el socialismo! ¡Por nuevas revoluciones de Octubre!
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/30/cuba.html
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2016.06.01 12:07 ShaunaDorothy Trotsky Cuarta Parte (2-2) (Primavera de 2008)

https://archive.is/IZJir
Revolución permanente vs. nacionalismo populista
La destrucción contrarrevolucionaria de la Unión Soviética y los estados obreros de Europa Oriental y Central tuvo efectos desastrosos para la población de esas sociedades y fue una derrota histórico-mundial para los obreros y los oprimidos internacionalmente, con el balance de fuerzas dramáticamente alterado a favor del imperialismo. Los trabajadores de los antiguos estados obreros han sido sumidos en la pobreza masiva, las carnicerías étnicas y otros horrores. En los centros imperialistas, los gobernantes capitalistas han tasajeado las conquistas arduamente obtenidas por los obreros, y se han dado vastos ataques a los inmigrantes y las minorías. Con una fuerza militar que supera por mucho la de cualquier otro país, el imperialismo estadounidense en particular ha pasado por encima de los pueblos del Medio Oriente y otros lugares, mientras las medidas de austeridad impuestas por el imperialismo han empujado a las masas del Tercer Mundo a una miseria aún mayor.
El profundo retroceso en la conciencia que resultó de la destrucción de la URSS ha llevado incluso a los obreros combativos y a la juventud radicalizada a descartar el programa marxista de la revolución proletaria como, en el mejor de los casos, un sueño de opio. En su lugar, muchos izquierdistas ven la resurrección del nacionalismo populista burgués en América Latina, ejemplificado por Hugo Chávez en Venezuela, como el camino al “socialismo del siglo XXI”, para usar la expresión de Chávez. Entre los que promueven estas ilusiones está la escritora cubana Celia Hart, partidaria del régimen de Castro y autoproclamada trotskista, que en una entrevista reciente con la publicación seudotrotskista argentina El Militante (6 de julio de 2007) canta las alabanzas del “proceso revolucionario venezolano, que cada vez se va radicalizando más a la izquierda”.
Hart afirma que “muchos de los revolucionarios que en Cuba dejaron de hablar de socialismo…ahora ven que en Venezuela se habla de Socialismo con gran naturalidad, y ahora ellos también quieren hablar de socialismo, más allá de los epítetos extraños que algunos le quieren poner al socialismo: del Siglo XXI, aquél que es posible hacer sin expropiar a los capitalistas locales, etc.” Hablando del llamado de Chávez por el “socialismo”, Hart añade: “Es pues ver cómo las tesis de la Revolución Permanente de aquel ruso en 1905 se manifiesta [sic] un siglo después.”
De igual manera, en México, el izquierdista Guillermo Almeyra, en un artículo titulado “Trotsky en el siglo XXI” de La Jornada (19 de agosto de 2007), un periódico que apoya al nacionalista burgués Partido de la Revolución Democrática (PRD), afirma: “La actitud de países pobres como Venezuela o Cuba en su ayuda solidaria se inscribe, conscientemente o no, en esta línea del pensamiento de Trotsky, que Lenin compartía.” En su “defensa” de la revolución permanente, Almeyra, un antiguo pablista que ahora apoya “críticamente” al PRD, convierte la lucha de Trotsky por la continuidad con el bolchevismo de Lenin en el cuento de la “democracia” versus el “partido monolítico” y concluye advirtiendo contra los seguidores “dogmáticos” y “talmúdicos” del trotskismo de hoy.
Sabiéndolo o no, Hart y Almeyra hacen eco a la línea del SWP de que Castro era un trotskista inconsciente. Decir esto de Hugo Chávez es verdaderamente pasmoso. Desde su elección como presidente en 1998, Chávez ha dirigido parte de las inmensas ganancias que la burguesía venezolana ha obtenido aprovechando los disparados precios del petróleo para proporcionar más servicios sociales a las masas pobres. Mientras tanto, el gobierno ha subido los impuestos a las compañías petroleras extranjeras, que continúan embolsando sus ganancias. Las medidas sociales desarrolladas durante el régimen de Chávez, y el hecho de que ostente ser zambo (de herencia africana e indígena), le ha ganado el desprecio de la blanquísima oligarquía. También ha incurrido en la furia de Washington por su amistad con la Cuba de Castro y sus puntuales denuncias de los prepotentes imperialistas estadounidenses. En caso de un intento de golpe respaldado por Estados Unidos, como el de 2002, llamamos por la defensa militar del régimen de Chávez.
Pero Chávez no es ningún socialista. Ha procedido a apretar la camisa de fuerza del control estatal capitalista sobre el movimiento obrero venezolano y, como lo admite incluso Hart, no se dispone a llevar a cabo la expropación de la burguesía venezolana. Como señalamos en “Venezuela: Nacionalismo populista vs. revolución proletaria” (Espartaco No. 25, primavera de 2006):
“Cuando el ejército rebelde de Castro entró a La Habana el 1º de enero de 1959, el ejército burgués y todo el resto del aparato estatal capitalista que había sostenido a la dictadura de Batista, apoyada por EE.UU., colapsaron. Para cuando Castro declaró a Cuba “socialista” en 1961, la burguesía cubana y los imperialistas estadounidenses con sus secuaces de la CIA y de la mafia habían huido, y la totalidad de la propiedad capitalista, incluyendo hasta al último vendedor de helados, había sido expropiada. Lo que se creó en Cuba fue un estado obrero burocráticamente deformado. Por el contrario, Chávez llegó al poder y gobierna como jefe del estado capitalista, la burguesía venezolana está vivita y coleando, y los imperialistas siguen llevando a cabo lucrativos negocios con Venezuela, pese a las amenazas y provocaciones de la Casa Blanca.”
Hart y Almeyra han puesto de cabeza la revolución permanente para justificar su apoyo a populistas burgueses que son, tanto como los políticos neoliberales, oponentes de clase de la victoria de los obreros y los pobres urbanos y rurales. La esencia programática de la revolución permanente es la lucha por la independencia de clase del proletariado frente a todas las alas de la burguesía semicolonial, sin importar cuán “progresistas” o “antiimperialistas” sean sus declaraciones. Esa lucha sólo puede realizarse mediante el forjamiento de partidos obreros revolucionarios e internacionalistas en oposición a todas las variantes de nacionalismo burgués. La LCI lucha por reforjar la IV Internacional, partido mundial de la revolución socialista.
La modernización de la España capitalista
Pese al sustancial desarrollo industrial de las décadas recientes, Brasil, Corea del Sur y las llamadas economías “tigres” del sudeste asiático no han podido escapar de la subyugación imperialista. Sin embargo, ha habido un puñado de países en la periferia de Europa que se las han arreglado —con un gran costo humano y en el contexto de guerras, contrarrevoluciones y otros grandes sucesos mundiales— para desarrollarse de sociedades agrarias atrasadas a estados capitalistas modernos como parte del consorcio imperialista europeo. Por ejemplo, en el periodo previo a la Primera Guerra Mundial, Finlandia era un reducto de atraso económico, con un numeroso campesinado oprimido, que había sido parte del imperio zarista ruso. Pero el intento de consumar una revolución proletaria tras la victoria bolchevique en Rusia fue ahogado en sangre por la dictadura militar de Mannerheim, apoyada por el imperialismo, y la Finlandia capitalista fue integrada subsecuentemente a la Europa imperialista.
Antes de la Segunda Guerra Mundial, España era un perfecto ejemplo de desarrollo desigual y combinado, donde las tareas de la revolución permanente eran manifiestas. Un vasto campesinado era explotado brutalmente por una clase terrateniente derivada de la vieja nobleza feudal, que se traslapaba fuertemente con la burguesía urbana. La poderosa Iglesia Católica, que ejercía el monopolio de la educación de los niños, era el mayor terrateniente del país y también tenía fuertes inversiones en la industria y las finanzas. Además, entonces como ahora, el estado español contenía dentro de sus fronteras naciones oprimidas como los vascos y los catalanes. En medio del atraso social, también existía una clase obrera joven y combativa compuesta en buena parte por jóvenes campesinos que conservaban estrechos lazos con sus familias en el campo.
La Guerra Civil Española de 1936-39 planteó a quemarropa la posibilidad de la revolución proletaria. Pero esta oportunidad fue traicionada por los estalinistas, los socialistas y los anarquistas que fueron el principal apoyo del gobierno republicano burgués, un frente popular que también fue traidoramente apoyado por el centrista POUM (Partido Obrero de Unificación Marxista). Mediante el desarme y la supresión del proletariado revolucionario, realizados principalmente por los estalinistas, el frente popular allanó el camino para la victoria de las fuerzas derechistas del generalísimo Francisco Franco, quien a partir de entonces gobernó España con puño de hierro durante casi cuatro décadas.
Los sucesos que vivió España entre la década de 1930 y la de 1980, tanto al nivel económico como político, estuvieron determinados y se consolidaron en buena medida por la cambiante situación internacional. Tras el fin de la Segunda Guerra Mundial, EE.UU. forjó una alianza política y militar (OTAN) con los gobiernos capitalistas de Europa Occidental como parte de la Guerra Fría imperialista contra la Unión Soviética. Al aliarse con el imperialismo estadounidense, el régimen de Franco sacó a España de su aislamiento internacional anterior. (El país ni siquiera había sido admitido en la Organización de las Naciones Unidas cuando ésta se fundó.) En 1953, Washington desechó un embargo económico a España autorizado por la ONU a cambio de que se le permitiera poner bases estadounidenses en el país. España se volvió un beneficiario de los préstamos del gobierno de EE.UU. y, de manera más importante, comenzó a aumentar sus vínculos económicos con el resto de Europa Occidental.
A partir de la década de 1960, España experimentó una tasa acelerada de crecimiento económico que con el tiempo llevaría a una sociedad predominantemente urbana y culturalmente cosmopolita con un producto interno bruto per capita anual (25 mil 300 dólares) no muy por debajo del de Italia (Economist, Pocket World in Figures, 2007). En The Economic Transformation of Spain and Portugal (1978), el economista estadounidense Eric N. Baklanoff resumió los factores que permitieron lo que fue llamado el “milagro económico” español: “Fue, pues, la economía internacional, y muy especialmente la Comunidad Económica Europea y Estados Unidos, lo que le brindó a España mercados emergentes para sus productos, le envió millones de turistas con capacidad de gasto, invirtió en sus fábricas y bienes raíces, y empleó una buena porción de su mano de obra ‘excedente’.” La inversión extranjera privada subió de 40 millones de dólares en 1960 a 800 millones en 1973. Atraídos por la mano de obra relativamente barata de España, los capitalistas estadounidenses, alemanes y británicos concentraron sus inversiones en la manufactura, especialmente las industrias automotriz y química.
El boom económico de la década de 1960 y principios de la de 1970 llevó a la liquidación efectiva de la pequeña propiedad campesina. La mano de obra agrícola declinó de 5.3 millones en 1950 a 2.9 millones en 1975, y luego a 2.4 millones en 1980. Las pequeñas parcelas familiares, que dependían del trabajo manual y los animales de carga, se fueron remplazando cada vez más por granjas más grandes y mecanizadas. La porción de la mano de obra que participaba en la agricultura declinó del 48 por ciento en 1950 al 13 por ciento en 1990 (Carlos Prieto del Campo, “¿Primavera en España?” New Left Review, marzo-abril de 2005). Actualmente, la mano de obra agrícola de España consiste centralmente en inmigrantes de África del Norte y otras regiones.
Tras la muerte de Franco en 1975, España experimentó una ola masiva de huelgas obreras que planteaban demandas tanto económicas como políticas. En ese momento, la clase dominante española y sus socios mayores en Washington y en las capitales de la Europa de la OTAN reconocieron que la única forma de restaurar el orden político y social era llegar a un acuerdo con los partidos obreros reformistas del país, que habían sido ilegalizados por el régimen de Franco. A finales de 1977, a cambio de la legalización de sus partidos y la promesa de “democratización”, los líderes comunistas y socialistas desmovilizaron al movimiento obrero, terminando así con el mayor desafío al dominio burgués en España desde el final de la Guerra Civil. Bajo la tutoría de la socialdemocracia germana occidental, el Partido Socialista Obrero Español se ha convertido en un bastión de un régimen parlamentario burgués estable. Claramente, la perspectiva de la revolución permanente respecto a las tareas históricas asociadas con la revolución democrático-burguesa ya no aplica a España.
Irlanda es otro país europeo que ha estado históricamente marcado por el atraso socio-económico, incluyendo una economía predominantemente agraria y el papel dominante que desempeña la Iglesia Católica en la sociedad. Además, una porción significativa de la nación católica irlandesa constituye una minoría oprimida en el miniestado de Irlanda del Norte dominado por los protestantes del Úlster, que forma parte del estado imperialista británico.
Para lidiar con el intenso conflicto nacional entre estos dos pueblos geográficamente interpenetrados, escribimos en “Tesis sobre Irlanda” (Spartacist [edición en inglés] No. 24, otoño de 1977): “Irlanda, como otras situaciones de pueblos interpenetrados como en el Medio Oriente y Chipre, es una confirmación tajante de la teoría de Trotsky de la revolución permanente.” Las tesis dejan claro que en los casos de pueblos interpenetrados no puede haber una solución democrática y equitativa de la cuestión nacional dentro del marco del capitalismo: “En tales circunstancias, el ejercicio de autodeterminación de uno u otro pueblo en la forma del establecimiento de su propio estado burgués sólo puede realizarse negándole ese derecho al otro.” Mientras nos oponemos a la opresión de los católicos irlandeses en el norte, también nos oponemos a una reunificación forzada de Irlanda, que significaría la opresión de la población protestante del Úlster en un estado dominado por los católicos. La Spartacist League/Britain, sección de la LCI, exige el retiro inmediato de las tropas británicas de Irlanda del Norte y llama por una república obrera irlandesa dentro de una federación de repúblicas obreras de las Islas Británicas.
Sin embargo, una discusión posterior dentro de la LCI concluyó que referirse a la revolución permanente en este contexto es teóricamente confuso, porque mezcla una solución democrática a la cuestión nacional en una sociedad capitalista avanzada con las tareas históricas de la revolución burguesa. Por más de un siglo, Irlanda ha estado integrada a la economía de las Islas Británicas, ya que una buena porción del proletariado irlandés trabaja en fábricas y obras en Londres y otras ciudades. Y, en décadas recientes, la membresía de Irlanda en la Unión Europea ha desempeñado un papel importante en el mayor desarrollo económico del país.
El concepto de revolución permanente no se trata de la relación entra la revolución proletaria y las cuestiones democráticas en general. En muchos países capitalistas avanzados existen instituciones reaccionarias heredadas del pasado feudal —como las monarquías española, británica y japonesa o el papel privilegiado del Vaticano en Italia— que desempeñan un papel muy importante en el mantenimiento del orden burgués actual. En EE.UU., la opresión institucionalizada de la población negra —una cuestión estratégica para la revolución proletaria— es un legado de la esclavitud. En todos estos casos, sólo la revolución proletaria socialista puede eliminar la opresión nacional, racial y étnica. Esto subraya la necesidad de forjar partidos leninistas-trotskistas de vanguardia que actúen como un tribuno del pueblo.
¡Por el internacionalismo proletario!
Como claramente presentó Trotsky en La revolución permanente:
“El triunfo de la revolución socialista es inconcebible dentro de las fronteras nacionales de un país. Una de las causas fundamentales de la crisis de la sociedad burguesa consiste en que las fuerzas productivas creadas por ella no pueden conciliarse ya con los límites del Estado nacional. De aquí se originan las guerras imperialistas, de una parte, y la utopía burguesa de los Estados Unidos de Europa, de otra. La revolución socialista empieza en la palestra nacional, se desarrolla en la internacional y llega a su término y remate en la mundial. Por lo tanto, la revolución socialista se convierte en permanente en un sentido nuevo y más amplio de la palabra: en el sentido de que sólo se consuma con la victoria definitiva de la nueva sociedad en todo el planeta.”
En México, Sudáfrica y otras partes, muchos izquierdistas señalan el tremendo poderío económico y militar de EE.UU. para concluir que una revolución obrera sería necesariamente aplastada por los imperialistas. Nadie negaría que EE.UU. y otras potencias capitalistas representan un obstáculo formidable a las revoluciones proletarias. Pero los países imperialistas son sociedades divididas en clases con profundo descontento y contradicciones insolubles, lo que necesariamente lleva a la lucha de clases y otras luchas sociales. En el curso de una lucha de clases tajante y mediante el instrumento de un partido revolucionario que eduque pacientemente a la clase obrera no sólo en el entendimiento de su propio poder, sino también de sus intereses históricos, los obreros cobrarán conciencia de sí mismos como una clase que lucha para sí y por todos los oprimidos contra el orden capitalista.
Las precondiciones de la revolución serán distintas en distintas partes del mundo. Cuando éstas se cumplan, la situación en cualquier país en particular y en el mundo será distinta a la actual, y la conciencia de la clase obrera habrá cambiado significativamente. Nuestra lucha por forjar partidos leninistas de vanguardia se basa en el entendimiento de que, cuando estos partidos echen raíces en la clase obrera, esto reflejará un cambio cualitativo en la conciencia política del proletariado.
Las luchas del proletariado en el mundo semicolonial están totalmente entrelazadas con las de los obreros de los centros imperialistas. Una revolución proletaria en México tendría un impacto masivo en el proletariado multirracial estadounidense, cuyo creciente componente latino constituye un puente humano entre las luchas de los obreros en EE.UU. y en América Latina. Un levantamiento revolucionario proletario en Sudáfrica resonaría poderosamente entre los trabajadores y los jóvenes del mundo, especial, pero por cierto no únicamente, entre la población negra que forma una capa de importancia estratégica de la clase obrera en EE.UU. y Brasil. Una revolución obrera en Sudáfrica también encendería luchas a lo largo del continente, destruyendo al gendarme regional del África subsahariana. A su vez, una toma proletaria del poder estatal en alguno de los países imperialistas tendría enormes repercusiones revolucionarias en Asia, África y América Latina.
En la serie “El barril de pólvora sudafricano” publicada en 1994 en Workers Vanguard, escribimos:
“Por el momento, Sudáfrica es un eslabón debilitado en la cadena del sistema capitalista mundial que ata a las neocolonias del Tercer Mundo a los estados imperialistas de Norteamérica, Europa Occidental y Japón. Es necesario movilizar las fuerzas del proletariado para romper esa cadena en sus eslabones más débiles, y luego luchar como locos para llevar la batalla a los centros imperialistas, buscando aliados contra el enemigo cruel de todos los oprimidos: el capital internacional. Así, la lucha por construir un Partido Bolchevique sudafricano es inseparable de la lucha que nosotros, en la Liga Comunista Internacional, estamos dando para reforjar una IV Internacional auténticamente trotskista.”
La lucha por la revolución socialista mundial ciertamente no es fácil. Pero lo que verdaderamente es imposible es que la subordinación de la clase obrera al enemigo de clase resulte en algo distinto a la continuación del círculo vicioso de derrotas y traiciones desmoralizantes.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/29/pr4.html
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